| ASMEGO STJ confirma soltura para os três acusados
Waldineia Ladislau
Em decisão final, o Superior Tribunal de Justiça (STJ)
confirmou liminar em favor dos três acusados de desfalque de R$ 2,7 milhões na
Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego).
O habeas-corpus impetrado em junho do ano passado, pelo
advogado Marcelo di Rezende, inicialmente concedido em favor do advogado Regis Prado de
Oliveira, foi estendido aos demais, o irmão dele, Rodrigo Prado de Oliveira, que era
gerente de Serviços Gerais da entidade, e ao concunhado de Rodrigo, Marcus Valério
Caetano de Oliveira, dono de uma revenda de veículos.
Anteontem, a 5ª Turma do STJ confirmou a liminar que atinge
os três e concedeu a ordem de soltura em definitivo, por unanimidade.
O caso
Segundo a acusação, Rodrigo Prado tinha acesso à conta da Asmego na rede bancária. Ao
tirar o extrato por meio da internet, ele colava em um programa de computador e, antes de
imprimir o extrato e enviá-lo ao contador, Rodrigo fazia as alterações para apagar
todos os indícios do desvio.
Com o dinheiro na conta do irmão, Régis Prado, ele pedia
emprestado o cartão ou o talão de cheques para gastá-lo. Em outras vezes, transferia os
recursos diretamente da conta da Asmego para pagamento de despesas pessoais.
Segundo informa o Ministério Público, de 2006 até maio de
2007, Rodrigo adquiriu um grande patrimônio, que consistia em bens móveis como
veículos de luxo e lanchas e imóveis, como casas, flats e sobrados. |