Goiânia, 14 de agosto de 2008

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A pane do Aeroporto

Há um ano, vivia-se a maior crise já registrada na história do transporte aéreo do País. Considerando a dimensão daquele impasse, pode-se até comemorar a relativa normalidade na movimentação dos aeroportos neste 2008. Mas Goiânia não pode comemorar a apreciável redução dos atrasos de pousos e decolagens, porque no Aeroporto Santa Genoveva outro drama permanece insolúvel: o do desconforto.

O Santa Genoveva ganhou o inglório título de aeroporto brasileiro mais desconfortável, considerando-se, é claro, os mais movimentados. As obras do novo terminal estavam paralisadas, há um ano e nove meses, mas ainda era possível cultivar a esperança de que fossem reiniciadas. Agora, estão suspensas.

O governador do Estado, secretário e parlamentares goianos tiveram audiência com o ministro da Defesa e dele ouviram a declaração de que a saída para o impasse deve ser buscada pela via de uma nova licitação das obras, até porque o Tribunal de Contas da União (TCU) aponta superfaturamento na execução dos serviços.

Se é para fazer nova licitação, antes de mais nada removam-se os embaraços burocráticos, pois não será possível admitir que se percam muitos meses mais para que os recursos se tornem disponíveis e os serviços possam ser executados. Considerando-se a importância da cidade, sob os aspectos social, econômico, político e demográfico, é absurdo o que está acontecendo com o Santa Genoveva.

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