Goiânia, 17 de maio de 2008

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PONTO DO

CONSUMIDOR

Taxas de bancos variam até 650%

Pesquisa do Procon-Goiás comprova que
é fundamental comparar preços de taxas bancárias

Isabel Czepak

Foi-se o tempo em que era possível guardar dinheiro embaixo do colchão. Os bancos tornaram-se indispensáveis. Se a convivência é quase que obrigatória, o melhor é ficar atento para não ver o dinheiro ainda mais minguado ao final do mês por causa das taxas sobre serviços cobradas pelas instituições bancárias.

Para ajudar o correntista, no início desta semana o Procon-Goiás realizou pesquisa de preços de tarifas bancárias nos nove maiores bancos privados e públicos da capital (ver lista nesta página). O resultado do levantamento mostram que paga muito mais quem não compara os preços. Técnicos do órgão encontraram variações de até 650% entre os 29 itens pesquisados.

A maior diferença foi verificada no preço da ficha cadastral. No Banco Real, são 20 reais. No Unibanco, o cliente paga 150 reais. O preço do serviço de transferência de cheque variou de 40 centavos, no Unibanco, a R$ 1,70 no Banco Real, 325% a mais. A taxa de manutenção de conta ativa oscilou de 6 reais no Banco do Brasil, a 21 reais no HSBC.

O superintendente do Procon, Antônio Carlos de Lima, alerta ao correntista que fique atento e pesquise os preços, além de aferir a qualidade dos serviços. Ele acrescenta que as tarifas cobradas pela rede bancária podem e devem ser negociadas entre o cliente e o banco.

O Procon aproveitou a divulgação dos resultados da pesquisa para orientar os consumidores sobre serviços que devem ser oferecidos gratuitamente. Os bancos não podem cobrar nenhum tipo de tarifa em conta-salário, a conta utilizada apenas para depósitos de vencimentos. No caso das contas-correntes, todo cliente tem direito ao fornecimento gratuito de cartão de débito (exceto em caso de reposição a pedido do cliente, como perda do cartão) e pode retirar, sem custos, até dois extratos por mês nos caixas eletrônicos. Não podem ser cobradas taxas pela realização de depósitos e nem pela compensação ou emissão de cheques, independente de valor alto ou baixo. O cliente ainda pode fazer, a custo zero, duas transferências de dinheiro na mesma instituição por mês (guichê, caixas eletrônicos ou internet).

Conhecer as regras do sistema é essencial para evitar gastos desnecessários. Mas, conforme orienta o Procon, não é tudo. A fim de proteger seu nome e crédito na praça, o consumidor deve procurar conhecer melhor os regulamentos bancários. Na abertura da conta, os bancos exigem um depósito inicial, que varia conforme a instituição.

O cliente deve observar, também, o saldo médio exigido e as condições para liberação do talão de cheques. Uma leitura prévia cuidadosa do contrato dos serviços é fundamental para evitar surpresas desagradáveis.


Tim tem de indenizar cliente
A operadora de telefonia móvel Tim Sul foi condenada a pagar R$ 20 mil de indenização para um cliente que teve seu nome incluído indevidamente em um serviço de restrição de crédito. Alexandre Costa Silva recebeu por dois meses consecutivos sua conta telefônica com o valor incorreto e não pôde pagá-la, por causa do alto valor cobrado indevidamente. Em primeira instância, o valor da indenização havia sido fixado em R$ 4 mil.

Planos sobem acima da inflação
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou em 5,48% o teto de reajuste anual para 6,2 milhões de planos de saúde individuais, com ou sem odontologia, contratados a partir de janeiro de 1999 - os chamados planos novos. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação no período ficou em 4,73%.

MP4 prometem e não cumprem
Análise da Proteste mostra que a maioria dos aparelhos MP4 existentes no mercado não têm capacidade de exibir vídeos com qualidade. Segundo a organização não-governamental, muitos dos aparelhos têm cerca de 1 GB a 2 GB de espaço quando o mínimo indicado seria de 4 GB. A lista completa dos players testados pode ser conferida no site da Proteste: www.proteste.org.br.

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