Goiânia, 12 de maio de 2008

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Oposição deve eleger BB como novo alvo na CPI dos Cartões

Deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Índio da Costa (DEM-RJ) acusam instituição de ter retirado gastos do Governo Lula de planilha encaminhada à comissão no início de abril

Brasília _ Apesar de as atenções estarem voltadas para o caso do dossiê, a oposição acredita ter em mãos outra arma poderosa para criar problemas para o governo na CPI do Cartão Corporativo. O novo alvo é o Banco do Brasil, acusado pelos deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Índio da Costa (DEM-RJ) de ter tirado gastos do governo Lula, com alto poder de constrangimento, da planilha enviada à comissão no início de abril. A oposição quer convocar o presidente do BB, Antônio Francisco de Lima Neto.

827
mil reais teriam sido omitidos de dados enviados à CPI, contendo 1.016 itens, segundo parlamentares

Segundo o deputado tucano, foram retirados do documento enviado à CPI os registros de compra de 1.016 itens, que, somados, custaram R$ 827 mil. Trata-se, de acordo com ele, de despesas não sigilosas da Presidência da República e da Polícia Federal. Eles teriam, em comum, potencial para constranger quem os fez. Fontes da comissão disseram que entre as despesas suprimidas estão compras no exterior, gastos com bebidas alcoólicas e em mercados sofisticados, como o La Palma e o Reisman, em Brasília.

Para chegar a essa conclusão, Sampaio disse ter comparado duas planilhas que reúnem todos os gastos com cartões corporativos desde 2002: a que foi enviada à CPI e a mandada pelo BB ao Tribunal de Contas da União (TCU), em janeiro. Segundo o deputado, só foram suprimidos do documento enviado ao Congresso gastos feitos depois de 2003, primeiro ano do governo Lula. Sampaio quer que o presidente do banco explique essas diferenças entre os dois documentos.

“Não quero prejulgar ninguém, mas ele (Lima Neto) deve explicações. Se não esclarecer, eu me sinto à vontade para inferir que estamos trabalhando com dados infiéis. Alguém vai ter de responder por isso. Se foi enviado um documento adulterado, é crime de falsidade material”, disse Sampaio.

O Banco do Brasil informou que precisa ter acesso ao levantamento do deputado para explicar a suposta diferença, acrescentando que, a princípio, não há divergência entre as planilhas. O banco afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que está à disposição da CPI a partir de hoje para revisar os dados. (Agência O Globo)

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