Goiânia, 17 de maio de 2008

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ASMEGO

STJ confirma soltura para os três acusados

Waldineia Ladislau

Em decisão final, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou liminar em favor dos três acusados de desfalque de R$ 2,7 milhões na Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego).

O habeas-corpus impetrado em junho do ano passado, pelo advogado Marcelo di Rezende, inicialmente concedido em favor do advogado Regis Prado de Oliveira, foi estendido aos demais, o irmão dele, Rodrigo Prado de Oliveira, que era gerente de Serviços Gerais da entidade, e ao concunhado de Rodrigo, Marcus Valério Caetano de Oliveira, dono de uma revenda de veículos.

Anteontem, a 5ª Turma do STJ confirmou a liminar que atinge os três e concedeu a ordem de soltura em definitivo, por unanimidade.

O caso
Segundo a acusação, Rodrigo Prado tinha acesso à conta da Asmego na rede bancária. Ao tirar o extrato por meio da internet, ele colava em um programa de computador e, antes de imprimir o extrato e enviá-lo ao contador, Rodrigo fazia as alterações para apagar todos os indícios do desvio.

Com o dinheiro na conta do irmão, Régis Prado, ele pedia emprestado o cartão ou o talão de cheques para gastá-lo. Em outras vezes, transferia os recursos diretamente da conta da Asmego para pagamento de despesas pessoais.

Segundo informa o Ministério Público, de 2006 até maio de 2007, Rodrigo adquiriu um grande patrimônio, que consistia em bens móveis – como veículos de luxo e lanchas – e imóveis, como casas, flats e sobrados.

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