Futebol vexatório
Enquanto o americano Michael Phelps nada em ouro na Olimpíada de Pequim, o Brasil quase
nada. Até no futebol masculino fomos humilhados nas semifinais pela Argentina por 3 a 0.
Restam agora duas alternativas: a primeira seria o presidente Lula agir politicamente e
tentar incluir nas próximas olimpíadas novas modalidades, como derrubada de toras,
lançamento de cartões corporativos, etc. Ou
então desenvolver no País uma política séria para a formação esportiva e
preparação de novos valores, para que, lá por 2028, a gente não fique atrás até da
Jamaica, que tem menos de 2% da população brasileira.
JOSÉLIO GOMES
Setor Coimbra - Goiânia
Combustíveis
O leitor Eurípedes Pereira protestou contra os aumentos dos combustíveis em Goiânia.
Ele tentou, sem sucesso, fazer a reclamação para o Procon e não conseguiu. Em Goiânia
existe um cartel de combustível, que somente será coibido quando a Polícia Federal
tiver tempo e boa vontade em punir os culpados. Não adianta esperar alguma ação do
Procon e do Ministério Público local. Vale lembrar que um ex-diretor do Procon,
envolvido em irregularidades, saiu candidato a vereador em Goiânia. Como podemos confiar
nesse órgão?
GERALDO RIBEIRO
Setor Coimbra - Goiânia
Poluição visual
A região central de Goiânia está em um processo de decadência total. A poluição
visual da Avenida Anhanguera, com seus prédios históricos caindo aos pedaços, somada à
fiação aérea, fazem dessa região uma das mais feias e desagradáveis da capital.
PABLO LIMA
Goiânia - GO
Ensino fundamental
Na edição de domingo, o ensino fundamental de Goiânia foi manchete principal deste
brilhante jornal. Acerca da péssima qualidade do ensino municipal nesta capital, cumpre
esclarecer que Goiânia é uma ilha em Goiás. Ou seja, enquanto todas as escolas
estaduais e particulares têm o sistema de seriação, a SME insiste com o sistema de
ciclos, onde o aluno vai avançando (aprovação automática) até chegar no 9º ano. Só
aí poderá ser retido.
No ciclo, apuram as faltas de um aluno, acreditem, calculando
os 25% de faltas sobre 600 dias letivos (que correspondem a 3 anos do ciclo 3 - o qual
corresponde às antigas 6ª, 7ª e 8ª séries). Moral da história: em um ano (200 dias
letivos) um aluno pode ter até 150 faltas. Que horror!
Com essa brincadeira de mau gosto chamada ciclo, os alunos da
rede municipal fazem a festa. A título de exemplo, no ano de 2006, em minha escola,
Escola Municipal Santo Antônio, que tinha cinco turmas de Ciclo 3 (ao todo 163 alunos,
aproximadamente) ocorreram 4.785 faltas. Isso mesmo! E um detalhe: um aluno que faltou 134
dias foi literalmente aprovado para a 2ª etapa do Ciclo 3 (para a antiga 7ª série). A
meu ver as crianças e adolescentes desta capital estão sendo trocados por verbas do
Banco Mundial.
Particularmente, já fiz representações, por escrito, na
39ª Promotoria de Justiça e no Juizado da Infância desde quando se iniciou o ciclo, mas
infelizmente este sistema de ensino se mantém. A última representação foi feita em 7
de maio de 2008 e a secretária Municipal de Educação insiste em afirmar à Promotoria
que em Goiânia não existe aprovação automática.
MARCOS JOSÉ ALVES
Goiânia - GO
Aprovação escolar
Alunos do 4º ano, que não sabem ler, escrever nem o básico da matemática. Como chegam
lá? Um processo de alfabetização malfeito, imaturidade, problemas neurológicos ou
emocionais, entre tantas outras causas que impedem a aprendizagem. O pior é a escola que
aprova, sem resolver o problema, e os pais que aceitam essa situação.
Muito raramente os pais perguntam se o filho aprendeu e se
está apto para o próximo ano. A pergunta é outra: vai ser aprovado? O que mais preocupa
é a aprovação e não o aprender. Infelizmente, moramos em um país que se interessa
mais pelas estatísticas.
Vale mostrar que tem mais crianças na escola e que o número
de reprovados é quase inexistente. Esquecemos de qualificar esta estatística. Vale a
pena? Nada contra o aprovar, mas totalmente contra aprovar sem os requisitos para a
próxima caminhada.
SHIRLEY MARIA MELO LONGO
Ceres - GO
Educação de ontem e de hoje
Ao traçar um paralelo entre a década de 80, quando comecei minha vida escolar, e o fim
dos anos 90, o que percebemos é que antes o aluno reprovado, além de ser corrigido na
escola, o era em casa pelos pais e pelos próprios colegas que passavam de ano e
representavam um exemplo a ser seguido.
O aluno sabia onde havia falhado, se era por faltas ou por
notas abaixo de uma média que variava de 5,0 a 7,0 pontos, ou pelo comportamento. O
professor era o termômetro que direcionava o interesse do aluno nos estudos. Hoje, vemos
a ignorância predominando e se refletindo no ensino superior, no trabalho. E o ensino tem
nos presenteado com cidadãos de pouca capacidade de decodificar a própria existência.
A língua portuguesa é um código que, em sua maioria, serve
aos propósitos da comunicação simples, deturpada pelos vocabulários ditos modernos,
mas que são grotescos e cheios de gírias. Conversar com um aluno na internet muitas
vezes é uma missão impossível. Pedir que leia um livro é, no mínimo, um desafio, pois
o aluno sai dizendo que não entendeu nada. Há quem diga que se o aluno consegue ao menos
juntar as letras já é um grande passo.
Mal sabem que sem a língua portuguesa esse aluno não
aprenderá mais nada, pois todo seu conteúdo de história, geografia, etc. está
vinculado a um fator imperioso que é o da leitura.
TÃNIA J. CORRÊA
Setor Perin - Goiânia
Nova comarca
Rejubila-se minha alma com a notícia de que Serranópolis, um dos lugares mais encantados
deste país de encantos, poderá concretizar seu sonho de emancipação total, ou seja,
tornar-se comarca. Aquelas paragens trazem a marca da família Franco, seus pioneiros, dos
quais me envaideço de ser descendente.
Há tempos, foi construído o prédio do fórum, à espera da
comarca. Esse prédio é o principal da cidade pequena e agradável e nela funcionava a
coletoria estadual. São oito comarcas em gestação, três das quais no Sudoeste, a
região mais rica deGoiás: Serranópolis, Maurilândia e Montividiu. Maurilândia é a
antigo distrito do Garimpo do Rio Verdão e que tem esse nome para homenagear o
rio-verdense Mauro Borges Teixeira, governador à época da emancipação de Rio Verde.
Montividiu, região que foi tida por pobre, é riquíssima.
Também ex-distrito rio-verdense, teve sua primeira eleição para prefeito e vereador em
1988. O Brasil precisa de mais municípios, principalmente no Norte; mais juízes, mais
comarcas, mais universidades públicas.
FILADELFO BORGES
Rio Verde - GO
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