Jarbas Rodrigues

Gravação entre Cachoeira e Lenine cita nomeações no governo Marconi

Jarbas

Reportagem divulgada hoje pela Folha de S.Paulo, com base em novos documentos da Justiça Federal sobre a Operação Monte Carlo, mostram gravações telefônicas entre o empresário e contraventor Carlinhos Cachoeira com seu braço direito no crime organizado em Goiás, Lenine Araújo de Souza, em 5 de janeiro do ano passado. As conversas são sobre nomeações no governo de Marconi Perillo (PSDB), recém formado. Cachoeira recebe a informação de Lenine que um de seus indicados, que na conversa é chamado de "Caolho", acabou preterido na equipe e dão a entender que sem o conhecimento do governador. Confira trecho da conversa gravada pela PF, divulgada hoje:

Lenine: Parece que o Caolho também não vai, lá, não? 
Cachoeira: Como é que é?

Lenine: O Caolho não vai assumir aquele negócio, lá, não? 
Cachoeira: O Ananias que te falou?

Lenine: Não, aí, a informação que eu tive foi de Luziânia ontem. 
Cachoeira: Não, vai, vai assumir.

Lenine: Que me ligaram, ontem, à noite, diz que, né..., não seria ele, não. 
Cachoeira: Então, manda quem te falou, falar com o Marconi, perguntar pro Marconi se ele vai ou não vai assumir. É especulação. Não sabe bosta nenhuma (...) Marconi, hora que souber disso, vai ficar puto. Já mandei avisar ele. O Demóstenes já ia ligar para ele.

Depois, Cachoeira pede para Lenine ligar para Eliane para reclamar: "Fala, Eliane não tem um centavo meu. E insista". Pela gravação, não se pode afirmar que se trata da chefe de gabinete do governador, Eliane Gonçalves Pinheiro, que na semana passada teve seu nome divulgado em outra conversa de Cachoeira, sobre uma operação que a PF iria realizar em Águas Lindas contra o prefeito Geraldo Messias (PP), amigo da assessora.

O governador Marconi afirmou hoje, no POPULAR, que a troca de mensagens e de ligações entre Cachoeira e Eliane "não se enquadra em crime, irregularidade ou ilícito". "Só vi uma ligação dela referente ao prefeito de Águas Lindas, não vi mais nada, é só uma ligação", disse. Marconi Perillo também enfatiza que qualquer servidor comissionado, se cometer qualquer tipo de crime, será exonerado sumariamente.

 

Comentários
Os comentários publicados aqui não representam a opinião do jornal e são de total responsabilidade de seus autores.
POR DATA