Goiânia, 15 de agosto de 2008

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Segurança vulnerável

Em meio a uma escalada de violência registrando estatísticas perturbadoras, entre as quais o recorde de homicídios em Goiânia, nada mais lamentável do que as vulnerabilidades policiais, como a falta de delegados e o comprometimento dos plantões em delegacias.

Estima-se que o atendimento da necessidade mínima de delegados em Goiás seja de 500, mas estão atuando apenas 280, com 60% deles em Goiânia, sobrando apenas 112 para atender os outros 245 municípios.

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Goiás (Sindepol) queixa-se de que 64 comarcas do Estado estão atualmente sem delegados e que há uma carência de 300 veículos na frota utilizada pelas delegacias. E que em áreas nas quais vem crescendo a violência a polícia fica mais carente ainda, pois não se providenciou o necessário reforço.

A condição de cidadania exige como um dos pressupostos o direito à segurança. Os organismos de segurança pública são sustentados por recursos que saem do bolso dos contribuintes. É preciso que se respeite o cidadão, o que implica o compromisso de prioridade à segurança pública.

Não podem faltar recursos humanos suficientes, equipamentos adequados e uma frota de veículos capaz de garantir a locomoção rápida de delegados e policiais. A segurança não pode continuar vulnerável como está no momento. A sociedade espera com urgências as medidas para debelar essa crise.

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