Goiânia, 14 de agosto de 2008

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Daniel Aguilar/Reuters

Thiago Neves comemora seu primeiro gol diante da China

Brasil encara o carrasco da Olimpíada de Sydney

Seleção brasileira de futebol masculino vence China, confirma a 1ª colocação do grupo C e enfrenta Camarões nas quartas-de-final

Quinhuangdao – O técnico Dunga admitiu: a seleção brasileira acordou ontem no grito – dos chineses. Depois de um primeiro tempo apático, os jogadores voltaram com disposição um pouco maior na segunda etapa movidos pelo comportamento dos adversários no intervalo. “Eles entraram gritando no vestiário e isso mexeu com os jogadores. Aí, no segundo tempo foi aquilo que se viu”, disse o treinador, após a vitória por 3 a 0 sobre a China, com dois gols na etapa final.

Dunga não deu detalhes sobre a gritaria alheia. Os chineses teriam provocado os brasileiros. Mas o fato foi que a seleção “cumpriu tabela” ontem, no Estádio Olímpico de Quinhuangdao. Os jogadores não se esforçaram – nem precisava, pois o nível do time chinês é baixíssimo –, mostraram desinteresse, tentaram brincar em vários momentos e, mesmo assim, venceram fácil.

No primeiro tempo, apenas um gol, de Diego, depois de receber ótimo passe de Ronaldinho e driblar o goleiro antes de marcar. Na etapa final, Thiago Neves fez dois. O primeiro cobrando falta da entrada da área, pelo lado direito do ataque – “pedi ao Ronaldinho para bater, pois é do lado que treino” – e o segundo com um chute forte, de fora da área – “treino muito este tipo de conclusão”, disse o jogador do Fluminense, que entrou no lugar de Anderson.

Fora isso, a seleção apresentou um jogo cadenciado. Chegou a ser vaiada no primeiro tempo pela lentidão e a troca excessiva de passes. E perdeu vários gols, principalmente com Alexandre Pato, por se precipitar na conclusão, e com Ronaldinho, por querer brincar diante do goleiro.

Em resumo, o Brasil treinou, não jogou. Pôde poupar os pendurados Alex Silva, Hernanes e Anderson (o goleiro Renan acabou escalado) e venceu quando quis.

Tamanha tranqüilidade, porém, não evitou que Dunga se irritasse com um jornalista chinês que questionou o fato de a seleção atuar como se fosse num amistoso. “Quem tinha de ganhar o jogo era a China, quem estava em casa era a China, quem tinha de atacar era a China”, respondeu.

“Só que a China escolheu jogar na defesa, usando só 30 metros do campo. O Brasil fez o seu jogo, valorizando a posse de bola. E ganhou”, comentou o técnico. (Agência Estado)

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