Goiânia, 12 de maio de 2008

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Cães em apartamentos

Decisão judicial não se discute. Cumpre-se. Mas, até que ponto uma decisão pode ser considerada justa? Estampado nos noticiários estava o caso da permissão de um animal doméstico morar no apartamento da locatária. A decisão pegou-nos de surpresa, pois algumas perguntas ficaram sem respostas.

Afinal de contas, o regimento do condomínio é ou não a lei maior que rege as relações entre várias unidades residenciais?

Quando da compra ou aluguel daquela unidade, a interessada procurou saber se o regimento permitia a presença de animais domésticos? O direito de ter consigo animais de estimação não fere também o direito de quem não os quer? Quais seriam os limites de direitos para que todos convivessem satisfatoriamente?

Existem outras unidades habitacionais que permitem a presença de animais? Por que justamente em uma unidade que não permite, foi criado o problema? Uma sugestão: nos próximos anúncios imobiliários, deve-se estampar a nota: “Aceitam-se animais” ou “Não se aceitam animais”. Assim estariam sendo respeitados os direitos de todos. Quem tivesse um animal procuraria um imóvel com o anúncio permissível e vice-versa.

Agora, passar por cima de um regimento não me pareceu um bom começo, pois os conflitos em unidades residenciais tipo condomínio não serão mais respeitados, porque se jogou fora o regimento em detrimento de uma pessoa, o que poderá tornar o “lar doce lar” um verdadeiro campo de batalha.

JOSÉ CARLOS RICCIOPPO
Setor Oeste - Goiânia


Problemas no trânsito

O caos no trânsito que se instalou na porta das escolas não se restringe ao Setor Bueno. Na escola onde minha filha estuda, no Jardim América, ocorre o mesmo, com uma diferença: lá existem vagas disponíveis para estacionar a cerca de 30 metros da escola, mas os pais-motoristas insistem no embarque e desembarque de seus filhos exatamente na frente do portão da escola.

Freqüentemente, estacionam nas calçadas obstruindo a passagem dos pedestres e ainda param em cima da faixa de travessia, tudo isso para não ter o trabalho de uma pequena caminhada.

Nesse local não há e nunca houve problema urbano, mas sim de desrespeito e falta de educação de alguns pais-motoristas perante toda a comunidade.

LÍLIA ROSA DE SOUSA VASCONCELLOS
Jardim Atlântico - Goiânia


Tristeza esmeraldina

Apesar de termos ficado tristes com a perda do título, nós, esmeraldinos, não devemos ficar procurando culpados nem envergonhados, muito menos xingando todo mundo. Precisamos entender que nessa final do campeonato o time do Itumbiara fez por merecer o tão sonhado título. Por ter sido o time o que mais foi campeão goiano (21 títulos) e pela sua grandeza, achamos que o Goiás tem a obrigação de ser sempre campeão. Mas a beleza do futebol está nas surpresas. E que surpresas. Alguns torcedores estão dizendo que o goleiraço Harley está na hora de se aposentar. Ora, Harley é uma referência para Goiás eo comparo com Rogério Seni, do São Paulo. Devemos respeitá-lo e agradecê-lo pelas milagrosas defesa que já fez. Paulo Baier é um verdadeiro matador e jogador de toque refinado. Alex Dias é um baita jogador e pode decidir um jogo em apenas uma jogada.

E não só esses, pois todos são profissionais competentes. Temos sim um bom elenco, mas reconheço que para o Campeonato Brasileiro Série A precisamos de reforços.

Devemos agradecer a Hailê Pinheiro pelo que o Goiás é hoje, um time respeitado e conhecido pelo Brasil e internacionalmente. Se para nós, torcedores, a perda do título goiano nos deixou tristes, imagino que para a comissão técnica, dirigentes e jogadores do Goiás tenha sido muito pior.

ANDRÉ GUSTAVO FLEURY DE MELO
Centro - Goiânia


Aposentados

Em resposta à carta intitulada Aposentados do município, da leitora Celestina P. de Moraes, a Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Educação, esclarece que todos os servidores ligados à administração municipal encontram-se enquadrados no regime estatutário desde o início da década de 80.

Devido a essa mudança de regime, todos os servidores que estavam contratados por carteira de trabalho, regime celetista, foram ajustados ao novo sistema (regime estatutário) e receberam, na própria época, os valores retidos no FGTS, enquanto ainda se encontravam em exercício pleno de suas funções.

No caso da aposentada em questão, a orientação é que ela procure a Caixa Econômica Federal, órgão responsável pela gestão do recurso, e solicite a regularização de sua situação e a recuperação dos valores pendentes.

SELMA CUNHA
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Educação


Faculdades

Tempos atrás, um dos maiores escritores do Brasil, José Mendonça Teles, num belo artigo publicado, comentou que felizes os governantes que lutam por grandes obras na área de educação de nível superior para seus Estados, pois entram para a história como educados e notáveis homens públicos com visão de futuro.

Na sexta-feira, lendo a coluna Giro deste jornal, fiquei feliz com a divulgação de que a Universidade Federal do Sudeste Goiano (UFSG), a ser instalada de maneira independente em Catalão, foi aprovada no Senado Federal. Porém, fiquei triste ao relembrar que faz quatro anos que isso aconteceu e que 4 milhões de pessoas que moram no interior de Goiás aguardam ansiosos a tão prometida definitiva criação e crescimento das universidades federais autônomas de Catalão e Jataí.

Por que será que o Rio Grande do Sul, que já possuía cinco universidades federais autônomas, conseguiu duas novas universidades federais? Por que será que Minas Gerais, que já possuía nove universidades federais autônomas, conseguiu, nos últimos quatro anos, mais duas para o interior? Assim, venho, uma vez mais, solicitar que se forme uma frente suprapartidária única, tendo em vista conseguir apoio do governo federal para a criação de fato – e não apenas no papel – das tão desejadas universidades federais autônomas.

JOSÉ HENRIQUE STACCIARINI
Professor do Câmpus da UFG/Catalão


Violência

Estamos presenciando a violência contra crianças e adolescentes em casos veiculados diariamente nos meios de comunicação. No caso específico da adolescente Lucélia, me pergunto se a exploração, antes feita entre quatro paredes, agora não mudou apenas de cenário. Quem sai lucrando com tanta exposição? Uma coisa é certa: Lucélia não é.

Temos de ficar atentos, pois não cabem mais erros e omissões nesse caso. Deixar que a transformem em garota-propaganda de alguns é muito preocupante.

Como será a sua vida, que está apenas recomeçando, quando o efeito Big Brother passar?

RENATA PERES BELLO
Nova Suíça - Goiânia


Poluição sonora

É uma pena que os causadores da poluição sonora que nos agride diuturnamente – tema tratado de forma brilhante pelo músico Luiz Roberto no artigo Som do insano, publicado no POPULAR - não leiam jornal.

Marcelo Melgaço
Setor Bela Vista – Goiânia