Goiânia, 21 de agosto de 2008

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Jonathan Jayme

Marina Pereira e Benedito Gomes, pais de Késia Gomes

Goiana morta a facadas na Irlanda

Companheiro esfaqueou vítima um dia antes do embarque dela de volta para Anápolis, onde vivia antes

Jonathan Jayme
de Anápolis

A chegada de Késia Gomes Rosa, de 31anos, ao Brasil estava prevista para hoje. Mas a recepção esperada pela família dela, em Anápolis, não vai acontecer. Késia foi morta em Roscommon, na Irlanda, com uma facada no peito, pelo companheiro, Amilton Leonel de Oliveira, de 34 anos, também de Anápolis. O crime ocorreu por volta das 17h30 (hora local) de terça-feira, na casa de um amigo. O motivo do assassinato seria ciúme.

O site de notícias de Roscommon, Indepent.ie, informou que o crime ocorreu na Rua Lanesboro e que a rua e a casa foram isoladas pela polícia. O acusado tentou fugir, mas foi preso poucas horas depois e encaminhado à 4ª Sessão Criminal de Justiça. Roscommon registrou um crescimento grande de brasileiros nos últimos anos, especialmente trabalhando na indústria da carne, um destino tradcional de anapolinos.

Até a noite de ontem, o corpo da goiana estava em um hospital irlandês. A família esteve no Itamaraty, em Brasília, e entrou em contato com a Assessoria para Assuntos Internacionais do Governo de Goiás, mas ainda não sabia como o traslado seria feito.

Késia vivia com o companheiro há um ano e oito meses na Europa. Desde domingo, ela estava na residência de um outro brasileiro, após desentendimento com Amilton. Ele procurou a vítima dois dias depois na tentativa de reatar o relacionamento.

Conforme relatos do amigo do casal à família, durante a conversa, Amilton teria sacado a faca e atingido o coração da mulher. A irmã de Késia, a auxiliar de laboratório Regimar Gomes Rosa, de 33 anos, que mora em Anápolis, conta que o serviço de emergência de Roscommon ainda foi acionado, mas a goiana já chegou morta ao hospital.

Segundo Regimar, Késia foi convidada por Amilton para trabalhar em um frigorífico europeu. “Ela havia acabado de se separar e tinha o sonho de dar uma vida melhor pra filha”, diz Regimar. De acordo com a mãe de Késia, a dona de casa Marina Pereira Rosa, de 62 anos, os problemas começaram em janeiro.

Ela ficou desempregada, quando teriam começado as agressões. A última vez que a dona de casa falou com a filha foi no domingo. “Ela estava decidida. A passagem de volta estava marcada para hoje (ontem). Acho que ele descobriu e por isso a matou.” (colaborou Marília Assunção)

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