 A pane do Aeroporto
Há um ano, vivia-se a maior crise já registrada na
história do transporte aéreo do País. Considerando a dimensão daquele impasse, pode-se
até comemorar a relativa normalidade na movimentação dos aeroportos neste 2008. Mas
Goiânia não pode comemorar a apreciável redução dos atrasos de pousos e decolagens,
porque no Aeroporto Santa Genoveva outro drama permanece insolúvel: o do desconforto.
O Santa Genoveva ganhou o inglório título de aeroporto
brasileiro mais desconfortável, considerando-se, é claro, os mais movimentados. As obras
do novo terminal estavam paralisadas, há um ano e nove meses, mas ainda era possível
cultivar a esperança de que fossem reiniciadas. Agora, estão suspensas.
O governador do Estado, secretário e parlamentares goianos
tiveram audiência com o ministro da Defesa e dele ouviram a declaração de que a saída
para o impasse deve ser buscada pela via de uma nova licitação das obras, até porque o
Tribunal de Contas da União (TCU) aponta superfaturamento na execução dos serviços.
Se é para fazer nova licitação, antes de mais nada
removam-se os embaraços burocráticos, pois não será possível admitir que se percam
muitos meses mais para que os recursos se tornem disponíveis e os serviços possam ser
executados. Considerando-se a importância da cidade, sob os aspectos social, econômico,
político e demográfico, é absurdo o que está acontecendo com o Santa Genoveva.
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