Goiânia, 19 de agosto de 2008

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Vincent Yu/AP

Marta, autora de um gol contra a Alemanha, comemora com Cristiane, que marca mais 2 vezes na vitória por 4 a 1

Brasil: susto, reação e virada no gramado

Seleção Brasileira vence a até então imbatível Alemanha e reencontra os Estados Unidos na decisão olímpica após 4 anos

Xangai – A seleção brasileira feminina de futebol se classificou ontem para a decisão dos Jogos Olímpicos de Pequim com uma vitória histórica sobre a Alemanha por 4 a 1, com gols de Formiga, Cristiane (dois) e Marta. O time que esteve na decisão de Atenas quatro anos atrás, e foi derrotado pelos EUA na prorrogação, ganhou a chance de se vingar e conquistar o ouro inédito na modalidade. A nova final contra as americanas, que derrotaram o Japão por 4 a 2, será na quinta-feira, às 10 horas (de Brasília), no Estádio dos Trabalhadores, em Pequim.

O Brasil sofreu para festejar a conquista. O jogo com a Alemanha pode ser contado em três palavras: susto, reação e virada. Repetindo as atuações de jogos anteriores, o time dormiu no começo do confronto e foi surpreendido por um gol de Prinz, seu 10º em Jogos Olímpicos. Somente ela e Cristiane têm a marca.

E seu gol não foi um gol qualquer. Foi um gol gerado por um erro de marcação da defesa e que levou intranqüilidade ao time brasileiro até quase metade da etapa inicial. Até a atacante Marta estava irreconhecível, errando passes e fazendo faltas duras.

Era preciso reagir, portanto. Quando o Brasil colocou a bola no chão e parou de entrar na correria das alemãs, os quase 27 mil chineses no Estádio Olímpico de Xangai viram um outro duelo. Não havia mais dúvidas de que a seleção brasileira ganharia. Formiga empatou no finzinho do primeiro tempo. O intervalo seria ainda mais decisivo. Foi no vestiário que o técnico Jorge Barcellos “virou” a partida.

A resposta veio com gols de Cristiane e Marta, antes dos dez minutos do segundo tempo. Era o fim das alemãs. As campeãs do mundo estavam eliminadas da decisão do ouro. De novo. Cristiane ainda teria tempo para fazer o quarto gol do Brasil. (Agência Estado)

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