
O aconchego transparece com força no tapete (5 cm de espessura dos fios)
que se sobressai debaixo da cama do quarto de uma adolescente hype. Importada do Nepal,
feita à mão, a peça mistura fios de seda em nuances de marrom claro e dourado. A
proposta da designer de interiores Fátima Lima Paniago, para a Casa Cor Goiás 2008, foi
criar um cenário leve, com mobiliário contemporâneo, bem ao gosto de jovens modernas
ligadas nas últimas tendências de moda. Daí o realce do tapete, que aquece o ambiente |
Beleza sob os pés
Os tapetes dão aconchego
e embelezam qualquer
área de uma residência
Margareth Gomes
Não há como resistir à plasticidade de um tapete a
ornamentar diferentes tipos de ambiente. Ele sempre demarca com sutileza as linhas de
separação entre um espaço e outro. É um acessório que oferece ainda conforto térmico
e acústico, pois abafa o som dos passos.
Nas casas multifuncionais, quase sempre sem divisões entre
sala de estar e de jantar, a peça realça o cenário e remete ao aconchego. Tanto pode
aparecer para dar cobertura aos sofás quanto às mesas de jantar. Poucos espaços de uma
residência não recebem esse elemento, que aparece cada vez mais personalizado, a dar um
toque final à decoração.
Entre as novidades que estão em evidência, chamam atenção
os tapetes crus, com tramas artesanais, em patchwork, em fios de seda, em fibra de PVC
lavável, que imitam grama sintética (em plástico), em fios com relevos (compondo
desenhos únicos e originais) até modelos com o selo ecológico de reaproveitamento de
matérias-primas naturais como feltro (em composição de tiras) e lona de caminhão. A
criatividade pede passagem com um leque farto de opções, explica a empresária Cláudia
Ducatti, da Casa Mix. Nem só de legítimos orientais, tapetes persas, iranianos,
cobiçados e caríssimos, vive a decoração atual.
Em versões maiores ou compactas, os tapetes se transformam
num valorizado item estético, seja para o efeito de recobrir o chão ou para ocupar o
lugar de uma obra de arte, numa parede estratégica. A medida correta da peça e o formato
(retangular, quadrado, redondo) e a altura dos fios (baixo, médio e alto) vão depender
do estilo da composição que se insere no ambiente: contemporânea, clássica ou
rústica, frisa a arquiteta Ana Paula de Castro. Cuidado: o tapete nunca deve ser jogado
como uma peça principal. Por isso, deve apresentar sintonia com o mobiliário para que
haja um casamento compatível de dimensões e texturas numa estética harmônica de
interiores.
Estampado, xadrez, com motivos geométricos, liso, em tons
clarinhos ou mais fechados (vermelhos, marrons, azul escuro), monocromático ou colorido,
o tapete sinaliza bom gosto e uma preocupação em deixar o ambiente mais elegante,
defende a arquiteta Cynara de Siqueira. As fibras naturais ou sintéticas continuam em
voga.
Para não ficar meio atordoado diante de tamanha oferta de
modelos, leve em conta as cores da decoração na escolha dos tapetes. Se quiser
contrastes, use outra cor, porém procure repeti-la no ambiente em forma de almofadas ou
xales, por exemplo, para conseguir uma melhor unidade visual.
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