 Segurança vulnerável
Em meio a uma escalada de violência registrando
estatísticas perturbadoras, entre as quais o recorde de homicídios em Goiânia, nada
mais lamentável do que as vulnerabilidades policiais, como a falta de delegados e o
comprometimento dos plantões em delegacias.
Estima-se que o atendimento da necessidade mínima de
delegados em Goiás seja de 500, mas estão atuando apenas 280, com 60% deles em Goiânia,
sobrando apenas 112 para atender os outros 245 municípios.
O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Goiás
(Sindepol) queixa-se de que 64 comarcas do Estado estão atualmente sem delegados e que
há uma carência de 300 veículos na frota utilizada pelas delegacias. E que em áreas
nas quais vem crescendo a violência a polícia fica mais carente ainda, pois não se
providenciou o necessário reforço.
A condição de cidadania exige como um dos pressupostos o
direito à segurança. Os organismos de segurança pública são sustentados por recursos
que saem do bolso dos contribuintes. É preciso que se respeite o cidadão, o que implica
o compromisso de prioridade à segurança pública.
Não podem faltar recursos humanos suficientes, equipamentos
adequados e uma frota de veículos capaz de garantir a locomoção rápida de delegados e
policiais. A segurança não pode continuar vulnerável como está no momento. A sociedade
espera com urgências as medidas para debelar essa crise.
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