| No masculino, brasileiros e argentinos fazem semi com cara
de final antecipada Pequim O
ganhador da medalha de ouro no futebol masculino da Olimpíada de Pequim vai ser conhecido
hoje. É assim que dez entre dez pessoas na China encaram o jogo entre Brasil e Argentina,
às 10 horas (de Brasília), no Estádio dos Trabalhadores, em Pequim. Com exceção de
belgas e nigerianos, que fazem a outra semifinal, às 7 horas (de Brasília), o resto do
mundo vê um dos maiores clássicos do futebol mundial como a final antecipada dos Jogos.
A decisão da vaga na final também marca o reencontro de um
jogador que já foi o melhor do mundo, Ronaldinho Gaúcho, com outro que será em pouco
tempo, Lionel Messi, na visão dos analistas.
Ronaldinho e Messi são os principais ingredientes do
clássico. O brasileiro é um dos atletas mais badalados de toda a Olimpíada, no nível
de Michael Phelps e até mesmo Kobe Bryant. Messi é a segunda maior atração do futebol.
Ambos foram companheiros no Barcelona há até pouco.
Admiram-se mutuamente e são amigos no mês passado, promoveram um amistoso Amigos
de Messi x Amigos de Ronaldinho, na Venezuela. Ronnie é um gênio, define o
argentino, de 21 anos. Messi tem grande talento, vem jogando muito bem e logo, logo
será o melhor do mundo, devolve o brasileiro, de 28.
Ronaldinho não passa pelo seu melhor momento. Desde que se
curou de uma lesão muscular, disputou só seis partidas, todas pela seleção. A a melhor
delas foi na goleada por 5 a 0 contra a Nova Zelândia, quando fez dois gols, um de falta
e outro de pênalti. Falta-lhe ritmo e até mesmo um pouco de objetividade.
O argentino tem feito boas partidas nesses Jogos. Com seus
dribles e arranques em velocidade rumo ao gol adversário, tem empolgado os torcedores e
sido fundamental para a campanha da Argentina.
O técnico Dunga não confirma, mas é provável que
determine marcação individual em Riquelme e Messi hoje. Ele fez isso na decisão da Copa
América/2007: o Brasil venceu por 3 a 0 e foi campeão.
O volante Lucas já teve a experiência de marcar Riquelme na
decisão da Libertadores de 2007, quando jogava pelo Grêmio. Foi muito
difícil. (AE) |