Goiânia, 17 de maio de 2008

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Construção do viaduto

Acredito que o mais racional seria a Prefeitura de Goiânia procurar desafogar as principais vias de acesso do setor atingido pela construção do viaduto, como Avenidas 85, T-4 e Couto Magalhães. Para que isso acontecesse, deveriam desviar parte do tráfego de veículos para vias intermediárias: Rua S-4 e Rua T-37, que deveriam cruzar a Avenida T-63.

Quando vi colocarem um semáforo no cruzamento da Avenida T-63 com a Rua S-4, considerei que os técnicos da Prefeitura demonstravam inteligências, pois o trânsito vindo das proximidades da Avenida 136, Ricardo Paranhos, Parque Areião e adjacências, subindo por aquela via até acima da T-13, saída para Vila Brasília, Parque Amazônia, Aparecida, etc., desafogaria muito a Avenida Couto Magalhães, que ficará muito congestionada.

Mas, para meu espanto, no referido cruzamento só se permite atravessar a ilha da Avenida T-63 e virar à esquerda. A continuação da Rua S-4 não dá mão para subir, ela só desce até a T-63.

Não acreditei no que vi. Pensei que fosse provisório, que na época da construção iriam inverter a mão, mas não aconteceu. Espero que os técnicos analisem melhor esse projeto em curto prazo.

EURÍPEDES PEREIRA
Setor Bueno - Goiânia


Cobrança irregular

Há alguns dias, presenciei, da sacada do meu apartamento, quando um motorista estava sendo abordado por um suposto vigilante, no momento em que estacionava seu carro na Rua T-48, próxima à esquina com R-11, Setor Oeste.

O “profissional” estendeu um papel com o preço cobrado pelo “serviço”, mas ao ver o valor, o motorista indignado (porém impotente) se negou a pagar e disse que não permaneceria ali estacionado, arrancando de imediato.

Analisando aquela cena, vi como, e aqui falo mais especificamente dos moradores próximos ao cruzamento, onde fica uma grande cervejaria, somos reféns de tantos quantos nos lesam de todas as maneiras a cada dia.

É um dito vigilante, é a ação dos panfleteiros de eventos, é a balbúrdia provocada pelos freqüentadores, a confusão dos carros estacionados em áreas proibidas, o imenso barulho provocado pelos carros com seus potentes equipamentos sonoros e, o mais dramático de tudo, o descaso daqueles que têm a obrigação legal de zelar pela ordem e bem-estar social.

MAYRA REJANE PAIVA
Setor Oeste - Goiânia


Eficiência da administração

Gostaria de saber quem o leitor Josélio Gomes, de Palmeiras de Goiás, ouviu para afirmar que o prefeito Iris recebe só elogios pela excelência de sua administração. Foram as plantas dos jardins ou as flores? Pensando bem, quem tem de falar se o voto dele vale ouro são os funcionários municipais e a população de Goiânia. Para a administração ser vista, percebida, fazem jardins e mutirões, que resolvem problemas imediatos e não os de longo prazo da população. Essa tacada de mestre consegue angariar votos.

Mas, afinal, que administração é essa?

Sinto dizer ao leitor, mas Iris não é tão bom assim. Tudo é feito para encantar os olhos de qualquer um que passa e vê de longe. Mas experimente chegar perto para ver melhor.

JÔNATAS ALMEIDA PORTILHO
Setor Novo Horizonte - Goiânia


Katteca e os políticos

Dias atrás, vi uma charge do Katteca, em que ele mostrava um velho político que, mesmo na hora de ser enterrado, se levantava do caixão para se candidatar a vereador. Isso evidencia a ganância de certos candidatos pelo poder. Mesmo à beira da morte, não querem ceder o lugar para os mais novos.

Esse é um dos motivos pelos quais sou contra a reeleição de qualquer governante, seja ele vereador, deputado, prefeito, governador, senador e presidente. Vocês não estão vendo a vontade, mesmo que contida, do presidente Lula pelo terceiro mandato?

GERALDO DE SOUZA
Setor Coimbra - Goiânia


Escândalos políticos

O senador Marconi Perillo é um político experiente e não cometeu os crimes de que o estão acusando para satisfazer à sanha de Lula.

Graças a Marconi, episódios como a venda de Cachoeira Dourada, a falência do BEG, da Caixego e todas as bandalheiras que aconteciam em Goiás, acabaram.

ARMINDA SOARES
Goiânia - GO


Produção de mandioca

Quando o presidente se referiu à alta dos preços dos alimentos, trouxe à tona o que os brasileiros pensam da grande potencialidade do País, sua capacidade para alimentar todo o mundo por sua área cultivável, o seu solo fértil e o seu clima chuvoso. Mas ninguém imaginava que a realidade não era assim e muito menos imaginava como andava a produção de alimentos no Brasil nos últimos 30 anos.

Uma das culturas mais importantes para o Brasil e para todos os pobres na Ásia e na África teve sua produtividade levada a uma situação trágica. Durante os anos 60, a produção de mandioca no Brasil, conforme estatística da FAO das Nações Unidas, ficava em torno de 14,6 toneladas por hectare. O Brasil contribuía com 88% de toda a produção da América do Sul e ocupava o ranking de maior produtor do mundo da referida cultura.

No início da década 70, a produtividade da mandioca por hectare no Brasil começou a baixar continuamente e ficou durante todos os anos de 80, 90 e 2000 em torno de 12,5 a 13,3 toneladas por hectare. O Brasil, como conseqüência, desceu no ranking para segundo produtor mundial da mandioca.

Já em um país da Ásia, a Índia, no mesmo período a produtividade da mandioca cresceu de 12 toneladas por hectare, chegando a 26 toneladas em 2000.

A queda da produtividade da mandioca no Brasil deveu-se à mudança de seu cultivo pelos agricultores de São Paulo, a partir da década 70. Na década 60, contribuía com um terço de toda a produção da mandioca no Brasil, graças aos excelentes cultivares desenvolvidos pelo Instituto Agronômico de Campinas, que foram adotados pelos agricultores paulistas e alcançaram, em média, 35 toneladas por hectare. No entanto, a partir de 1972, um grande número de agricultores paulistas mudou para outros cultivos, como do café, por exemplo.

O Instituto Nacional responsável pelo melhoramento de culturas, por sua vez, não apresentou para os agricultores dos demais Estados cultivares com o desempenho igual aos cultivares do IAC em São Paulo.

NAGIB NASSAR
Universidade de Brasília


Demissão da ministra

Quero me solidarizar com o leitor Habib S. Neto quanto à demissão de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente. Infelizmente, há muito tempo em nosso País quem quer lutar em prol de algo importante é demitido ou forçado a pedir as contas.

Recentemente, em Goiás, presenciamos a saída do secretario de Saúde, Cairo de Freitas, que lutava por uma saúde mais digna para a nossa população carente.

MIRLEY MARIA GALDINO RODRIGUES
Setor Gentil Meireles - Goiânia