Aeroporto de Goiânia
Muito oportuno o editorial do POPULAR sobre o vergonhoso aeroporto de Goiânia, bem como
sobre o longo prazo de paralisação das obras do novo terminal. A propósito do
emperramento do processo de construção do novo aeroporto, sabemos que quando há vontade
política tudo se resolve rapidamente. Onde andam, então, as nossas bancadas federal e
estadual? Por que não se unem
suprapartidariamente, como o fazem nas alianças eleitorais, e junto com o governador
iniciam uma forte campanha em Brasília, com apoio da imprensa local, em busca da retomada
das obras ainda em agosto? É bom lembrar que o mandato dos parlamentares é de quatro
anos e não apenas de três anos e seis meses, para que fiquem parados todo um semestre
por conta das eleições municipais.
MARIA ANTÔNIA QUEIROZ DE
OLIVEIRA
Centro - Goiânia
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A atual situação do aeroporto de Goiânia é mais um exemplo de desperdício de verba
pública e mostra, mais uma vez, a falta de entrosamento dos governos municipal e estadual
na busca de uma solução. O terminal Santa Genoveva envergonha os goianienses por não
oferecer nenhum conforto aos seus passageiros.
A colocação de mais poltronas e instalação de
climatizadores apenas ameniza o problema. Goiânia é uma metrópole de grande relevância
no cenário nacional e merece um aeroporto à sua altura.
PABLO P. LIMA
Goiânia - GO
Rio Meia Ponte
No período de seca, o Rio Meia Ponte pede socorro. Entre nós não acontece nenhum
movimento ou proposta política que vise salvar o nosso majestoso Meia Ponte. Onde está a
Estação de Tratamento de Água e Esgoto? Onde está o Tribunal de Contas do Estado que
aprovou o gasto com a construção da ETE?
Onde está o Ministério Público? As ONGs? É
inaceitável ver o Rio Meia Ponte morrer aos poucos e ninguém fazer nada para salvá-lo?
AMADEU MENDONÇA
Goiânia - GO
Infrações de motociclistas
Muito já se falou sobre o volume de dinheiro público gasto em decorrência dos acidentes
de trânsito envolvendo motociclistas. Transitando pelas ruas de Goiânia, vê-se que a
origem destes enormes gastos tem sua principal vertente na imprudência de alguns desses
condutores, ao desrespeitarem, por completo, a legislação de trânsito.
Transitam pela esquerda, pelas calçadas, no meio de carros,
caminhões, ônibus, realizam competições de velocidade e manobras arriscadas nas vias
urbanas.
O Código de Trânsito Brasileiro disciplina a condução de
ciclomotores pela direita da pista de rolamento, preferencialmente no centro da faixa mais
à direita, e proíbe sua circulação nas vias de trânsito rápido e sobre as calçadas
das vias urbanas.
A limitação de velocidade nas vias urbanas é disciplinada
no Art. 61 do CTB e a obediência à sinalização luminosa de trânsito é de longa data.
Não é o que se vê em nossa capital, de parte de alguns
motociclistas. Valho-me deste espaço para que os gestores públicos do trânsito em nossa
capital passem a exercer fiscalização mais rigorosa, com especial foco nas infrações
que elenquei acima, fazendo com que os infratores sejam disciplinarmente punidos
fato que, creio eu, reduzirá os gastos com socorro médico. Isto sem falar que o grande
número de motocicletas em circulação contribui sistematicamente para a piora do clima.
E por falar em elevado número de motocicletas em
circulação, dever-se-ia estudar uma forma de controlar esta circulação, reduzindo o
volume delas inclusive, pois se grande parte destas motocicletas gera algum tipo de
arrecadação de impostos, é imperioso saber se estes impostos estão fazendo frente aos
gastos públicos com acidentes. O que não gera lucro gera prejuízo, e deve ser contido.
EUGÊNIO VEIGA
Esplanada do Anicuns - Goiânia
Luto na música
No instante em que a bundalização tomou conta das programações das rádios e tevês em
nosso País, numa verdadeira inversão de valores, onde o talento é colocado em segundo
plano, venho lamentar o prematuro desaparecimento de Dorival Caymmi. Vai ser difícil
substituir a dignidade que ele emprestou à nossa cultura. Os nosso ídolos de aço estão
partindo muito cedo, a nossa cultura musical empobrecendo, sem ninguém para
substituí-los.
Por favor vamos retornar aos bons tempos dos velhos festivais
da MPB, com o firme propósito de resgatar a MPB, de descobrir novos talentos, porque os
nosso ídolos estão partindo muito mais cedo do que imaginávamos, e a nossa MPB, está
à deriva.
VASCO VASCONCELOS
Brasília - DF
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Uma página da história da música brasileira foi virada nas primeiras horas de sábado e
calou-se, para sempre, uma das mais belas vozes do nosso tempo. A morte de Dorival Caymmi
representa um duro golpe às nossas tradições musicais. Seus 94 anos bem vividos,
segundo seus próprios familiares, mostrou um exemplo clássico, de que a felicidade pode
estar estampada na simplicidade e nas pequenas coisas.
Seu exemplo foi tamanho que seus filhos seguiram os caminhos
do velho gênio. Nana Caymmi, Dori Caymmi e Danilo Caymmi continuarão mantendo o talento
dos Caymmi bem vivo na memória do povo brasileiro, que ama e gosta da boa música. As
músicas expressas nas mais de 100 letras de Dorival Caymmi, representam uma bandeira de
brasilidade cultural.
MÁRCIO MANOEL FERREIRA
Jardim Novo Mundo - Goiânia
Medalha de ouro
O Brasil inteiro fica orgulhoso e emocionado com a medalha de ouro do nadador César Cielo
Filho conquistada na prova dos 50 metros nado livre. Apesar de ele ter, um dia antes,
prometido fazer uma boa prova, o resultado mais esperado era a vitória do francês Alain
Bernard. Eu confesso que fiquei surpreso e feliz com o resultado. O choro no pódio foi
aplaudido pois este espírito de autosuperação é o espírito olímpico.
VINICIUS JUNQUEIRA FILHO
Goiânia - GO
Arte de Vila Boa
O Instituto Moreira Salles acaba de adquirir desenhos, aquarelas e gravuras que retratam o
Brasil entre os séculos 18 e 19. Os registros são do Rio de Janeiro, Recife, Ouro Preto,
Mariana, Goiás e outras cidades históricas.
O acervo , avaliado em 1,5 milhão de dólares, pertencia ao
colecionador Érico Stickel, falecido em 2004. Entre as peças vendidas está a famosa
gravura de Castelnau, datada de 1844, onde o pintor retratou o Largo da Matriz da cidade
de Goiás com o Palácio Conde dos Arcos, a Igreja da Boa Morte e uma procissão com
vários andores.
São verdadeiras relíquias assinadas por autores de renome,
entre eles: Rugendas, Castelnau,Debret, Von Martius e Taunay. Nem a família do
colecionador imaginava o tesouro que ele reuniu em 40 anos. Érico Stickel foi também
dono do quadro Abapuru, de Tarsila do Amaral, avaliado em 10 milhões de dólares e hoje
está no Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires, na Argentina.
MARCO ANTÔNIO VEIGA DE ALMEIDA
Goiás - GO
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