Goiânia, 12 de maio de 2008

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Limpar a sujeira

Como desde 1994 está no ar a promessa da reforma política, a campanha eleitoral deste ano é a oitava que se realiza depois deste vago e protelado compromisso. Quando o governo e as lideranças das bancadas no Congresso vão cumprir tal promessa com a sociedade?

Esta protelada reforma significará avanço para a democracia brasileira e dispensará a necessidade de outras intervenções, principalmente aquelas que se caracterizam como casuísticas. Saudáveis regras do processo eleitoral, por exemplo, levantarão o perfil moral dos quadros políticos brasileiros. Convivemos ainda com deploráveis deformações no sistema partidário e eleitoral, pois não se fechou a margem para práticas clientelistas e para a atuação de legendas de aluguel. Partidos que se alugam são indesejáveis e têm de ser excluídos do processo.

A boa reforma política terá de minar muitos defeitos nas composições e alianças que levam a práticas antiéticas, precisa impedir esse tipo de adesismo fisiológico, tem de impor alguma forma de lealdade partidária e neutralizar a possibilidade de que grupos ou uma pessoa tomem conta de legendas para delas se servirem em funções de interesses e projetos pessoais.

Essencial também para o bom funcionamento da democracia, das instituições em geral e dos Poderes Executivo e Legislativo, em especial, é a imposição de normas que impeçam o acesso de candidatos inidôneos às chapas que são homologadas e submetidas às urnas.

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