|
Taxas de bancos variam até 650%
Pesquisa do Procon-Goiás comprova que
é fundamental comparar preços de taxas bancárias
Isabel Czepak
Foi-se o tempo em que era possível guardar dinheiro embaixo
do colchão. Os bancos tornaram-se indispensáveis. Se a convivência é quase que
obrigatória, o melhor é ficar atento para não ver o dinheiro ainda mais minguado ao
final do mês por causa das taxas sobre serviços cobradas pelas instituições
bancárias.
Para ajudar o correntista, no início desta semana o
Procon-Goiás realizou pesquisa de preços de tarifas bancárias nos nove maiores bancos
privados e públicos da capital (ver lista nesta página). O resultado do levantamento
mostram que paga muito mais quem não compara os preços. Técnicos do órgão encontraram
variações de até 650% entre os 29 itens pesquisados.
A maior diferença foi verificada no preço da ficha
cadastral. No Banco Real, são 20 reais. No Unibanco, o cliente paga 150 reais. O preço
do serviço de transferência de cheque variou de 40 centavos, no Unibanco, a R$ 1,70 no
Banco Real, 325% a mais. A taxa de manutenção de conta ativa oscilou de 6 reais no Banco
do Brasil, a 21 reais no HSBC.
O superintendente do Procon, Antônio Carlos de Lima, alerta
ao correntista que fique atento e pesquise os preços, além de aferir a qualidade dos
serviços. Ele acrescenta que as tarifas cobradas pela rede bancária podem e devem ser
negociadas entre o cliente e o banco.
O Procon aproveitou a divulgação dos resultados da pesquisa
para orientar os consumidores sobre serviços que devem ser oferecidos gratuitamente. Os
bancos não podem cobrar nenhum tipo de tarifa em conta-salário, a conta utilizada apenas
para depósitos de vencimentos. No caso das contas-correntes, todo cliente tem direito ao
fornecimento gratuito de cartão de débito (exceto em caso de reposição a pedido do
cliente, como perda do cartão) e pode retirar, sem custos, até dois extratos por mês
nos caixas eletrônicos. Não podem ser cobradas taxas pela realização de depósitos e
nem pela compensação ou emissão de cheques, independente de valor alto ou baixo. O
cliente ainda pode fazer, a custo zero, duas transferências de dinheiro na mesma
instituição por mês (guichê, caixas eletrônicos ou internet).
Conhecer as regras do sistema é essencial para evitar gastos
desnecessários. Mas, conforme orienta o Procon, não é tudo. A fim de proteger seu nome
e crédito na praça, o consumidor deve procurar conhecer melhor os regulamentos
bancários. Na abertura da conta, os bancos exigem um depósito inicial, que varia
conforme a instituição.
O cliente deve observar, também, o saldo médio exigido e as
condições para liberação do talão de cheques. Uma leitura prévia cuidadosa do
contrato dos serviços é fundamental para evitar surpresas desagradáveis.
Tim tem de indenizar cliente
A operadora de telefonia móvel Tim Sul foi condenada a pagar R$ 20 mil de
indenização para um cliente que teve seu nome incluído indevidamente em um serviço de
restrição de crédito. Alexandre Costa Silva recebeu por dois meses consecutivos sua
conta telefônica com o valor incorreto e não pôde pagá-la, por causa do alto valor
cobrado indevidamente. Em primeira instância, o valor da indenização havia sido fixado
em R$ 4 mil.
Planos sobem acima da inflação
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou em 5,48% o teto de
reajuste anual para 6,2 milhões de planos de saúde individuais, com ou sem odontologia,
contratados a partir de janeiro de 1999 - os chamados planos novos. De acordo com o
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), a inflação no período ficou em 4,73%.
MP4 prometem e não cumprem
Análise da Proteste mostra que a maioria dos aparelhos MP4 existentes no
mercado não têm capacidade de exibir vídeos com qualidade. Segundo a organização
não-governamental, muitos dos aparelhos têm cerca de 1 GB a 2 GB de espaço quando o
mínimo indicado seria de 4 GB. A lista completa dos players testados pode ser conferida
no site da Proteste: www.proteste.org.br. |