 Thiago Pereira vive
dia decisivo
Brasileiro tenta vaga na final dos 200 metros medley,
sua prova preferida. Phelps também cai na água
Pequim Hoje será um dia decisivo
para Thiago Pereira na Olimpíada de Pequim. O nadador mais badalado do Brasil terá de
mostrar que superou definitivamente a decepção que teve nos 400 metros medley e promete
não se deixará afetar pelo mau resultado nas eliminatórias de sua prova favorita, os
200 metros medley, que também terá a presença do americano Michael Phelps.
A disputa começa às 10h42 (de Brasília), 19h42 de hoje em
Pequim. Thiago começou sua participação olímpica com um bom tempo na primeira passagem
dos 400 m medley (4min11s74), mas na final fez um tempo muito abaixo da sua média
(4min15s40). Se tivesse repetido o desempenho da etapa de classificação, teria sido 4º
colocado.
Fiquei chateado com os 400 m medley por causa do tempo,
que poderia ter sido melhor. Mas depois vi que na última Olimpíada nem para a final eu
fui, então senti que evoluí e que agora tenho duas finais olímpicas no currículo.
Passou, disse o nadador, que nesta terça-feira resolveu abrir mão de disputar a
eliminatória do revezamento 4x200 m livre para disputar os 200 m peito. Thiago não
chegou à final, mas conseguiu bater o recorde sul-americano, com a marca de 2min11s40
Henrique Barbosa era o recordista anterior, com 2min12s56.
O nadador conta que resolveu mudar de prova porque vinha
treinando o nado de peito e sentiu que seria uma boa oportunidade de se manter ativo no
intervalo entre as duas provas de medley. Foi uma decisão difícil. O peito não é
meu estilo, mas como venho sempre treino visando à prova de medley e tinha um bom tempo,
resolvi tentar.
Nos 200 m medley, diz que espera evolução, assim como tem
acontecido com outras distâncias e estilos. Mas é difícil falar sobre isso. A
prova dos 400 (metros medley), está forte, muito mais forte nesta Olimpíada do que em
Atenas. Lá o 2º fez 4min12s, e para entrar na final aqui era preciso fazer
4min11s.
Phelps
Michael Phelps é o maior recordista mundial da história da natação. O americano
conseguiu o feito ao vencer os 200 metros livre na manhã de ontem (fim da madrugada de
terça-feira no Brasil), no Cubo dÁgua, com o tempo de 1min42s96, o seu 24º
recorde mundial (a marca anterior, de 1min43s86, pertencia a ele mesmo). Além disso, o
americano entrou para a seleta galeria de atletas heróis ao faturar a sua 9ª medalha de
ouro olímpica, a 3ª em Pequim, e igualar façanha alcançado apenas pelos compatriotas
Carl Lewis (atletismo), Mark Spitz (natação), a ucraniana Larissa Latynina (ginástica)
e o finlandês Paavo Nurmi (também atletismo), únicos a subirem no lugar mais alto do
pódio por nove vezes em olimpíadas. (Agência Estado)
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