Goiânia, 23 de agosto de 2008

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JÚRI

Romarinho pega 24 anos por assassinato

Waldineia Ladislau

Debaixo de uma salva de palmas dos familiares e amigos da promotora de vendas Nívea Silveira Santos, morta aos 31 anos pelo vendedor Cleidiomar Alves da Silva Camargo, o Romarinho, foi lida ontem à noite a sentença que o condenou a 24 anos de reclusão. O réu foi condenado a 19 anos pelo homicídio, 3 anos por ter ocultado o corpo da vítima, e outros 2 anos por furto. O crime ocorreu em 2005.

Diante da condenação, o réu, que estava aguardando o julgamento em liberdade, foi preso logo após a sentença. Se ele não conseguir habeas-corpus, permanecerá preso, mesmo que a decisão não seja definitiva, pois ele pode tentar recorrer da sentença ao Tribunal de Justiça (TJ-GO). Romarinho chegou a ficar detido quase dois anos, mas por causa da demora do julgamento conseguiu habeas-corpus no Supremo Tribunal Federal.

A sessão do 1º Tribunal do Júri de Goiânia foi iniciada às 8h30 e terminou por volta das 19h30, quando a juíza Carmecy Maria Rosa de Oliveira leu a sentença. Para o promotor de justiça João Teles, que promoveu a acusação, a pena foi à altura do delito.

O julgamento foi iniciado anteontem, mas depois de algumas horas, um dos jurados passou mal. Com isso, a sessão foi suspensa e, ontem, novos jurados foram chamados para compor o tribunal popular e todos os procedimentos feitos novamente.

História fraca
A tese de legítima defesa, sustentada com a história de que a jovem teria avançado contra ele com uma faca, irritada porque ele disse que não lhe daria dinheiro para um tratamento estético, não convenceu os jurados. Por ter conseguido tomar a faca, - conforme sustentou- teria acabado por esfaqueá-la.

Também não convenceu a história de que, no desespero, por constatar que Nívea estava morta, ateou fogo no corpo e levou o cadáver para matagal nas imediações do Autódromo Internacional de Goiânia. Nívea era amiga da ex-mulher de Romarinho e, segundo o Ministério Público, o crime foi premeditado, pois Romarinho tinha raiva de Nívea, que estaria aconselhando a amiga a separar-se dele.

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