Ricardo Rafael

Siena caiu no buraco de 2,8 metros
de profundidade |
Carro cai em vala de obra no Bueno
Motorista reclama de falta de sinalização e diz que
vai à justiça para ser ressarcido
Maria José Silva
As obras para ampliação da rede de drenagem das águas
pluviais no Setor Bueno mal começaram e já estão causando transtornos e prejuízos às
pessoas que trafegam pelo local. Na tarde de ontem, um carro caiu dentro de um buraco de
2,8 metros de profundidade, cavado no cruzamento da Avenida S-1 com a Rua T-64. Por sorte,
o motorista e o passageiro do veículo não sofreram lesões. O automóvel ficou muito
avariado.
A ampliação da rede de drenagem está sendo executada para
pôr fim aos constantes alagamentos nas ruas e avenidas do Setor Bueno. Com a nova
galeria, a água que encobre calçadas e ruas na época das chuvas será canalizada para o
Córrego Vaca Brava.
Orçada em R$ 600 mil, a obra deve ser concluída até 15 de
setembro, conforme previsões de técnicos do complexo Departamento de Estradas de Rodagem
do Município-Companhia Municipal de Pavimentação (Dermu-Compav).
As intervenções serão realizadas por etapas, ao longo de
1,4 quilômetro, entre a confluência da T-5 com a T-66 e o cruzamento da S-1 com a T-64.
Todos os dias, um trecho será interditado.
O acidente de ontem ocorreu no primeiro trecho a sofrer
reparos. O enfermeiro Douglas José Nogueira, de 40 anos, conduzia o Siena placa NGQ-5855,
pela Rua T-64, no sentido Setor Bela Vista-Setor Bueno. Quando atravessava a S-1, o carro
caiu de bico no buraco, no lado esquerdo da pista. A vala, conforme o diretor de
Comunicação do Dermu-Compav, Fernando Contart, havia sido cavada pela manhã e seria
coberta na tarde de ontem. O local é o ponto de junção da rede pluvial feita pela
Prefeitura com a rede construída pela empresa Delta Construções como parte do projeto
do viaduto nas Avenidas S-1, 85 e T-63.
Douglas Nogueira seguia do Hospital de Doenças Tropicais
(HDT), no Parque das Laranjeiras, para a casa onde mora, no Jardim Europa. O pai dele,
Getúlio Lázaro Nogueira, de 72, que também estava no veículo, havia acabado de receber
alta do HDT, onde permaneceu internado por dez dias para tratamento de malária. Os dois
usavam cintos de segurança e, talvez por isso, não sofreram lesões.
O enfermeiro acentuou que o local não estava sinalizado, o
que o impediu de ver o buraco. Considero a obra importante para Goiânia, mas é
fundamental que haja sinalização.Ele diz que vai recorrer à Justiça para ser
ressarcido pela Prefeitura.
Fiscais da Superintendência Municipal de Trânsito
informaram que haviam tirado o cone e o cavalete que indicavam a fiscalização para que
um caminhão retirasse a terra resultante da escavação.
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