Goiânia, 13 de agosto de 2008

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Ricardo Rafael - 23.7.08

Canteiro de obras no Aeroporto Santa Genoveva: trabalhos continuam paralisados

Jobim sugere nova licitação para aeroporto

Ministro da defesa disse ontem ao governador Alcides Rodrigues e comitiva que rescisão de contrato com empreiteiras pode ser a saída

Patrícia Drummond

Uma nova licitação para o término das obras do Aeroporto Santa Genoveva. É o que propõe o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que recebeu ontem, em audiência, o governador Alcides Rodrigues. Para o ministro, a rescisão do contrato com as construtoras que realizam o serviço de reforma e ampliação do terminal, em Goiânia, é a saída para o impasse criado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão aponta superfaturamento na execução da obra e defende redução nos investimentos previstos.

Durante o encontro – realizado em Brasília (DF) e acompanhado por 5 secretários estaduais (Infra-Estrutura, Planejamento, Extraordinária, Goiás Turismo e Agel), e 11 deputados federais –, o ministsro Nelson Jobim explicou ao governador detalhes do impasse entre o TCU e o consórcio de empresas – formado pela Odebrecht e Via Engenharia – que executam a obra na capital. Ele lembrou, ainda, que outras cidades vivem o mesmo problema, a exemplo de Macapá (AP), Vitória (ES) e Guarulhos (SP).

Na avaliação do ministro, a base sobre o qual o Tribunal examina as obras dos aeroportos brasileiros – o Sistema Nacional de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) – não funciona para aeroportos. Como as empresas não aceitam a medição do TCU e o órgão não cede, Jobim optou pela rescisão dos contratos e o lançamento de uma nova licitação para conclusão das obras. A expectativa do governo federal é a de que a rescisão se dê por via amigável, evitando demandas judiciais que possam atrasar ainda mais o andamento dos serviços em todo o País.

O governador Alcides Rodrigues solicitou ao ministro da Defesa que todos os esforços sejam realizados para que Goiânia não seja ainda mais prejudicada com a demora. “O Aeroporto Santa Genoveva não atende o aumento da demanda do Estado, deixando a desejar no conforto e segurança dos passageiros. É importante que a obra seja retomada o mais rapidamente possível, para que Goiás possa contar com um aeroporto moderno e digno do seu desenvolvimento”, destacou.

Levantamento feito pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) mostra que 30,16% das obras do novo terminal de Goiânia – orçado em R$ 287.652.803,02 – foram executadas. Os serviços, iniciados em 14 de março de 2005, estão paralisados desde 19 de abril de 2007. A parceria prevê que a União custeie 30% dos recursos e a Infraero, 50%. Os outros 20% seriam a contrapartida do Estado.

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