Cidades

Ônibus ficam sem reposição

CMTC teve de voltar atrás em mudança devido à falta de veículos para substituir os que foram queimados durante a manifestação de segunda-feira

Montovani Fernandes
Ônibus para em ponto em local onde outros veículos foram incendiados na segunda-feira

A Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) teve de voltar atrás na mudança de operação na Área Oeste nos horários de pico, em que os usuários pegam o ônibus no bairro e vão até o Terminal Padre Pelágio, porque a estatal Metrobus não tem mais veículos para manter a operação com as mudanças. Depois que sete ônibus foram queimados e nove depredados na manhã de segunda-feira, a Metrobus não conseguiria manter a extensão do Eixo Anhanguera em sua extensão até Goianira. O prejuízo total, segundo a empresa, chegou a R$ 8 milhões.

Isso ocorreu depois que as mudanças iniciadas no último sábado, em que os ônibus das demais concessionárias levavam os passageiros até pontos de conexão e daí se usaria o Eixo Anhanguera, gerou atrasos nos usuários que, revoltados, fecharam a GO-070 e destruíram os veículos. Segundo o presidente da Metrobus, Eduardo Machado, não é viável economicamente contratar seguro para os veículos de uma frota inteira, já que os custos seriam muito alto. 

Os ônibus destruídos foram comprados no ano passado e são articulados, em que cerca de 100 pessoas podem se locomover. Como o número de ônibus destruídos é pequeno em relação a organizar uma compra, não está previsto que eles sejam repostos. A Metrobus fará apenas o conserto dos veículos depredados. Se não fosse a volta da operação com os ônibus das outras concessionárias nos horários de pico, o transporte de passageiros pelo Eixo do Terminal Padre Pelágio a Goianira teria de ser interrompido. 

Após reunião no Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), que instaurou inquérito civil público (ICP) para investigar o que ocasionou a revolta popular, Machado afirmou que a Metrobus apenas cumpriu as determinações da CMTC e não participou das definições de mudanças na Área Oeste. É válido ressaltar que as mudanças ocorreram como uma segunda etapa da extensão do Eixo Anhanguera para Goianira, Trindade e Senador Canedo, proposta pelo governo estadual em 2014.

O presidente da CMTC, Murilo Ulhoa, ressaltou que as mudanças surgiram de um acordo operacional feito entre a Metrobus e o consórcio da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC). Ele disse que não houve nada de errado na operação de segunda-feira e que a revolta popular, chamada de atos de vandalismo, ocorreu durante ajustes na operação para atender a demanda.

Passarelas

Outra preocupação na reunião de ontem foi em relação à travessia dos pedestres na GO-070 para chegar aos pontos de conexão, onde esperam o ônibus do Eixo. Hoje, não há qualquer passarela ou sinalização, o que prejudica todos os usuários e, especialmente, aqueles com mobilidade reduzida, como cadeirantes. A Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), em nota, informa que enviará uma equipe à rodovia na região do Jardim Primavera e que já estão previstas a instalação de três passarelas no percurso entre Goianira e Goiânia.

Comentários
Os comentários publicados aqui não representam a opinião do jornal e são de total responsabilidade de seus autores.