| Subprefeituras A
idéia do prefeito Iris Rezende de criar subprefeituras visando descentralizar a
administração em Goiânia indica, sem dúvida, um pensamento atual e conectado com o
mundo moderno.
Tomemos como exemplo a cidade de Paris. Modelo de
organização urbana, está subdividida em 20 regiões administrativas (os
arrondissements).
Cada uma destas partes funciona como uma minicidade, o que
produz efeitos em todos os aspectos de sua vida cotidiana: na educação, na cultura, na
política, no trânsito, no transporte público, na segurança, ou seja, na vida
comunitária em geral. Em cada região um prefeito adjunto, um conselheiro e um grupo de
representantes da sociedade são eleitos pelos habitantes e assumem as atribuições de
uma espécie de gerentes de proximidade, cujo objetivo é conectar os interesses
comunitários com as ações e iniciativas do governo municipal.
Poderíamos citar outros casos de cidades exemplos de
modernidade urbana, tanto na Europa como nos Estados Unidos, que adotam sistema parecido.
Entre nós, as propostas de reformas administrativas implantadas nos municípios goianos
ainda não ultrapassaram uma visão abstrata, limitada pela divisão definida por
disciplinas ou áreas de atuação. Tratou-se, quando muito, de materializar intenções
orçamentárias ou viabilizar a acomodação de parceiros políticos na estrutura
administrativa governamental, sem o incremento da dimensão territorial.
O que pretende o prefeito de Goiânia pode ter um duplo
efeito: criar condições administrativas mais adequadas e eficazes para o gerenciamento
da cidade, aproximando, ainda mais, as iniciativas e ações de seu governo aos interesses
dos habitantes e, ao mesmo tempo, capitalizar os efeitos políticos que esta nova
experiência pode trazer. Certamente, Goiânia poderá ser vista como laboratório
inovador e exemplo de organização administrativa urbana para o Brasil. Exemplo de cidade
e prefeito conectados com o mundo moderno.
FERNANDO LOBO LEMES
Paris - França
Esperança com os novatos
Embora a renovação na Câmara de Goiânia não tenha
atingido o índice desejável, com algumas reeleições inexplicáveis, ainda nos resta a
esperança de que os novatos não se corrompam e até endireitem os viciados veteranos. É
desejável também que os eleitores passem a acompanhar o desempenho diário de seus
representantes.
Nesse particular, fica aqui o elogio à Justiça Eleitoral
pela sua atuação no período pré-pleito e a sugestão para que e eleitor fiscalize
aquele em que votou. É bom lembrar que ninguém perdeu o voto, ou seja, a legenda ou a
coligação do candidato aproveitou o seu voto para eleger outro ou outros candidatos. No
meu caso, aposentado e cansado de ser mal representado, vou acompanhar pessoalmente o
desempenho de um dos vereadores da coligação, já que o que escolhi não foi eleito.
MACILENE RODRIGUES
Centro - Goiânia
Importância do voto
Ao analisar o resultado das eleições de 2008, vejo que a
grande maioria do povo brasileiro ainda é despreparada e não tem consciência da
importância do voto. Culpa também do Tribunal Eleitoral que permite candidatos sem o
mínimo de escolaridade, com patrimônio declarado de 1 real ou não declarado, e o pior,
com pendência na Justiça.
Aliás, essas pendências não permitem ao cidadão comum
sequer prestar um concurso público. Fico triste, pois os poucos conscientes vão pagar
pela irresponsabilidade dos que brincam de votar.
Pior é ler a declaração dos eleitos. Um diz que vai lutar
pela reciclagem do lixo e encher a cidade de sanitários, outro vai criar campos de
futebol em toda parte. Vai chegar o dia em que iremos à Câmara torcer por jogadores e ao
estádio torcer por vereadores.
LUCIANO RESENDE
Setor Marista - Goiânia
Cobertura das eleições
Quando uma meta é alcançada, o crédito deve ser dado à equipe de
profissionais que não mediu esforços para que o sucesso fosse completo. Constatamos a
notável cobertura das eleições 2008, particularmente no tocante à entrega das urnas
operação realizada com eficiência e qualidade pelos Correios. Contamos com o
trabalho brilhante de divulgação dos nossos serviços pelos competentes repórteres a
serviço da Organização Jaime Câmara.
EUGÊNIO MONTENEGRO CERQUEIRA
Diretor regional dos Correios de Goiás
Exame da OAB
Quero congratular-me com o articulista Armando Acioli, pela
lucidez e abrangência do seu artigo intitulado Exame perto do fim, publicado
terça-feira. Com muita sapiência, seriedade e vasto saber jurídico, ele discorreu sobre
o PLS nº186/06, do senador Gilvam Borges, que dispõe sobre o fim do pernicioso e
indecente exame da OAB.
Todos nós, cidadãos do bem, somos favoráveis à melhoria
do ensino e contrários à avareza pelo lucro fácil dos espertalhões. O que não podemos
aceitar é a OAB se aproveitar da debilidade e da prostração do MEC, que não assume o
seu papel constitucional, para incutir nas mentes dos incautos a necessidade da exigência
descabida do Exame de Ordem.
Para provar a sua inconstitucionalidade, basta compara-lo com
o disposto na Lei nº 11.760, recém-sancionada pelo presidente Lula, que dispõe sobre o
exercício da profissão de oceanógrafo, cujo art. 1º diz: É livre o exercício
da profissão de Oceanógrafo aos portadores de diploma: I - devidamente registrado de
bacharel em curso de Oceanografia, expedido por instituição brasileira de ensino
superior oficialmente reconhecida. (....). Significa dizer que, doravante, todos os
portadores de diploma de nível superior de oceanógrafo poderão exercer livremente a sua
profissão sem serem obrigados a se submeter a nenhum tipo de exame, a exemplo do
inconstitucional Exame da OAB.
VASCO VASCONCELOS
Brasília - DF
Crise econômica
A crise chegou e percebemos que Lula já sabe. Meirelles e
Mantega abandonaram o discurso de que nosso sistema bancário é o mais sólido do mundo
ao descobrirem que o queijo estava cheio de furos. A nossa poupança em dólar foi criada
exatamente para cobrir a jogatina do subprime, caso alguma coisa desse errado. A edição
da MP autorizando o Banco Central a comprar diretamente a carteira de crédito dos bancos
comerciais é uma prova disso. Estava tudo pronto. É a única maneira de os jogadores
não irem à falência, e dos donos das arapucas não terem de fechar as portas.
Da mesma forma que os contribuintes na Europa e Estados
Unidos, nós vamos pagar o prejuízo da jogatina. Qualquer pessoa lúcida tinha certeza
que seria impossível os nossos malandros não estarem presentes nesta fantástica Copa
Mundial da Corrupção Financeira.
WILSON GORDON PARKER
Nova Friburgo - RJ
Dinheiro é ilusão
O papa Bento XVI disse que a crise financeira global mostra
que a fé em Deus é melhor do que passar a vida buscando riqueza material. O tumulto
financeiro, o pior desde a Grande Depressão, empobreceu os investidores em centenas de
bilhões de dólares e quebrou instituições bancárias que, meses atrás, pareciam
intocáveis.
JOSÉ RIBAMAR PINHEIRO FILHO
Brasília - DF |