Goiânia, 18 de agosto de 2008

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Aeroporto de Goiânia
Muito oportuno o editorial do POPULAR sobre o vergonhoso aeroporto de Goiânia, bem como sobre o longo prazo de paralisação das obras do novo terminal. A propósito do emperramento do processo de construção do novo aeroporto, sabemos que quando há vontade política tudo se resolve rapidamente. Onde andam, então, as nossas bancadas federal e estadual?

Por que não se unem suprapartidariamente, como o fazem nas alianças eleitorais, e junto com o governador iniciam uma forte campanha em Brasília, com apoio da imprensa local, em busca da retomada das obras ainda em agosto? É bom lembrar que o mandato dos parlamentares é de quatro anos e não apenas de três anos e seis meses, para que fiquem parados todo um semestre por conta das eleições municipais.

MARIA ANTÔNIA QUEIROZ DE OLIVEIRA
Centro - Goiânia

¤ A atual situação do aeroporto de Goiânia é mais um exemplo de desperdício de verba pública e mostra, mais uma vez, a falta de entrosamento dos governos municipal e estadual na busca de uma solução. O terminal Santa Genoveva envergonha os goianienses por não oferecer nenhum conforto aos seus passageiros.

A colocação de mais poltronas e instalação de climatizadores apenas ameniza o problema. Goiânia é uma metrópole de grande relevância no cenário nacional e merece um aeroporto à sua altura.

PABLO P. LIMA
Goiânia - GO


Rio Meia Ponte
No período de seca, o Rio Meia Ponte pede socorro. Entre nós não acontece nenhum movimento ou proposta política que vise salvar o nosso majestoso Meia Ponte. Onde está a Estação de Tratamento de Água e Esgoto? Onde está o Tribunal de Contas do Estado que aprovou o gasto com a construção da ETE?

Onde está o Ministério Público? As ONG’s? É inaceitável ver o Rio Meia Ponte morrer aos poucos e ninguém fazer nada para salvá-lo?

AMADEU MENDONÇA
Goiânia - GO


Infrações de motociclistas
Muito já se falou sobre o volume de dinheiro público gasto em decorrência dos acidentes de trânsito envolvendo motociclistas. Transitando pelas ruas de Goiânia, vê-se que a origem destes enormes gastos tem sua principal vertente na imprudência de alguns desses condutores, ao desrespeitarem, por completo, a legislação de trânsito.

Transitam pela esquerda, pelas calçadas, no meio de carros, caminhões, ônibus, realizam competições de velocidade e manobras arriscadas nas vias urbanas.

O Código de Trânsito Brasileiro disciplina a condução de ciclomotores pela direita da pista de rolamento, preferencialmente no centro da faixa mais à direita, e proíbe sua circulação nas vias de trânsito rápido e sobre as calçadas das vias urbanas.

A limitação de velocidade nas vias urbanas é disciplinada no Art. 61 do CTB e a obediência à sinalização luminosa de trânsito é de longa data.

Não é o que se vê em nossa capital, de parte de alguns motociclistas. Valho-me deste espaço para que os gestores públicos do trânsito em nossa capital passem a exercer fiscalização mais rigorosa, com especial foco nas infrações que elenquei acima, fazendo com que os infratores sejam disciplinarmente punidos – fato que, creio eu, reduzirá os gastos com socorro médico. Isto sem falar que o grande número de motocicletas em circulação contribui sistematicamente para a piora do clima.

E por falar em elevado número de motocicletas em circulação, dever-se-ia estudar uma forma de controlar esta circulação, reduzindo o volume delas inclusive, pois se grande parte destas motocicletas gera algum tipo de arrecadação de impostos, é imperioso saber se estes impostos estão fazendo frente aos gastos públicos com acidentes. O que não gera lucro gera prejuízo, e deve ser contido.

EUGÊNIO VEIGA
Esplanada do Anicuns - Goiânia


Luto na música
No instante em que a bundalização tomou conta das programações das rádios e tevês em nosso País, numa verdadeira inversão de valores, onde o talento é colocado em segundo plano, venho lamentar o prematuro desaparecimento de Dorival Caymmi. Vai ser difícil substituir a dignidade que ele emprestou à nossa cultura. Os nosso ídolos de aço estão partindo muito cedo, a nossa cultura musical empobrecendo, sem ninguém para substituí-los.

Por favor vamos retornar aos bons tempos dos velhos festivais da MPB, com o firme propósito de resgatar a MPB, de descobrir novos talentos, porque os nosso ídolos estão partindo muito mais cedo do que imaginávamos, e a nossa MPB, está à deriva.

VASCO VASCONCELOS
Brasília - DF

¤ Uma página da história da música brasileira foi virada nas primeiras horas de sábado e calou-se, para sempre, uma das mais belas vozes do nosso tempo. A morte de Dorival Caymmi representa um duro golpe às nossas tradições musicais. Seus 94 anos bem vividos, segundo seus próprios familiares, mostrou um exemplo clássico, de que a felicidade pode estar estampada na simplicidade e nas pequenas coisas.

Seu exemplo foi tamanho que seus filhos seguiram os caminhos do velho gênio. Nana Caymmi, Dori Caymmi e Danilo Caymmi continuarão mantendo o talento dos Caymmi bem vivo na memória do povo brasileiro, que ama e gosta da boa música. As músicas expressas nas mais de 100 letras de Dorival Caymmi, representam uma bandeira de brasilidade cultural.

MÁRCIO MANOEL FERREIRA
Jardim Novo Mundo - Goiânia


Medalha de ouro
O Brasil inteiro fica orgulhoso e emocionado com a medalha de ouro do nadador César Cielo Filho conquistada na prova dos 50 metros nado livre. Apesar de ele ter, um dia antes, prometido fazer uma boa prova, o resultado mais esperado era a vitória do francês Alain Bernard. Eu confesso que fiquei surpreso e feliz com o resultado. O choro no pódio foi aplaudido pois este espírito de autosuperação é o espírito olímpico.

VINICIUS JUNQUEIRA FILHO
Goiânia - GO


Arte de Vila Boa
O Instituto Moreira Salles acaba de adquirir desenhos, aquarelas e gravuras que retratam o Brasil entre os séculos 18 e 19. Os registros são do Rio de Janeiro, Recife, Ouro Preto, Mariana, Goiás e outras cidades históricas.

O acervo , avaliado em 1,5 milhão de dólares, pertencia ao colecionador Érico Stickel, falecido em 2004. Entre as peças vendidas está a famosa gravura de Castelnau, datada de 1844, onde o pintor retratou o Largo da Matriz da cidade de Goiás com o Palácio Conde dos Arcos, a Igreja da Boa Morte e uma procissão com vários andores.

São verdadeiras relíquias assinadas por autores de renome, entre eles: Rugendas, Castelnau,Debret, Von Martius e Taunay. Nem a família do colecionador imaginava o tesouro que ele reuniu em 40 anos. Érico Stickel foi também dono do quadro Abapuru, de Tarsila do Amaral, avaliado em 10 milhões de dólares e hoje está no Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires, na Argentina.

MARCO ANTÔNIO VEIGA DE ALMEIDA
Goiás - GO