Goiânia, 23 de agosto de 2008

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Concurso na polícia
Notícia veiculada quinta-feira neste jornal informa que a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia publicará, em dez dias, edital contendo as regras para o concurso da Polícia Civil (delegado, agente e escrivão), num total de 612 vagas.

O atual governo, nesse quesito, atende ao princípio da ampla acessibilidade aos cargos, empregos e funções públicas previsto no inciso I do art. 37 da CF/88, e, conseqüentemente, ao interesse público, em face do clamor da sociedade goiana por mais segurança, polícia equipada, qualificada e com remuneração justa. E isso começa pelo provimento de cargos e funções públicas.

Louvável a iniciativa do atual governo ao planejar a realização de concursos em diversas áreas da segurança (polícia técnico-científica e militar) e demais órgãos da administração.

Contudo, é essencial que os técnicos responsáveis pela elaboração dos editais não frustrem os princípios acima elencados e estabeleçam nos editais taxas de inscrições com valor suficiente apenas para cobrir os custos dos certames, sob pena de restringir a competição dos interessados e atender apenas aos interesses secundários da administração, como arrecadação de valores.

LUIZ GONZAGA CRUVINEL FERREIRA
Presidente do Sindicato dos Inspetores e Analistas do TCE-GO


Vitória da democracia
Sob o pretexto de discutir filosoficamente a ética, o médico e cronista do POPULAR Flávio Paranhos, em artigo publicado sábado, acabou atropelando o tema que alegava enfocar. No início do artigo Canalha são os outros, o cronista citou um trecho da notícia sobre o resultado da eleição para a escolha do novo corpo de conselheiros do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) divulgada pela Casa dos Hospitais, da qual faz parte a Associação dos Hospitais do Estado de Goiás (Aheg), entidade que presido e não posso dissociar de minha imagem devido ao bom trabalho feito nos últimos anos.

Propositalmente - pelo menos acredito que tenha sido, pois alguém com a formação acadêmica do cronista não cometeria, por desinformação, um erro tão básico -, ele distorce as palavras do atual presidente do Cremego e representante da chapa eleita, Salomão Rodrigues Filho, que afirmou à imprensa logo após a divulgação do resultado, que a decisão das urnas foi uma ”vitória da ética e da dignidade”.

A declaração resume o desabafo dos integrantes de uma chapa que, conduzindo uma campanha com dignidade e ética, venceu as agressões, as acusações infundadas e os abusos cometidos pela chapa de oposição durante todo o processo eleitoral.

Em momento algum, o presidente questionou a ética ou a dignidade de 2.970 médicos, que, democraticamente, depositaram seu voto na chapa de oposição. Ele se referia ao pleito em si e todos sabem o motivo. Respeitamos - digo respeitamos, pois também integro a chapa eleita - a decisão de todos os colegas, inclusive a do cronista, que fez parte da chapa de oposição derrotada.

É preciso ter dignidade e ética para aceitar a decisão da maioria. Democracia é isso e a classe médica já perdeu muito com comportamentos antidemocráticos, que fomentam a desagregação. Uma perda com reflexos negativos nas condições de trabalho e de remuneração dos médicos e na qualidade da assistência.

O momento agora, talvez ignorado pelo cronista, é de união, de trabalho conjunto das entidades e dos profissionais em defesa de melhores condições de funcionamento das unidades de saúde, de remuneração digna, da regulamentação da profissão, da construção de um modelo de assistência que nos permita oferecer à sociedade o atendimento que ela merece.

ROBSON AZEVEDO
Presidente da Associação dos Hospitais do Estado de Goiás (Aheg)


A questão do nepotismo
A regularização, através de súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal, pondo fim à prática do nepotismo nas três esferas dos Poderes brasileiros, é um alento a todos que esperam isenção, por parte daqueles que deles se revestem, do uso do poder pelas autoridades do País.

A iniciativa que foi obra e tem, a princípio, a chancela do próprio Judiciário, através do Conselho Nacional de Justiça, porá fim a uma série de abusos em todas os lugares possíveis de tal prática, sobretudo e principalmente em nossos tribunais, onde o sobrenome de alguém que dele fizesse parte já era qualificação mais do que suficiente para se abocanhar salários de altos executivos.

Vamos esperar que, realmente, a medida seja implantada e o Brasil se veja livre desse costume de se querer fazer do cargo ou função pública ocupada uma propriedade familiar, que permite distribuir os melhores cargos para esposas, filhos, irmãos, cunhados, etc, com a singela justificativa de que eles são capacitados e de confiança, como se não existissem outras pessoas com tais credenciais e até muito melhores.´

Resta-nos torcer para que não apareça algum outro sabichão, a exemplo do que já ocorreu aqui em nosso Estado, e proponha uma lei que limite o número de parentes que podem ser nomeados sem concurso público.

JOSÉ DOMINGOS
Goiânia - GO


Trânsito difícil
Após às 11h30 e também às 17h30, está difícil passar pela Avenida 136, depois da Rua135 - esquina com a Brasil Telecom, até a Rua 115. O trânsito é intenso e os sinais no cruzamento da 90 com 136 não comportam o fluxo de veículos e ônibus, principalmente nestes horários.

Imagine a dificuldade para sair ou entrar em casa, dos que moram nesta região. Gostaríamos de sugerir uma redução na largura do canteiro central, da mesma maneira que ocorreu na Avenida Couto Magalhães no Setor Pedro Ludovico. Imaginamos que seja a solução mais rápida e econômica para estes quarteirões.

JAMES TIPLLE
Setor Marista - Goiânia


Educação
No Brasil, há mais um novo lançamento, mas, desta vez, não é de um novo modelo de carro. É o lançamento do movimento ‘Todos Pela Educação’. Que todos os candidatos a prefeito e vereadores tenham como pauta de sua campanha a Educação.

A estratégia é fazer com que o eleitor valorize o candidato que apresente propostas concretas para o setor. Que a campanha é louvável não resta dúvida, mas está na hora de o País e a sociedade brasileira tomarem consciência de que não resolveremos os problemas do Brasil com campanhas, principalmente, no caso da Educação.

Para resolver esse caos, o País precisa muito mais do que movimento, necessita que nossa sociedade assuma de vez que a solução dos problemas do País não está no petróleo, no etanol, na industrialização, no crescimento econômico, e sim em uma Educação de qualidade, que valorize o professor e seja pensada permanentemente.

Se campanhas fossem solução, o Brasil não teria mais problemas. Temos campanha contra a fome, mas esta continua, campanha contra a violência e a violência continua, campanha contra a dengue e a dengue continua firme como nunca. O movimento pela educação é um ato nobre e da melhor intenção, mas de boas intenções o inferno, infelizmente, já está cheio.

REINALDO PAIXÃO
Goiás - GO