Diomício Gomes

Jovair cumprimenta militante: base aliada está
morta |
Jovair vê base desunida e culpa tucano e pepista
Reeleito para o comando do PTB, deputado garantiu que
partido terá candidato em Goiânia
Bruno Rocha Lima
Reeleito ontem presidente do PTB goiano, o deputado federal
Jovair Arantes voltou a criticar o governador Alcides Rodrigues (PP) e o senador Marconi
Perillo (PSDB) pelo vácuo no comando da base aliada nas eleições municipais em
Goiânia. Em entrevista à imprensa, o petebista frisou que a base está
morta.
Esquece esse negócio de base aliada, isso não existe
em eleição municipal, afirmou o deputado, que aproveitou para alfinetar as duas
maiores lideranças do grupo. Se nenhum candidato da base vencer em Goiânia, a
culpa tem de ser creditada ao Alcides e ao Marconi, que estão sendo omissos no
processo.
Jovair comparou o papel do pepista e do tucano com o do
técnico de futebol. Quando o time perde, o treinador tem de matar no peito a
derrota e assumir a culpa, já que é o comandante da equipe. Na política tem de ser
assim também. Até porque, quando ganhamos as eleições, os grandes vencedores foram os
dois (Alcides e Marconi).
O congresso do PTB foi realizado na manhã de ontem na
Câmara de Goiânia, no auditório Jaime Câmara, e contou com a presença do presidente
nacional do partido, ex-deputado Roberto Jefferson. O PTB, que cobrava unidade do grupo
governista, lançou como pré-candidato o presidente do diretório metropolitano da
legenda, Talles Barreto. Vamos ter candidato próprio em Goiânia e o nosso nome é
o Talles, garantiu Jovair, alegando que cansou de esperar uma definição dos
partidos que compõem a base aliada.
Caixa 2
Durante seu discurso, em evento repleto de pré-candidatos a prefeito e vereador, Roberto
Jefferson justificou a utilização de caixa 2 em campanha. Caixa 2 não existe
porque a classe política é desonesta, não é porque queremos, mas por uma questão de
sobrevivência. Quem ganha a eleição tem o hábito de destruir seus adversários e
persegue as empresas que financiaram a campanha do outro. Qual empresário quer correr
esse risco, questionou.
O ex-deputado, que está inelegível até 2015 por ter sido
um dos pivôs do escândalo do mensalão, arrancou aplausos dos petebistas ao criticar a
atuação do Ministério Público e do Judiciário, que, segundo ele, perseguem os
prefeitos. Ou o prefeito se rende ao promotor ou será perseguido por ele. Tem de
ceder aos favores que essas pessoas pedem, senão é processado, afirmou. Acho
que promotor e juiz tinham de ser escolhidos pelo voto. Aí eles iam ver o que é pedir
dinheiro pra campanha. Aposto que em seis meses já teriam cometido seus deslizes.
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