Goiânia, 19 de agosto de 2008

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No masculino, brasileiros e argentinos fazem semi com cara de final antecipada

Pequim – O ganhador da medalha de ouro no futebol masculino da Olimpíada de Pequim vai ser conhecido hoje. É assim que dez entre dez pessoas na China encaram o jogo entre Brasil e Argentina, às 10 horas (de Brasília), no Estádio dos Trabalhadores, em Pequim. Com exceção de belgas e nigerianos, que fazem a outra semifinal, às 7 horas (de Brasília), o resto do mundo vê um dos maiores clássicos do futebol mundial como a final antecipada dos Jogos.

A decisão da vaga na final também marca o reencontro de um jogador que já foi o melhor do mundo, Ronaldinho Gaúcho, com outro que será em pouco tempo, Lionel Messi, na visão dos analistas.

Ronaldinho e Messi são os principais ingredientes do clássico. O brasileiro é um dos atletas mais badalados de toda a Olimpíada, no nível de Michael Phelps e até mesmo Kobe Bryant. Messi é a segunda maior atração do futebol.

Ambos foram companheiros no Barcelona há até pouco. Admiram-se mutuamente e são amigos – no mês passado, promoveram um amistoso Amigos de Messi x Amigos de Ronaldinho, na Venezuela. “Ronnie é um gênio”, define o argentino, de 21 anos. “Messi tem grande talento, vem jogando muito bem e logo, logo será o melhor do mundo”, devolve o brasileiro, de 28.

Ronaldinho não passa pelo seu melhor momento. Desde que se curou de uma lesão muscular, disputou só seis partidas, todas pela seleção. A a melhor delas foi na goleada por 5 a 0 contra a Nova Zelândia, quando fez dois gols, um de falta e outro de pênalti. Falta-lhe ritmo e até mesmo um pouco de objetividade.

O argentino tem feito boas partidas nesses Jogos. Com seus dribles e arranques em velocidade rumo ao gol adversário, tem empolgado os torcedores e sido fundamental para a campanha da Argentina.

O técnico Dunga não confirma, mas é provável que determine marcação individual em Riquelme e Messi hoje. Ele fez isso na decisão da Copa América/2007: o Brasil venceu por 3 a 0 e foi campeão.

O volante Lucas já teve a experiência de marcar Riquelme na decisão da Libertadores de 2007, quando jogava pelo Grêmio. “Foi muito difícil.” (AE)

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