Goiânia, 12 de maio de 2008

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Tecnologia ajuda, mas ainda falta muito

Imagine-se diante da televisão sem entender o que está sendo falado, embora perceba se tratar de algo importante. Ou indo a um hospital e não conseguindo explicar ao médico as terríveis dores que sente. Essas situações absurdas em um mundo em que predomina a comunicação verbal fazem parte da rotina de Marcus Vinícius Calixto. Ele perdeu a audição com apenas um ano de idade, após sofrer uma febre alta.

Com o apoio da família, aprendeu a se comunicar por sinais, estudou e, hoje, aos 47 anos, preside a Associação dos Surdos de Goiânia. Casado, pai de uma menina de 5 anos, procura levar uma vida normal, mas não esconde sua angústia diante das dificuldades de comunicação.

“É um sofrimento”, desabafa, ressaltando que quem não pode contar com um intérprete muitas vezes é condenado ao silêncio. Computadores, aparelhos de fax e celulares com suas mensagens de texto facilitaram a comunicação entre as pessoas com deficiência auditiva, mas ainda falta muito para o ideal.

Programas de TV com legenda ou intérpretes da Língua Brasileira de Sinais e profissionais capacitados para atender pessoas com deficiência auditiva em hospitais, bancos, escolas e lojas, segundo Marcus, poderiam facilitar a inserção de deficientes auditivos na sociedade. “Mas, parece que não há interesse”, diz.

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