| Construção do viaduto Acredito que o mais racional seria a Prefeitura de Goiânia procurar
desafogar as principais vias de acesso do setor atingido pela construção do viaduto,
como Avenidas 85, T-4 e Couto Magalhães. Para que isso acontecesse, deveriam desviar
parte do tráfego de veículos para vias intermediárias: Rua S-4 e Rua T-37, que deveriam
cruzar a Avenida T-63.
Quando vi colocarem um semáforo no cruzamento da Avenida
T-63 com a Rua S-4, considerei que os técnicos da Prefeitura demonstravam inteligências,
pois o trânsito vindo das proximidades da Avenida 136, Ricardo Paranhos, Parque Areião e
adjacências, subindo por aquela via até acima da T-13, saída para Vila Brasília,
Parque Amazônia, Aparecida, etc., desafogaria muito a Avenida Couto Magalhães, que
ficará muito congestionada.
Mas, para meu espanto, no referido cruzamento só se permite
atravessar a ilha da Avenida T-63 e virar à esquerda. A continuação da Rua S-4 não dá
mão para subir, ela só desce até a T-63.
Não acreditei no que vi. Pensei que fosse provisório, que
na época da construção iriam inverter a mão, mas não aconteceu. Espero que os
técnicos analisem melhor esse projeto em curto prazo.
EURÍPEDES PEREIRA
Setor Bueno - Goiânia
Cobrança irregular
Há alguns dias, presenciei, da sacada do meu apartamento,
quando um motorista estava sendo abordado por um suposto vigilante, no momento em que
estacionava seu carro na Rua T-48, próxima à esquina com R-11, Setor Oeste.
O profissional estendeu um papel com o preço
cobrado pelo serviço, mas ao ver o valor, o motorista indignado (porém
impotente) se negou a pagar e disse que não permaneceria ali estacionado, arrancando de
imediato.
Analisando aquela cena, vi como, e aqui falo mais
especificamente dos moradores próximos ao cruzamento, onde fica uma grande cervejaria,
somos reféns de tantos quantos nos lesam de todas as maneiras a cada dia.
É um dito vigilante, é a ação dos panfleteiros de
eventos, é a balbúrdia provocada pelos freqüentadores, a confusão dos carros
estacionados em áreas proibidas, o imenso barulho provocado pelos carros com seus
potentes equipamentos sonoros e, o mais dramático de tudo, o descaso daqueles que têm a
obrigação legal de zelar pela ordem e bem-estar social.
MAYRA REJANE PAIVA
Setor Oeste - Goiânia
Eficiência da administração
Gostaria de saber quem o leitor Josélio Gomes, de Palmeiras
de Goiás, ouviu para afirmar que o prefeito Iris recebe só elogios pela excelência de
sua administração. Foram as plantas dos jardins ou as flores? Pensando bem, quem tem de
falar se o voto dele vale ouro são os funcionários municipais e a população de
Goiânia. Para a administração ser vista, percebida, fazem jardins e mutirões, que
resolvem problemas imediatos e não os de longo prazo da população. Essa tacada de
mestre consegue angariar votos.
Mas, afinal, que administração é essa?
Sinto dizer ao leitor, mas Iris não é tão bom assim. Tudo
é feito para encantar os olhos de qualquer um que passa e vê de longe. Mas experimente
chegar perto para ver melhor.
JÔNATAS ALMEIDA PORTILHO
Setor Novo Horizonte - Goiânia
Katteca e os políticos
Dias atrás, vi uma charge do Katteca, em que ele mostrava um
velho político que, mesmo na hora de ser enterrado, se levantava do caixão para se
candidatar a vereador. Isso evidencia a ganância de certos candidatos pelo poder. Mesmo
à beira da morte, não querem ceder o lugar para os mais novos.
Esse é um dos motivos pelos quais sou contra a reeleição
de qualquer governante, seja ele vereador, deputado, prefeito, governador, senador e
presidente. Vocês não estão vendo a vontade, mesmo que contida, do presidente Lula pelo
terceiro mandato?
GERALDO DE SOUZA
Setor Coimbra - Goiânia
Escândalos políticos
O senador Marconi Perillo é um político experiente e não
cometeu os crimes de que o estão acusando para satisfazer à sanha de Lula.
Graças a Marconi, episódios como a venda de Cachoeira
Dourada, a falência do BEG, da Caixego e todas as bandalheiras que aconteciam em Goiás,
acabaram.
ARMINDA SOARES
Goiânia - GO
Produção de mandioca
Quando o presidente se referiu à alta dos preços dos
alimentos, trouxe à tona o que os brasileiros pensam da grande potencialidade do País,
sua capacidade para alimentar todo o mundo por sua área cultivável, o seu solo fértil e
o seu clima chuvoso. Mas ninguém imaginava que a realidade não era assim e muito menos
imaginava como andava a produção de alimentos no Brasil nos últimos 30 anos.
Uma das culturas mais importantes para o Brasil e para todos
os pobres na Ásia e na África teve sua produtividade levada a uma situação trágica.
Durante os anos 60, a produção de mandioca no Brasil, conforme estatística da FAO das
Nações Unidas, ficava em torno de 14,6 toneladas por hectare. O Brasil contribuía com
88% de toda a produção da América do Sul e ocupava o ranking de maior produtor do mundo
da referida cultura.
No início da década 70, a produtividade da mandioca por
hectare no Brasil começou a baixar continuamente e ficou durante todos os anos de 80, 90
e 2000 em torno de 12,5 a 13,3 toneladas por hectare. O Brasil, como conseqüência,
desceu no ranking para segundo produtor mundial da mandioca.
Já em um país da Ásia, a Índia, no mesmo período a
produtividade da mandioca cresceu de 12 toneladas por hectare, chegando a 26 toneladas em
2000.
A queda da produtividade da mandioca no Brasil deveu-se à
mudança de seu cultivo pelos agricultores de São Paulo, a partir da década 70. Na
década 60, contribuía com um terço de toda a produção da mandioca no Brasil, graças
aos excelentes cultivares desenvolvidos pelo Instituto Agronômico de Campinas, que foram
adotados pelos agricultores paulistas e alcançaram, em média, 35 toneladas por hectare.
No entanto, a partir de 1972, um grande número de agricultores paulistas mudou para
outros cultivos, como do café, por exemplo.
O Instituto Nacional responsável pelo melhoramento de
culturas, por sua vez, não apresentou para os agricultores dos demais Estados cultivares
com o desempenho igual aos cultivares do IAC em São Paulo.
NAGIB NASSAR
Universidade de Brasília
Demissão da ministra
Quero me solidarizar com o leitor Habib S. Neto quanto à
demissão de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente. Infelizmente, há muito tempo
em nosso País quem quer lutar em prol de algo importante é demitido ou forçado a pedir
as contas.
Recentemente, em Goiás, presenciamos a saída do secretario
de Saúde, Cairo de Freitas, que lutava por uma saúde mais digna para a nossa população
carente.
MIRLEY MARIA GALDINO RODRIGUES
Setor Gentil Meireles - Goiânia |