 Promessas no ar
Os primeiros programas do chamado palanque eletrônico, para
a disputa de cadeiras na Câmara de Goiânia, repetem distorção de campanhas eleitorais
anteriores, que é a formulação de promessas que não poderão ser tecnicamente
cumpridas.
São propostas que, na maioria, dizem respeito a compromissos
que não fazem parte da competência de vereadores e, sim, do Poder Executivo. Constitui,
portanto, perda do precioso tempo concedido aos candidatos no horário nobre da
televisão, quando eles incorrem neste erro de prometer o que está fora de função de
vereador.
Como essa distorção produz prejuízo para a campanha, na
medida que confunde os eleitores, a fiscalização da Justiça eleitoral deveria ser mais
rigorosa em relação a tal deturpação.
A falta de um conjunto de normas que deveriam estar vigorando
se a reforma política já tivesse sido aprovada e regulamentada deixa vulnerabilidades,
como a ausência de mecanismos legais para combater e punir a formulação dessas falsas
promessas. Passam as campanhas eleitorais e tais falhas permanecem.
As coligações, lamentavelmente, não contribuem para a
remoção de equívocos como este das promessas que fogem à competência de vereadores.
Elas poderiam tomar iniciativas para orientar os candidatos no sentido de que falassem
apenas o adequado. Nunca se deram a este trabalho. E deixam que os programas sejam
produzidos com esses graves equívocos.
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