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Cauã Reymond: Tive medo quando o Halley se envolveu
com a história da Lara. Tive receio de perder o personagem |
Hora de realização
Halley, personagem de Cauã Reymond, cresce em A
Favorita
Alberto Pereira Jr.
Folhapress
Nem sua estréia na TV, em 2002, como o estudante Maumau da
novela Malhação (Globo), nem o polêmico garoto de programa Mateus em Belíssima,
folhetim de Silvio de Abreu. É com o boa-vida Halley, de A Favorita, que o ator Cauã
Reymond se sente realizado profissionalmente. O Halley é o meu maior personagem na
TV até agora, afirma, sem rodeios, o carioca de 28 anos, que, antes de começar a
atuar, trabalhava como modelo fotográfico.
Ele não tem nada de mim. É muito ambicioso, mas
também tem uma certa inocência. No fundo, é muito infantil, diz Cauã, que desde
a estréia de A Favorita vem ganhando destaque na trama. Além da vida amorosa
movimentada, o personagem tem grandes chances de ser o filho seqüestrado de Donatela
(Claudia Raia) e Marcelo Fontini (Flávio Tolezani). Não sei se ele é irmão da
Lara [Mariana Ximenes], faz mistério Reymond. Não importa se ele foi gerado
na minha barriga ou não. Mãe é aquela que cria, defende a atriz Elizângela, a
Cilene.
O autor João Emanuel Carneiro tem uma teoria para explicar a
empatia que um tipo malandro como Halley gera nos telespectadores: Ele, assim como a
Céu \[Deborah Secco\], tem muito do Foguinho. São personagens sofridos e ambivalentes,
que podem ter redenção, conta o novelista, referindo-se ao papel do ator Lázaro
Ramos na novela Cobras & Lagartos (de 2006).
Cauã sabe que é na comédia que reside o ponto alto de seu
personagem. Tive medo quando o Halley se envolveu com a história da Lara. Eu estava
no núcleo cômico e, de repente, entrei na trama central. Fiquei com receio de perder o
personagem, confessa o ator, que buscou inspirações inusitadas para dar vida ao
malandro.
Li um livro sobre um cara que se passou por presidente
de uma companhia aérea [Vips: Histórias Reais de um Mentiroso, de Mariana Caltabiano] e
conheci um lobista por meio de um amigo, conta. Além disso, ele procurou nos filmes
Acossado (1960) e O Magnífico (1973), protagonizados pelo ator francês Jean-Paul
Belmondo, imagens que lembrassem a malandragem de Halley.
Entre dois amores
Ambicioso e conquistador, Halley está dividido entre dois amores. Depois de engatar um
romance com Lara (Mariana Ximenes), o personagem viu seu coração balançar por Maria do
Céu (Deborah Secco).
A história com a Céu é uma relação de poder.
Halley encontrou uma pessoa igual a ele, por isso, sente-se atraído, afirma o ator,
que acredita no sentimento por Lara. Ele vem cultivando algo verdadeiro pela Lara.
Não sei aonde vai dar, mas é sincero.
CURTAS
Mulher protetora
Em Três Irmãs, próxima novela das sete da Globo, a menina rica Duda
(Daniela Récco) escapa de ser seqüestrada com a ajuda de Alma (Giovanna Antonelli), que
a abriga em sua casa. Para não ser reconhecida, Duda resolve fingir ser homem e corta as
longas madeixas.
Discos voadores
O Câmera Record de hoje mostra os casos de objetos voadores não
identificados. Com um ufólogo, os repórteres fizeram uma vigília em Pedra dos Ventos,
em Quixadá (CE).
Trabalho de vidente
O programa O Melhor do Brasil de sábado receber Lucas Lima e Cláudio
Gabriel no quadro As Profissionais para descobrir as profissões de sete mulheres.
Coisa do passado
O seriado Guerra e Paz da próxima semana vai ter Luana Piovani. Ela será
Laura, uma mulher sedutora que fez parte do passado de Pedro Guerra (Marcos Pasquim).
FOI BEM
¤ Catarina Abdala como a Margareth em Chamas da Vida. A atriz, que vive a
empregada de Brito (Ewerton de Castro), está bem com a personagem, que ajuda o patrão e
ao mesmo tempo discute com ele.
FOI MAL
¤ Leonardo Brício, como Pedro em Chamas da Vida, novela das dez da Record.
Apesar de toda a sua experiência e talento, o ator não está convencendo no papel, o
bombeiro Pedro. |