Goiânia, 12 de maio de 2008

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Sebastião Nogueira

Valdomiro não enxerga, mas encontra tudo em casa

Vista embaçada acabou em cegueira quase total

Ele foi pintor, metalúrgico e trabalhou na construção civil, exercendo funções nas quais uma boa visão é fundamental. Aos poucos, foi sentindo a vista embaçar.

No início, não deu importância à dificuldade de enxergar que se acentuava a cada dia. “Achei que óculos resolveriam meu problema, mas quando fui ao médico soube que o glaucoma tinha me tirado toda a visão do olho esquerdo e deixado apenas 1% do direito”, diz.

O diagnóstico, recebido aos 45 anos, inicialmente assustou Valdomiro Rodrigues de Miranda. “Depois, percebi que poderia levar uma vida normal”, conta.

Aos 56 anos, ele mora sozinho. Organizado, consegue facilmente localizar qualquer objeto na casa ou escolher a roupa que vai vestir. “Se alguém tira algo do lugar, demoro, mas também consigo localizar”, diz ele, que nessa tarefa conta com o resíduo de visão.

Para circular pela cidade, também conta com o auxílio do que restou da visão e de uma bengala. Se precisa de ajuda extra, não em pedir.

Ex-presidente e membro da atual diretoria da Associação dos Deficientes Visuais do Estado de Goiás também acredita que a sociedade avançou no respeito às pessoas com deficiência.

“Mas, temos de continuar mostrando nosso valor e cobrando nossos direitos como cidadãos”, alerta.

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