Goiânia, 20 de agosto de 2008

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Cuidado com a vilã

Como os índices de preços, que a partir de fevereiro haviam disparado, apresentam neste mês apreciável desaceleração, gerou-se a esperança de que a inflação pode ficar de novo sob controle, mas não se garante ainda tranqüilidade. Ardilosa, a vilã chamada inflação precisa continuar sendo colocada sob estreita vigilância.

Como um dos remédios que continuam sendo aplicados no combate ao mal da inflação é o amargo medicamento das taxas de juros, este recurso freia o ímpeto de desenvolvimento e afeta o mercado de trabalho, pois prejudica a geração de empregos.

O melhor para a saúde da economia e para o bem-estar social da população, assim como dos que buscam oportunidade no mercado de trabalho, é não haver necessidade de se recorrer a juros altos. Estando domada a inflação, em vez de novas elevações, as taxas de juros podem reiniciar o curso de baixa.

Num processo inflacionário todos perdem, com exceção dos que especulam, seja por meio de juros altos, seja como atravessadores, enquanto os assalariados padecem. Para os estratos de baixa renda, a inflação alta é de uma crueldade terrível, pois as pessoas nessa situação não têm meios de se defender em face do custo de vida.

Se todos reagirem a remarcações injustificadas de preços e cobrarem uma posição firme de seus representantes, o especulador não encontrará sustentação para seus desígnios incorretos.

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