| Tecnologia ajuda, mas ainda falta muito Imagine-se diante da televisão sem entender o que está sendo falado, embora
perceba se tratar de algo importante. Ou indo a um hospital e não conseguindo explicar ao
médico as terríveis dores que sente. Essas situações absurdas em um mundo em que
predomina a comunicação verbal fazem parte da rotina de Marcus Vinícius Calixto. Ele
perdeu a audição com apenas um ano de idade, após sofrer uma febre alta.
Com o apoio da família, aprendeu a se comunicar por sinais,
estudou e, hoje, aos 47 anos, preside a Associação dos Surdos de Goiânia. Casado, pai
de uma menina de 5 anos, procura levar uma vida normal, mas não esconde sua angústia
diante das dificuldades de comunicação.
É um sofrimento, desabafa, ressaltando que quem
não pode contar com um intérprete muitas vezes é condenado ao silêncio. Computadores,
aparelhos de fax e celulares com suas mensagens de texto facilitaram a comunicação entre
as pessoas com deficiência auditiva, mas ainda falta muito para o ideal.
Programas de TV com legenda ou intérpretes da Língua
Brasileira de Sinais e profissionais capacitados para atender pessoas com deficiência
auditiva em hospitais, bancos, escolas e lojas, segundo Marcus, poderiam facilitar a
inserção de deficientes auditivos na sociedade. Mas, parece que não há
interesse, diz. |