AGRONEGÓCIOS
CNA PEDE MAIS RECURSOS
| A Confederação Nacional da Agricultura considera
insuficientes os R$ 65 bilhões que o governo federal anunciou para a safra 2008/09. Quer
R$ 100 bilhões. |
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BOI GORDO PREÇOS
Caso de estomatite vesicular não
deve afetar mercado goiano
Produtores e indústria não acreditam em queda de
preços.
Falta boi para abate e restrição é por pouco tempo
A notificação de um foco de estomatite vesicular em
Goiás, com a conseqüente suspensão das exportações de carne bovina in natura para a
Rússia, não deve provocar reviravolta no mercado goiano. A expectativa dos produtores
coincide com a previsão da indústria: não haverá queda brusca nos preços praticados.
O presidente do Sindicato da Indústria da Carne
(Sindicarne), José Magno Pato, disse que a suspensão não deve causar impacto no mercado
porque os frigoríficos goianos podem continuar exportando para outros mercados. Como eles
têm plantas em outrs Estados, basta fazer uma adequação no fornecimento: a produção
goiana vai para outros mercados e a de outros Estados vai para a Rússia.
Já o presidente da Comissão de Pecuária de Corte da
Faeg, Mozart Carvalho de Assis, acredita que não haverá queda de preços porque há
escassez de boi gordo para abate em todo o País. A cotação da arroba está
subindo e a oferta continua reduzida, lembra.
Ele não acredita em aumento da oferta por causa da
identificação do foco de estomatite vesicular no município de Cavalcante, no Nordeste
goiano. O barulho feito é maior que o problema, diz.
A estomatite vesicular é uma doença causada por vírus, mas não é considerada grave.
Sua notificação é obrigatória porque os sintomas no gado são semelhantes aos da febre
aftosa. Como a identificação da doença é feita somente por meio de exames
laboratoriais, os animais com sintomas devem ser isolados, mas não sacrificados.
O ciclo da doença é relativamente curto (dura cerca de 20
dias), período no qual ficam suspensas a entrada ou saída de animais da propriedade. |