Goiânia, 12 de agosto de 2008

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pequim2008.jpg (4968 bytes)
Sergio Moraes/Reuters

Walewska ataca sobre o bloqueio de Oulmou, da Rússia

Brasil bate Rússia e enfrenta Sérvia

Seleção de vôlei feminino supera trauma e atropela russas. Time brasileiro evita clima de já ganhou

Pequim – O vôlei feminino do Brasil tem na madrugada de amanhã mais um grande desafio nos Jogos de Pequim. O time enfrenta a Sérvia em sua terceira partida, às 3h30 (de Brasília), e pode garantir vaga nas quartas-de-final com uma vitória. Até agora, a equipe de José Roberto Guimarães caminha sem sobressaltos. Depois de passar pela fraca Argélia na estréia, a seleção também não teve trabalho para bater as russas na madrugada de ontem por 3 a 0 (25/14, 25/14 e 25/16).

Foi até mais fácil do que as jogadoras esperavam. O time russo aceitou o ritmo brasileiro. Quando tentou acordar, acabou. O jogo reeditou o duelo de quatro anos atrás em Atenas, quando as russas eliminaram as brasileiras na semifinal. Desta vez a história foi outra: as russas não viram a cor da bola. Com uma defesa consistente e um trabalho fortíssimo de saque, Paula Pequeno, Fofão e companhia não permitiram qualquer reação das adversárias, lentas nos passes e na virada do jogo.

O Brasil comandou os três sets e marcou 75 pontos, contra 44 das russas. Nem mesmo a grandalhona Gamova, de 2,02 metros, conseguiu fazer a diferença e assustar. A jogadora era considerada um pesadelo para as brasileiras. Ficou encaixotada entre o bloqueio e a defesa. A vitória foi boa, mas pouco comemorada. Ainda é cedo. Além do temor de que a Rússia ainda pode crescer, há a expectativa de que a Sérvia, sim, será o primeiro teste de verdade.

“O time da Servia é parecido com o nosso. Sempre usamos a expressão que elas são as brasileiras da Europa no vôlei. É um time rápido. E tem na levantadora Maja Ognjenovic sua principal atleta. Ela é diferente”, disse Zé Roberto, ainda calejado das amareladas que o vôlei feminino costuma dar em momentos cruciais de competição.

É isso que tem segurado o entusiasmo das jogadoras em Pequim. A equipe sabe que terá de conviver com a desconfiança até conseguir uma medalha de ouro. As chances foram muitas e todas bateram na trave. Nem no Pan do Rio, ano passado, aconteceu: a equipe caminhava a passos largos em direção ao ouro, jogava no Brasil e tinha o apoio da torcida, mas ficou com a prata ao ser derrotada na final por Cuba. No Mundial de 2006 no Japão, a seleção já havia escorregado na decisão contra a Rússia e ficou em 2º.

É contra essa sina de morrer na praia que as meninas lutam. O fracasso nos Jogos de Atenas é assunto proibido entre elas. “As meninas não agüentam mais responder sobre aquela derrota. Querem virar o jogo. Mas todos sabemos que teremos de conviver com essa situação até a gente ganhar uma medalha olímpica”, disse Zé Roberto. O vôlei tem dois bronzes em Olimpíadas: Atlanta/96 e Sydney/2000. O jogo com a Sérvia pode ser o primeiro passo da virada. (AE)

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