Goiânia, 21 de novembro de 2008

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Escola da alma

Confesso que ando preocupada com o rumo que têm tomado nossas escolas. Escola vai além de estruturas, além do conhecimento, além do social. Deve tocar a alma, a sabedoria, a verdade, o respeito, a dignidade, enfim, o amor ao próximo e para consigo mesmo. De que adianta formarmos pessoas que vão, a todo custo, em busca de uma carreira de sucesso e, às vezes, até conseguem, mas estão desprovidas da alma que faz delas seres humanos?

A mídia, a todo o momento, relata atrocidades cometido por pessoas com cursos superiores, e como é difícil ter curso superior em nosso País. A escola vai além... Além dos muros, das famílias, da sociedade, virou até moda que acompanha o consumismo desnecessário, instiga a violência quando se fala em competitividade extrapolada, discrimina e depois se diz “preparando para o mundo”.

Preparam para o mundo aqueles que acolhem, que vivenciam a educação de forma íntegra, digna, que compartilham conhecimento, que tornam o ser humano mais humano, capaz de conviver com a coletividade, que agrega valores à sua profissão, à sua carreira. É preciso confrontar tudo isso, é preciso conhecer os bastidores das escolas. Como disse meu amigo querido, dr. Augusto Cury, “pessoas saudáveis têm mais condições de contribuir para formar pessoas saudáveis”.

Converse com seu filho, gaste mais tempo com ele e saiba como vai a escola dele. Mas e a escola que citei, a escola da alma? Você cobra nota, cobra estudo, mas onde anda a alma do ser humano que está sob sua responsabilidade de pai, mãe e outros? Quero uma escola que evolua para a formação do ser humano, aliás, que transforme pessoas, que as torne mais humanas.

ADRIANA DE CASTRO
Neuropedagoga - Membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento


Mudança de comportamentos

Há pouco, assisti, em um jornal televisivo, a um episódio de grande violência ocorrido em uma escola paulista. Vários professores se pronunciaram relatando experiências negativas, ocorridas dentro da escola, onde são ofendidos constantemente e, muitas vezes, ameaçados. Uma professora disse estar em tratamento contra a síndrome do pânico, conseqüência dessas ameaças.

Ao ler a matéria de terça-feira deste jornal, sobre a violência nas escolas, me questiono e convido os leitores a refletir: será que ninguém fará alguma coisa concreta para uma mudança radical em relação a esses jovens violentos e agressivos? O Estatuto da Criança e do Adolescente estaria colaborando com isso? Este Estatuto não estaria aquém de nossa necessidade!?

Aos pais, cabe uma proposta diferente em relação à criação de seus filhos. Parece-me que vivemos em um mundo da fantasia, onde tudo é lindo e tranqüilo e devemos somente dar direito aos jovens e não repreendê-los e cobrar ao educá-los, pois estaríamos agindo contra a lei. Acordem, pais e mães, sobre a visão condescendente de nossa legislação, senão daqui a pouco nós estaremos condicionados a fazer tudo para a satisfação de nossos filhos e nada para educá-los. Onde está a família?

Saudade do tempo em que pais falavam uma vez somente e, se fizéssemos qualquer coisa de errado na escola, a razão era dada ao professor. Valores foram perdidos e é urgente o resgate.

CINTIA APARECIDA
Setor Bueno - Goiânia


Trânsito que atrapalha

Algumas medidas tomadas pela Superintendência Municipal do Trânsito (SMT) contrariam a lógica da engenharia do trânsito e mais atrapalham do que ajudam os motoristas. Um exemplo foi a instalação recentemente de quebra-molas na Alameda das Rosas, próximo à Rua 8-A, que tem provocado colisões naquela via porque o local está sem sinalização. O quebra-molas possui tachões muito altos, o que tem provocado freadas bruscas e batidas.

Além disso, ele foi instalado próximo a outro redutor de velocidade, o que tem provocado congestionamentos desde a Avenida Portugal, deixando o trânsito inviável em horários de pico. É preciso que a SMT avalie melhor e tome decisões acertadas.

FÁTIMA VIEIRA DE BRITO
Setor Oeste - Goiânia

¤ A Prefeitura de Goiânia instalou dois quebra-molas na Rua C-183, nas proximidades do Córrego Serrinha, divisa do Jardim América com o Parque Amazônia. Com certeza, os responsáveis técnicos não foram consultados, visto que o Código Nacional de Trânsito proíbe esse tipo de intervenção, exceto em casos especiais nos padrões e critérios estabelecidos pelo Contran.

A competência do poder público municipal vai além da simples instalação de ondulações transversais e sim cumprir e fazer cumprir a legislação de trânsito e a execução das normas estabelecidas.

Nesta oportunidade, sugiro também uma avaliação técnica sobre a segurança dos bueiros existentes no Córrego Serrinha, a fim de evitar alagamentos e transtornos, como ocorridos na T-9.

EDVALDO CRISPIM DA SILVA
Parque Amazônia - Goiânia


Colisão de veículo

Na terça-feira, estava em meu local de trabalho, quando, sem que eu percebesse, um veículo colidiu com o meu, que estava estacionado e sem ninguém dentro. Como não havia ninguém por perto, o condutor evadiu-se, deixando o meu com o retrovisor quebrado. Nesse momento, uma viatura da GP3 passava pelo local e um policial obrigou o infrator a voltar ao local da ocorrência para assumir a responsabilidade pelo dano causado. Expresso aqui meu reconhecimento ao trabalho da Polícia Civil que resguardou os direitos do cidadão sem ao menos me conhecer.

JORGE MÁXIMO FERREIRA
Aparecida de Goiânia - GO


É cartel ou não é?

Gostaria que o presidente do Sindiposto, Luiz Pucci, esclarecesse a razão da diferença entre os preços dos combustíveis comercializados em algumas cidades do interior e os preços praticados em Goiânia. Em Itaberaí, por exemplo, o álcool está sendo vendido a R$ 1,23 e a gasolina a R$ 2,34. Por aqui, o alinhamento dos preços em todos os postos é vergonhoso.

GERALDO DE SOUSA RIBEIRO
Setor Coimbra - Goiânia


Aquecimento global

Dos assuntos que têm sido discutidos atualmente, um dos mais preocupantes é o aquecimento global. O buraco na camada de ozônio está cada vez maior e a temperatura do mundo não é mais agradável. Há muitos anos, empresas que emitem gases prejudiciais ao meio ambiente pensam como ajudar a combater o problema. Mas, enquanto pensam o tempo, o tempo passa, e a natureza vai pedindo socorro.

Muitas pessoas religiosas reclamam, pedem misericórdia, pedem que Deus tenha piedade. Porém, enquanto pedem, poluem onde vivem, jogando lixo nas ruas.

EVELLIN V. MARTINS
Edealina - GO


Crise econômica e pessimismo

Diariamente, somos bombardeados sobre a crise, os juros mais caros, os preços subindo, as vendas caindo. Será que é, realmente, necessário passar tanto mau humor e pessimismo para as pessoas?

Para mim, a crise não é desse tamanho que falam, sou mais positivista e tento tapar os ouvidos para tanto pessimismo.

THIAGO VIEIRA DOS SANTOS
Setor Leste Universitário - Goiânia