Goiânia, 17 de maio de 2008

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Beatriz diz considerar normal receber pedidos

A nova presidente do TRE, Beatriz Figueiredo Franco, disse ontem que considera normal receber pedidos referentes a processos, mas que não permite interferência em seu julgamento. “Costumo trabalhar de portas abertas. Recebo partes, advogados, todos os interessados. A desembargadora Beatriz não costuma ter medo. Anormal seria mudar a minha convicção, minha conduta jurídica para conceder ou negar algo que não estaria na lei”, afirmou.

Gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal, com autorização judicial, e divulgadas pela revista Época, mostram pedido do senador Marconi Perillo (PSDB) a Beatriz para que ela negasse liminar referente a processo que envolvia a prefeitura de Itumbiara, em dezembro de 2006.

De posse das gravações, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, pediu ao Supremo Tribunal Federal abertura de inquérito por tráfico de influência.

Na entrevista, ela disse que a reportagem é sensacionalista e reclama por não ter sido ouvida. “A amizade que eu e minha família temos com a família e com o próprio Marconi data de cerca de 40 anos. A amizade é entre o cidadão e a cidadã. Não haveria tráfico de influência e muito menos quadrilha”, disse.

Beatriz afirmou que sua decisão foi baseada na lei: “Não se concede liminar em rescisória. Só em casos excepcionalíssimos”. Ela disse ainda que tomou a decisão rapidamente porque estava entrando de férias e tinha de viajar. A desembargadora garantiu que não pensou em se afastar do TRE com a denúncia.

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