 Cuidado com a vilã
Como os índices de preços, que a partir de fevereiro haviam
disparado, apresentam neste mês apreciável desaceleração, gerou-se a esperança de que
a inflação pode ficar de novo sob controle, mas não se garante ainda tranqüilidade.
Ardilosa, a vilã chamada inflação precisa continuar sendo colocada sob estreita
vigilância.
Como um dos remédios que continuam sendo aplicados no
combate ao mal da inflação é o amargo medicamento das taxas de juros, este recurso
freia o ímpeto de desenvolvimento e afeta o mercado de trabalho, pois prejudica a
geração de empregos.
O melhor para a saúde da economia e para o bem-estar social
da população, assim como dos que buscam oportunidade no mercado de trabalho, é não
haver necessidade de se recorrer a juros altos. Estando domada a inflação, em vez de
novas elevações, as taxas de juros podem reiniciar o curso de baixa.
Num processo inflacionário todos perdem, com exceção dos
que especulam, seja por meio de juros altos, seja como atravessadores, enquanto os
assalariados padecem. Para os estratos de baixa renda, a inflação alta é de uma
crueldade terrível, pois as pessoas nessa situação não têm meios de se defender em
face do custo de vida.
Se todos reagirem a remarcações injustificadas de preços e
cobrarem uma posição firme de seus representantes, o especulador não encontrará
sustentação para seus desígnios incorretos.
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