| Sentimento de frustração após reunião Waldineia Ladislau
A reunião de ontem na sede do Ministério Público de Goiás
(MPE) para tratar do novo viaduto causou apenas mais frustração ao seu final, já que a
promotora de justiça Marta Moriya Loyola deixou claro que nada poderia ser feito em
relação ao início das obras.
Marcus Fidelis, estudante de Direito que acompanha o caso
desde que a Prefeitura anunciou a obra, salientou que o cidadão se sente cada dia mais
impotente em relação ao poder público. Os argumentos do presidente do Instituto dos
Arquitetos do Brasil em Goiás, Luiz Mendonça, do professor Dirceu Trindade, presidente
do Instituto Atílio Corrêa Lima, e de Fernanda Mendonça, do Grupo de Estudos Trânsito
e Transporte do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-GO), de
nada valeram.
Necessidade
O presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), o advogado Clarismino Júnior,
salientou que o viaduto no cruzamento da T-63 com a Avenida 85 é necessário, tendo em
vista que é um dos pontos mais críticos na cidade em termos de liberação de monóxido
de carbono, pois os veículos, no trecho andam mais na 1ª e 2ª marchas, devido o
congestionamento.
Clarismino Júnior disse ainda que cada obra pode ter um
órgão responsável. O viaduto Latif Sebba, por exemplo, foi executado pela
Superintendência Municipal de Trânsito, já o da T-63 está à cargo da Secretaria
Municipal de Obras.
A necessidade foi contestada pelos arquitetos e engenheiros
que participaram da reunião, mas não se chegou a nenhum consenso. Até mesmo a vereadora
Marina SantAnna atribui a escolha a uma decisão política, e não técnica. Para
ela, os argumentos técnicos foram criados apenas para tentar justificar o que já havia
sido decidido politicamente.
Governabilidade
Ao requererem maior participação da sociedade nas decisões que dizem respeito à
cidade, a solução apresentada pela representante do MPE foi no sentido de que,
representantes da sociedade civil, técnicos da área urbanística e representantes da
Prefeitura sentem juntos para discutir série de procedimentos que deverão ser adotados,
em relação a outros empreendimentos de impacto ambiental que sejam traçados pela
administração. |