| Bovespa passa dos 72 mil pontos Rumores de um novo investment grade ao brasil
fizeram a bolsa alcançar seu oitavo recorde este ano
São Paulo - Ontem foi mais um dia de
recordes na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), de fechamento, intraday e também a
conquista de um novo patamar, aos 72 mil pontos. Alta das commodities no exterior,
vencimento de opções sobre ações na segunda-feira e a continuidade dos rumores de novo
investment grade ao Brasil continuaram como justificativas para o desempenho uniforme.
Assim, a Bolsa paulista encerrou a sessão com alta de 1,78%,
em 72.766 pontos, na máxima do dia. Foi o oitavo recorde de 2008 e o quarto só nesta
semana, substituindo o de quinta-feira - 71.492 pontos, de fechamento e intraday. A
mínima atingiu 71.496 pontos (+0,01%). Com o resultado de ontem, a Bolsa acumula ganhos
de 4,48% na semana, 7,22% no mês, e 13,90% no ano. O volume financeiro totalizou R$ 6,869
bilhões (preliminar). A queda externa da moeda norte-americana ante o euro e o iene
também pesou nas decisões de venda no mercado doméstico.
Os investidores mostravam disposição para as compras já na
abertura, quando o índice saltou aos 72 mil pontos logo nos primeiros minutos de
negociação. O movimento entre comprados e vendidos para o vencimento da próxima
segunda-feira foi a principal justificativa, mas ganhou força com os rumores do
investment grade pela agência internacional Fitch.
Nota
Os analistas explicam que muitos dos investidores que estão vendidos para esse vencimento
(apostando na queda) resolveram se precaver para a possibilidade de a nota da agência
Fitch sair até segunda-feira e, por isso, fizeram compras para minimizar eventuais perdas
no mercado.
Wall Street também deu oxigênio ao cenário doméstico, mas
apenas no início e no final dos negócios. As ações em Nova York subiram ontem pela
manhã na esteira do número de novas construções iniciadas em abril. O índice subiu
8,2%, na maior elevação desde janeiro de 2006.
Como as projeções eram de queda do indicador, houve corrida
às compras, interrompida pelo índice preliminar de sentimento do consumidor da
Universidade de Michigan. Tal dado caiu de 62,6 em abril para 59,5 em maio, o menor nível
desde junho de 1980, e derrubou também os índices. (Folhapress)
¤ LEIA MAIS:
|