Goiânia, 26 de agosto de 2008

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Cristiano Borges

Policiais observam corpo de vítima de chacina

Disputa por água gera chacina em Anápolis

Três pessoas foram assassinadas quando represa era ampliada. Garoto de 12 anos, filho e neto das vítimas, foi alvejado duas vezes na cabeça

Jonathan Jayme e Marília Assunção

Três homens morreram e um garoto de 12 anos foi baleado duas vezes na cabeça em uma chacina na zona rural de Anápolis. O menino está em estado gravíssimo no Hospital de Urgências de Anápolis. A principal suspeita é de que a causa foi um conflito por água na região.

Os crimes ocorreram na Fazenda Pastinho, na saída para Gameleira, a 14 quilômetros do Centro de Anápolis. Foram executados o proprietário do imóvel, Sebastião Gomes Guimarães, de 71 anos, o filho dele, Egmar Gomes Guimarães, 39 anos, e o tratorista Waldivino Gomes dos Santos, de 49. Sebastião e Waldivino foram baleados na cabeça e Egmar sofreu um corte no pescoço.

Neto de Sebastião e filho de Egmar, Leonardo Gomes de Guimarães, de 12 anos, recebeu dois tiros.

Um vizinho da fazenda ouviu os disparos, pouco antes das 16 horas e foi até o imóvel, encontrando os corpos de Sebastião e Waldivino próximos de uma represa, a menos de 20 metros da casa. O vizinho retornou apressado e acionou a Polícia Militar (PM). Ao chegar na propriedade, a PM encontrou também o corpo de Egmar dentro de um dos quartos da casa e o garoto ferido, caído na cozinha da residência.

Os três moravam na fazenda, para onde foi o tratorista ontem com a finalidade de aumentar a represa. A obra teria sido a gota d’ água de um desentendimento que Sebastião tinha com alguns vizinhos, insatisfeitos com o acesso que eles tinham à água em comparação com o fazendeiro – a região de Anápolis sempre registrou muitos conflitos por causa de escassez ou má distribuição de água.

Nenhum pertence foi levado. Waldivino foi executado com um tiro na nuca aparentemente após descer do trator e ficar de joelhos. Filha de Sebastião e irmã de Egmar, Maura Gomes Guimarães de Oliveira, 32 anos, disse aos policiais que a disputa por água seria o único problema vivido pela família capaz de uma tragédia como a ocorrida. O delegado titular do 2º Distrito Policial de Anápolis, Waldir Palhano, investiga o crime.

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