09 a 15 de maio de 2008

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AGRONEGÓCIOS
LEILÕES DE ARROZ
A Conab vai fazer mais um leilão de arroz na próxima semana. Serão ofertadas entre 70 mil e 80 mil toneladas dos estoques públicos do cereal.

ALGODÃO COTAÇÕES

Venda de estoques e início
da colheita derrubam os preços

Em resposta à Queda acentuada, Governo anuncia
verba de R$ 550 milhões para leilões de equalização

Ao contrário das demais commodities agrícolas, o algodão enfrenta queda de preços no mercado interno. No mês de abril, o indicador Esalq/USP acumulou queda de 7,9%. Neste mês de maio, os produtores goianos estão comercializando o produto a cerca 42 reais a arroba, enquanto há 45 dias os preços estavam na faixa dos 47 reais a arroba.

Os principais fatores que contribuem para a queda dos preços são o início da colheita da safra deste ano, a venda de estoques da safra passada e a desvalorização do dólar, que favorece as importações.

O presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), Marcelo Swart, afirma que não há projeções de recuperação dos preços a curto prazo. “Os preços devem ficar neste patamar até a safra ser colhida”, diz.

Para diminuir o impacto da baixa cotação do algodão para o produtor, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai promover leilões de equalização de preços. O primeiro leilão, previsto para a próxima terça-feira, vai ofertar 341 mil toneladas da fibra, ao preço mínimo de R$ 44,30. O Mapa prevê a aplicação de R$ 550 milhões em leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro).

O presidente da Agopa afirma que os leilões ajudam o produtor, mas não são solução para a queda de preços. Segundo diz, o mercado está ruim para o algodão porque existe sobra de produção. A safra goiana que começa a ser colhida deve chegar a cerca de 288 mil t de algodão em caroço e 111 mil t de algodão em pluma. O volume é pouco maior do que o alcançado na safra passada, em função da melhora dos índices de produtividade. A área plantada foi reduzida de 78 mil hectares para 74 mil hectares.

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