Goiânia, 17 de maio de 2008

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Diomício Gomes

Jovair cumprimenta militante: base aliada “está morta”

Jovair vê base desunida e culpa tucano e pepista

Reeleito para o comando do PTB, deputado garantiu que partido terá candidato em Goiânia

Bruno Rocha Lima

Reeleito ontem presidente do PTB goiano, o deputado federal Jovair Arantes voltou a criticar o governador Alcides Rodrigues (PP) e o senador Marconi Perillo (PSDB) pelo vácuo no comando da base aliada nas eleições municipais em Goiânia. Em entrevista à imprensa, o petebista frisou que a base “está morta”.

“Esquece esse negócio de base aliada, isso não existe em eleição municipal”, afirmou o deputado, que aproveitou para alfinetar as duas maiores lideranças do grupo. “Se nenhum candidato da base vencer em Goiânia, a culpa tem de ser creditada ao Alcides e ao Marconi, que estão sendo omissos no processo”.

Jovair comparou o papel do pepista e do tucano com o do técnico de futebol. “Quando o time perde, o treinador tem de matar no peito a derrota e assumir a culpa, já que é o comandante da equipe. Na política tem de ser assim também. Até porque, quando ganhamos as eleições, os grandes vencedores foram os dois (Alcides e Marconi)”.

O congresso do PTB foi realizado na manhã de ontem na Câmara de Goiânia, no auditório Jaime Câmara, e contou com a presença do presidente nacional do partido, ex-deputado Roberto Jefferson. O PTB, que cobrava unidade do grupo governista, lançou como pré-candidato o presidente do diretório metropolitano da legenda, Talles Barreto. “Vamos ter candidato próprio em Goiânia e o nosso nome é o Talles”, garantiu Jovair, alegando que cansou de esperar uma definição dos partidos que compõem a base aliada.

Caixa 2
Durante seu discurso, em evento repleto de pré-candidatos a prefeito e vereador, Roberto Jefferson justificou a utilização de caixa 2 em campanha. “Caixa 2 não existe porque a classe política é desonesta, não é porque queremos, mas por uma questão de sobrevivência. Quem ganha a eleição tem o hábito de destruir seus adversários e persegue as empresas que financiaram a campanha do outro. Qual empresário quer correr esse risco”, questionou.

O ex-deputado, que está inelegível até 2015 por ter sido um dos pivôs do escândalo do mensalão, arrancou aplausos dos petebistas ao criticar a atuação do Ministério Público e do Judiciário, que, segundo ele, perseguem os prefeitos. “Ou o prefeito se rende ao promotor ou será perseguido por ele. Tem de ceder aos favores que essas pessoas pedem, senão é processado”, afirmou. “Acho que promotor e juiz tinham de ser escolhidos pelo voto. Aí eles iam ver o que é pedir dinheiro pra campanha. Aposto que em seis meses já teriam cometido seus deslizes”.

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