Goiânia, 19 de agosto de 2008

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Desafios do ensino

O panorama atual do ensino fundamental no Brasil demonstra uma situação preocupante, com tons dramáticos gerando dilemas e desafios. Supunha-se que a política de universalização da década de 90, levando para a sala de aula crianças, adolescentes e jovens que estavam sem oportunidade de aprender, fosse uma solução.

Se número bem maior de crianças, adolescentes e jovens está hoje matriculado nas escolas, no entanto se verificam coisas absurdas, como o elevado contingente que tem dificuldades próximas às do analfabeto, mesmo já no fim do ensino fundamental.

Na verdade, o que está faltando? Acima de tudo, o investimento na qualificação do ensino. Pode-se usar mesmo o termo certo: a educação brasileira necessita de uma verdadeira revolução qualitativa, com o ensino público sendo contemplado com recursos e todos os instrumentos necessários para libertar-se da armadilha que está gerando os retrocessos de hoje.

Uma educação de qualidade reflete-se em vários outros indicadores positivos, como redução da violência e do desemprego, crescimento da economia e melhoria das condições de saúde da população.

Trata-se de uma questão de alta prioridade para o Brasil, mas infelizmente não está sendo enxergada assim, pois não se caminha na direção da meta de qualidade e os investimentos no País sob este aspecto são irrisórios, em face do monumental desafio.

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