Cristiano Borges
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Produtos caprinos
conquistam espaço
Industrializar o leite que produziam também foi a saída
encontrada pelos pecuaristas Leodolfo Alves do Nascimento e Fábio de Andrade. Mas as
semelhanças com o empreendimento de Rosângela e Agostinho Pedrosa param por aí.
Leodolfo e Fábio, em vez de pasteurizar e envasar leite,
investiram na produção de queijos para agregar mais valor ao produto. Outra
particularidade: trabalham com leite de cabra, apesar de produzirem também queijos de
leite de vaca.
O investimento na pecuária caprina veio de uma necessidade
pessoal de Leodolfo. Há 13 anos, ele precisou de leite de cabra e não encontrou o
produto. Aí vislumbrei a possibilidade de atender o mercado, conta. A
criação de cabras surgiu ao mesmo tempo em que ele montava também um pequeno laticínio
para pasteurizar e envasar o leite.
Depois de cerca de três anos de atividade no município de
Itumbiara, o capril e o laticínio foram transferidos para o Sítio Santa Terezinha, em
Bela Vista de Goiás, para ficarem mais próximos de Goiânia, o principal mercado
consumidor. Nessa época, conta Leodolfo, a procura pelo leite de cabra começou a cair e
a solução encontrada foi a produção de queijos.
Nove tipos de queijo
A dupla começou com os queijos de leite de cabra, mas logo passou a fabricar
também queijos de leite de vaca. Isso porque a planta industrial montada para a
pasteurização do leite não podia ficar ociosa e, em Goiás, não havia mercado para a
expansão dos queijos de leite de cabra. Atualmente, o Laticínio Maju pasteuriza cerca de
mil litros de leite/dia e produz cinco tipos de queijos de leite de cabra e outros quatro
tipos de leite de vaca.
A maior produção é de leite de vaca, que é comprado de
produtores da região. Leodolfo e Fábio, entretanto, vão passar a produzir também o
leite de vaca no sítio. A previsão é de que até o final do ano eles tenham animais
suficientes para os mil litros/dia com ampliação progressiva do rebanho até os 4 mil
litros/dia. Nosso objetivo é fazer o ciclo completo para termos mais
qualidade, diz
Leodolfo.
Como são produtores de queijos, eles querem produzir leite com mais quantidade de
sólidos. Para isso vão criar gado jérsei, reconhecidamente uma raça leiteira que
produz leite com essa característica. Leodolfo e Fábio fabricam queijos com tecnologia
suíça, aprendida em uma queijaria de Nova Friburgo (RJ).
No caso do leite de cabra, a produção foi reduzida até
que o laticínio obtenha o Selo Federal de Inspeção (SIF) e possa exportar a produção
de queijo para outros Estados e para o Distrito Federal. |