Goiânia, 15 de agosto de 2008

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Fraudes na Saúde
Revolta-me bastante saber da existência de fraudes nas compras de medicamentos de alto custo, pois sou usuário de um medicamento que recebo através do Centro de Saúde Juarez Barbosa e que há mais de ano está em falta. Queria uma resposta do governador do Estado ou do secretário de Saúde, ambos médicos, a respeito do medicamento.

Já fiz inúmeras tentativas em vários locais e ninguém me deu pelo menos uma previsão, mas mesmo assim estou trabalhando, às vezes com dificuldade para poder pagar os impostos e outros compromissos em dia. Queria uma resposta de uma pessoa competente.

LUCIANO AZEVEDO
Setor Pedro Ludovico - Goiânia


Poeira no ar
O leito da GO-549 está sob uma camada espessa de poeira argilosa, trazendo insegurança total para os usuários. A poeira no ar ofusca a visibilidade dos que se locomovem na referida rodovia. Há necessidade urgente de pavimentação desta rodovia tão importante para Goiás.

CHANTAL DUGUÉ
Setor Jaó - Goiânia


Alunos e professores
Ao que parece, o Sindicato dos Professores de Goiás não observa que, em todas as greves, quem fica prejudicado é o aluno e, de forma indireta, o professor, que, além de não ter suas reivindicações atendidas, ainda tem de repor as aulas perdidas.

O fator principal da greve seria atingir o governo do Estado, que não sente nenhuma pressão, uma vez que aulas serão repostas e a carga horária dos cursos completada.

Será que não está na hora de mudar de tática, de forma que os professores não sejam mais prejudicados nem os alunos? Se a meta é pressionar o governo, a greve não leva a praticamente nada.

Como é ano político, sugiro que façam uma campanha para que os professores não dêem seu apoio ao candidato apoiado pelo governo estadual. Os professores devem dar as aulas normalmente, sem prejudicar os alunos, mas não fechar as notas e nem a freqüência dos alunos nas secretarias. Daí o não fechamento do ano letivo e o Estado não receber as verbas devidas do governo federal.

A meta é pressionar o governo a negociar, e não prejudicar os alunos e professores. Eu tenho certeza que, desta forma, ele vai ouvi-los.

Não sou professor nem tenho filhos estudando na rede pública, mas acho um absurdo o descaso para com os professores, que todo ano entram em greve.

BENEDITO ISRAEL BARBOSA
Anápolis - GO


TV digital
A implantação do sistema digital de televisão em Goiás, ocorrida no dia 4 de agosto, a partir do acionamento do sinal da TV Anhanguera HDTV, é um marco histórico não só nas telecomunicações como também no desenvolvimento tecnológico do Estado. Para essa conquista foram fundamentais o pioneirismo e a visão de futuro da Organização Jaime Câmara e de sua diretoria.

EDUARDO ABDON MOURA
Procurador-geral de Justiça

¤ Com prazer, saudamos a OJC pelo avanço tecnológico da TV Anhanguera, que passou a exibir o sinal digital a partir deste histórico dia 4 de agosto, colocando Goiás na vanguarda das comunicações, em níveis nacional e internacional. Gostaríamos de relembrar o pioneirismo iniciado pelos irmãos Joaquim, Jaime e Rebouças Câmara, que souberam ocupar espaço empresarial em Goiás, colocando suas empresas de jornal, rádio e tevê sempre a serviço do povo goiano, como instrumentos de reivindicação e defesa dos interesses da coletividade.

JOSÉ MACEDO
Prefeito de Aparecida de Goiânia - GO


Pesquisas
Em toda eleição aparecem institutos de pesquisas, até então desconhecidos, apregoando resultados satisfatórios a determinados candidatos. No dia da apuração de votos o resultado é diferente. Em Catalão, teve candidato que falava que havia virado nas pesquisas, e ficou cerca de 10 mil votos atrás do prefeito eleito. Pesquisa boa é de instituto confiável, como o Serpes.

HUGO CÉSAR DE OLIVEIRA PEDRO
Catalão - GO


E o administrador?
A busca incessante por parte de alguns pela elegibilidade faz a democracia representativa brasileira beirar o ridículo. Em interessante reportagem, domingo, este jornal aborda este assunto. Temos o roqueiro, o homossexual, o jogador de futebol... mas onde está o administrador público? Qual a afinidade entre a guitarra, a sexualidade e a bola de futebol com a administração pública? O voto é um compromisso social que não pode se perder no marketing que alguns propagam.

UBERTH DOMINGOS CORDEIRO
Setor Aeroporto - Goiânia


A ‘Bíblia’ e a prefeita
Mais uma vez, nos deparamos com um constrangedor noticiário, a procurar notoriedade através de uma campanha contra a prefeitura de Fortaleza, por esta não ter adotado a Bíblia em suas bibliotecas municipais, inclusive acusando a sua titular de não crer em Deus, etc.

Os ateus poderiam acusar alguns religiosos de se locupletarem com o erário, de aproveitarem a onda política para aumentar o seu poder de mando nas comunidades, de explorarem comercialmente suas igrejas não pagando impostos, etc. Ora, deve estar em algum lugar escrito que cada macaco deverá habitar o seu galho. Da mesma forma que existem os “famigerados em Cristo”, existem os “devotos em Cristo” e, por sermos uma democracia, existem os “sem Cristo” como os muçulmanos que por aqui residem e, ainda, os ateus. Ninguém será melhor do que o outro por diferenças de raça, cor, credo e mesmo de condições sociais, segundo reza a nossa Constituição federal.

É chegada a hora de se recolherem os exaltados em seus templos, onde serão chamados de pastores, bispos e apóstolos, por serem os únicos lugares onde verdadeiramente estes títulos têm serventia.

ROBERTO JARDIM
Setor Bueno - Goiânia


Boca fechada
Não tenho formação em direito, mas esse imbróglio que espertos advogados garimpam nas brechas da lei, chamado “direito de permanecer calado”, é de deixar qualquer um de boca aberta. A Operação Satiagraha está mais para “solta-e-agarra”.

É um tal de prende e libera sem fim. E, ainda por cima, os acusados, muito bem assessorados, negam-se a usar algemas e a abrir a boca.

É necessário o povo indignar-se e vociferar contra o famigerado direito de permanecer calado, pois em boca fechada não entra mosquito, mas também não sai a verdade. Recentemente, um dos ministros do STF concedeu habeas-corpus para que o banqueiro Daniel Dantas, acusado de crime contra o sistema financeiro, tráfico de influência e corrupção, continuasse calado.

Antes, haviam abrandado a lei sobre uso de algemas; leia-se “para os ricos e poderosos”. Segundo o ministro Marco Aurélio de Mello, “a algema não pode ser uma forma de se degradar, de execrar o cidadão”. Bem, mas longe dos olhos da população, na surdina, os colarinhos brancos, agora denominados cidadãos pelos senhores ministros, acham-se no direito, com as mãos totalmente livres, de saquear a economia do País e o bolso do cidadão, que paga seus impostos em dia.

Joaquim de Azevedo Machado
Conjunto Itatiaia – Goiânia