Goiânia, 17 de maio de 2008

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Bovespa passa dos 72 mil pontos

Rumores de um novo investment grade ao brasil
fizeram a bolsa alcançar seu oitavo recorde este ano

São Paulo - Ontem foi mais um dia de recordes na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), de fechamento, intraday e também a conquista de um novo patamar, aos 72 mil pontos. Alta das commodities no exterior, vencimento de opções sobre ações na segunda-feira e a continuidade dos rumores de novo investment grade ao Brasil continuaram como justificativas para o desempenho uniforme.

Assim, a Bolsa paulista encerrou a sessão com alta de 1,78%, em 72.766 pontos, na máxima do dia. Foi o oitavo recorde de 2008 e o quarto só nesta semana, substituindo o de quinta-feira - 71.492 pontos, de fechamento e intraday. A mínima atingiu 71.496 pontos (+0,01%). Com o resultado de ontem, a Bolsa acumula ganhos de 4,48% na semana, 7,22% no mês, e 13,90% no ano. O volume financeiro totalizou R$ 6,869 bilhões (preliminar). A queda externa da moeda norte-americana ante o euro e o iene também pesou nas decisões de venda no mercado doméstico.

Os investidores mostravam disposição para as compras já na abertura, quando o índice saltou aos 72 mil pontos logo nos primeiros minutos de negociação. O movimento entre comprados e vendidos para o vencimento da próxima segunda-feira foi a principal justificativa, mas ganhou força com os rumores do investment grade pela agência internacional Fitch.

Nota
Os analistas explicam que muitos dos investidores que estão vendidos para esse vencimento (apostando na queda) resolveram se precaver para a possibilidade de a nota da agência Fitch sair até segunda-feira e, por isso, fizeram compras para minimizar eventuais perdas no mercado.

Wall Street também deu oxigênio ao cenário doméstico, mas apenas no início e no final dos negócios. As ações em Nova York subiram ontem pela manhã na esteira do número de novas construções iniciadas em abril. O índice subiu 8,2%, na maior elevação desde janeiro de 2006.

Como as projeções eram de queda do indicador, houve corrida às compras, interrompida pelo índice preliminar de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan. Tal dado caiu de 62,6 em abril para 59,5 em maio, o menor nível desde junho de 1980, e derrubou também os índices. (Folhapress)

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