Goiânia, 21 de agosto de 2008

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Futebol vexatório
Enquanto o americano Michael Phelps nada em ouro na Olimpíada de Pequim, o Brasil quase nada. Até no futebol masculino fomos humilhados nas semifinais pela Argentina por 3 a 0. Restam agora duas alternativas: a primeira seria o presidente Lula agir politicamente e tentar incluir nas próximas olimpíadas novas modalidades, como derrubada de toras, lançamento de cartões corporativos, etc.

Ou então desenvolver no País uma política séria para a formação esportiva e preparação de novos valores, para que, lá por 2028, a gente não fique atrás até da Jamaica, que tem menos de 2% da população brasileira.

JOSÉLIO GOMES
Setor Coimbra - Goiânia


Combustíveis
O leitor Eurípedes Pereira protestou contra os aumentos dos combustíveis em Goiânia. Ele tentou, sem sucesso, fazer a reclamação para o Procon e não conseguiu. Em Goiânia existe um cartel de combustível, que somente será coibido quando a Polícia Federal tiver tempo e boa vontade em punir os culpados. Não adianta esperar alguma ação do Procon e do Ministério Público local. Vale lembrar que um ex-diretor do Procon, envolvido em irregularidades, saiu candidato a vereador em Goiânia. Como podemos confiar nesse órgão?

GERALDO RIBEIRO
Setor Coimbra - Goiânia


Poluição visual
A região central de Goiânia está em um processo de decadência total. A poluição visual da Avenida Anhanguera, com seus prédios históricos caindo aos pedaços, somada à fiação aérea, fazem dessa região uma das mais feias e desagradáveis da capital.

PABLO LIMA
Goiânia - GO


Ensino fundamental
Na edição de domingo, o ensino fundamental de Goiânia foi manchete principal deste brilhante jornal. Acerca da péssima qualidade do ensino municipal nesta capital, cumpre esclarecer que Goiânia é uma ilha em Goiás. Ou seja, enquanto todas as escolas estaduais e particulares têm o sistema de seriação, a SME insiste com o sistema de ciclos, onde o aluno vai avançando (aprovação automática) até chegar no 9º ano. Só aí poderá ser retido.

No ciclo, apuram as faltas de um aluno, acreditem, calculando os 25% de faltas sobre 600 dias letivos (que correspondem a 3 anos do ciclo 3 - o qual corresponde às antigas 6ª, 7ª e 8ª séries). Moral da história: em um ano (200 dias letivos) um aluno pode ter até 150 faltas. Que horror!

Com essa brincadeira de mau gosto chamada ciclo, os alunos da rede municipal fazem a festa. A título de exemplo, no ano de 2006, em minha escola, Escola Municipal Santo Antônio, que tinha cinco turmas de Ciclo 3 (ao todo 163 alunos, aproximadamente) ocorreram 4.785 faltas. Isso mesmo! E um detalhe: um aluno que faltou 134 dias foi literalmente aprovado para a 2ª etapa do Ciclo 3 (para a antiga 7ª série). A meu ver as crianças e adolescentes desta capital estão sendo trocados por verbas do Banco Mundial.

Particularmente, já fiz representações, por escrito, na 39ª Promotoria de Justiça e no Juizado da Infância desde quando se iniciou o ciclo, mas infelizmente este sistema de ensino se mantém. A última representação foi feita em 7 de maio de 2008 e a secretária Municipal de Educação insiste em afirmar à Promotoria que em Goiânia não existe aprovação automática.

MARCOS JOSÉ ALVES
Goiânia - GO


Aprovação escolar
Alunos do 4º ano, que não sabem ler, escrever nem o básico da matemática. Como chegam lá? Um processo de alfabetização malfeito, imaturidade, problemas neurológicos ou emocionais, entre tantas outras causas que impedem a aprendizagem. O pior é a escola que aprova, sem resolver o problema, e os pais que aceitam essa situação.

Muito raramente os pais perguntam se o filho aprendeu e se está apto para o próximo ano. A pergunta é outra: vai ser aprovado? O que mais preocupa é a aprovação e não o aprender. Infelizmente, moramos em um país que se interessa mais pelas estatísticas.

Vale mostrar que tem mais crianças na escola e que o número de reprovados é quase inexistente. Esquecemos de qualificar esta estatística. Vale a pena? Nada contra o aprovar, mas totalmente contra aprovar sem os requisitos para a próxima caminhada.

SHIRLEY MARIA MELO LONGO
Ceres - GO


Educação de ontem e de hoje
Ao traçar um paralelo entre a década de 80, quando comecei minha vida escolar, e o fim dos anos 90, o que percebemos é que antes o aluno reprovado, além de ser corrigido na escola, o era em casa pelos pais e pelos próprios colegas que passavam de ano e representavam um exemplo a ser seguido.

O aluno sabia onde havia falhado, se era por faltas ou por notas abaixo de uma média que variava de 5,0 a 7,0 pontos, ou pelo comportamento. O professor era o termômetro que direcionava o interesse do aluno nos estudos. Hoje, vemos a ignorância predominando e se refletindo no ensino superior, no trabalho. E o ensino tem nos presenteado com cidadãos de pouca capacidade de decodificar a própria existência.

A língua portuguesa é um código que, em sua maioria, serve aos propósitos da comunicação simples, deturpada pelos vocabulários ditos modernos, mas que são grotescos e cheios de gírias. Conversar com um aluno na internet muitas vezes é uma missão impossível. Pedir que leia um livro é, no mínimo, um desafio, pois o aluno sai dizendo que não entendeu nada. Há quem diga que se o aluno consegue ao menos juntar as letras já é um grande passo.

Mal sabem que sem a língua portuguesa esse aluno não aprenderá mais nada, pois todo seu conteúdo de história, geografia, etc. está vinculado a um fator imperioso que é o da leitura.

TÃNIA J. CORRÊA
Setor Perin - Goiânia


Nova comarca
Rejubila-se minha alma com a notícia de que Serranópolis, um dos lugares mais encantados deste país de encantos, poderá concretizar seu sonho de emancipação total, ou seja, tornar-se comarca. Aquelas paragens trazem a marca da família Franco, seus pioneiros, dos quais me envaideço de ser descendente.

Há tempos, foi construído o prédio do fórum, à espera da comarca. Esse prédio é o principal da cidade pequena e agradável e nela funcionava a coletoria estadual. São oito comarcas em gestação, três das quais no Sudoeste, a região mais rica deGoiás: Serranópolis, Maurilândia e Montividiu. Maurilândia é a antigo distrito do Garimpo do Rio Verdão e que tem esse nome para homenagear o rio-verdense Mauro Borges Teixeira, governador à época da emancipação de Rio Verde.

Montividiu, região que foi tida por pobre, é riquíssima. Também ex-distrito rio-verdense, teve sua primeira eleição para prefeito e vereador em 1988. O Brasil precisa de mais municípios, principalmente no Norte; mais juízes, mais comarcas, mais universidades públicas.

FILADELFO BORGES
Rio Verde - GO