Goiânia, 17 de maio de 2008

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Diomício Gomes

Beatriz Figueiredo conversa com Vítor Lenza, a quem sucedeu na presidência do TRE

Desembargadora assume TRE

Na solenidade de posse, Beatriz Figueiredo disse que vai trabalhar por uma justiça eleitoral mais célere, competente e responsável

Fabiana Pulcineli

Prometendo trabalhar por uma justiça eleitoral “célere, responsável e competente”, a desembargadora Beatriz Figueiredo Franco tomou posse ontem na presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Vítor Barboza Lenza, até então presidente, assumiu a vice-presidência e a Corregedoria. Antes da solenidade, a desembargadora concedeu entrevista coletiva para dar explicações sobre a denúncia publicada na quinta-feira pela revista Época.

Primeira mulher a assumir o cargo em Goiás, Beatriz afirmou em discurso que sofreu preconceito no início de sua carreira. “Essa é uma conquista de todas as mulheres, que estão subindo a escalada da vida, removendo pedras e plantando flores”, disse.

O governador Alcides Rodrigues (PP) e o prefeito Iris Rezende (PMDB) participaram da cerimônia, entre várias outras lideranças políticas e autoridades do Judiciário. “Aprendi nesses anos que o respeito às leis deve ser rigoroso, mas não irracional”, afirmou a nova presidente. “Nossa maior preocupação será com o sentimento popular.”

Ela disse que dará continuidade à gestão de Lenza, mas adiantou que, entre seus planos, está a estruturação da assessoria de comunicação do TRE. “Vejo que há uma necessidade de comunicação entre o TRE e a mídia. Esse canal é essencial a todos, especialmente para o eleitor”.

Na coletiva, ela afirmou que sua missão é “administrar com coerência, bom senso e sobretudo observando as leis”. Lenza, que também deu entrevista antes da solenidade, relatou as ações de sua gestão, afirmando que teve 90% das metas alcançadas.

O ex-presidente destacou que uma das prioridades para o TRE deve ser a análise da “ficha” dos candidatos às eleições deste ano. “Em uma empresa jamais contrataríamos pessoa com ficha suja”, comparou. Ao transferir o cargo, Lenza resumiu sua atuação e desejou sucesso a Beatriz. “Entrego a presidência sem um senão que possa denegrir o Judiciário”, afirmou.

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