27 de junho a 04 de julho de 2008

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Cristiano Borges

Produtos caprinos
conquistam espaço

Industrializar o leite que produziam também foi a saída encontrada pelos pecuaristas Leodolfo Alves do Nascimento e Fábio de Andrade. Mas as semelhanças com o empreendimento de Rosângela e Agostinho Pedrosa param por aí.

Leodolfo e Fábio, em vez de pasteurizar e envasar leite, investiram na produção de queijos para agregar mais valor ao produto. Outra particularidade: trabalham com leite de cabra, apesar de produzirem também queijos de leite de vaca.

O investimento na pecuária caprina veio de uma necessidade pessoal de Leodolfo. Há 13 anos, ele precisou de leite de cabra e não encontrou o produto. “Aí vislumbrei a possibilidade de atender o mercado”, conta. A criação de cabras surgiu ao mesmo tempo em que ele montava também um pequeno laticínio para pasteurizar e envasar o leite.

Depois de cerca de três anos de atividade no município de Itumbiara, o capril e o laticínio foram transferidos para o Sítio Santa Terezinha, em Bela Vista de Goiás, para ficarem mais próximos de Goiânia, o principal mercado consumidor. Nessa época, conta Leodolfo, a procura pelo leite de cabra começou a cair e a solução encontrada foi a produção de queijos.

Nove tipos de queijo
A dupla começou com os queijos de leite de cabra, mas logo passou a fabricar também queijos de leite de vaca. Isso porque a planta industrial montada para a pasteurização do leite não podia ficar ociosa e, em Goiás, não havia mercado para a expansão dos queijos de leite de cabra. Atualmente, o Laticínio Maju pasteuriza cerca de mil litros de leite/dia e produz cinco tipos de queijos de leite de cabra e outros quatro tipos de leite de vaca.

A maior produção é de leite de vaca, que é comprado de produtores da região. Leodolfo e Fábio, entretanto, vão passar a produzir também o leite de vaca no sítio. A previsão é de que até o final do ano eles tenham animais suficientes para os mil litros/dia com ampliação progressiva do rebanho até os 4 mil litros/dia. “Nosso objetivo é fazer o ciclo completo para termos mais qualidade”, diz

Leodolfo.
Como são produtores de queijos, eles querem produzir leite com mais quantidade de sólidos. Para isso vão criar gado jérsei, reconhecidamente uma raça leiteira que produz leite com essa característica. Leodolfo e Fábio fabricam queijos com tecnologia suíça, aprendida em uma queijaria de Nova Friburgo (RJ).

No caso do leite de cabra, a produção foi reduzida até que o laticínio obtenha o Selo Federal de Inspeção (SIF) e possa exportar a produção de queijo para outros Estados e para o Distrito Federal.

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