Goiânia, 11 de outubro de 2008

As cartas devem ser encaminhadas à seção de Cartas dos Leitores (O POPULAR - Rua Thomas Edison, quadra 7, CEP 74835-130, Setor Serrinha), pelo fax (62) 3255-7513 ou pelo e-mail leitor@jornalopopular.
com.br
. O POPULAR se reserva o direito de recusar acusações insultuosas ou desacompanhadas de documentação. Só serão publicadas as cartas assinadas e que contenham nome e endereço completos do remetente, o CPF e o RG.

HOME

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

EDITORIAS
Capa
Opinião
Cidades
Política
Economia
Mundo
Esporte
Magazine

CIRCUITO GOIANO

COLUNAS
Giro
Direito e Justiça
Coluna social

Memorandum
Crônicas e
outras histórias

SERVIÇOS
E-mail
Cartas dos leitores
Assinatura
Acontece
Na telinha
Cinema
Horóscopo
Guia do Assinante
Central do Assinante
Efetuar Logout

CHARGE

ESPECIAIS
Goiânia 75 anos

SITES
Vrum
Lugar Certo
OJC
Jornal do Tocantins
Tv Anhanguera
Goiasnet
Fundação J. Câmara
Rede Anhanguera
Executiva FM

CONTATOS

ASSINATURAS:
3250-5353
CLASSIFICADOS:
3250-5323
COMERCIAL DE INTERNET:
3250-1323
ATENDIMENTO AO ASSINANTE:
3250-1220

EXPEDIENTE

 
 

  leitor@jornalopopular.com.br
Subprefeituras

A idéia do prefeito Iris Rezende de criar subprefeituras visando descentralizar a administração em Goiânia indica, sem dúvida, um pensamento atual e conectado com o mundo moderno.

Tomemos como exemplo a cidade de Paris. Modelo de organização urbana, está subdividida em 20 regiões administrativas (os arrondissements).

Cada uma destas partes funciona como uma minicidade, o que produz efeitos em todos os aspectos de sua vida cotidiana: na educação, na cultura, na política, no trânsito, no transporte público, na segurança, ou seja, na vida comunitária em geral. Em cada região um prefeito adjunto, um conselheiro e um grupo de representantes da sociedade são eleitos pelos habitantes e assumem as atribuições de uma espécie de gerentes de proximidade, cujo objetivo é conectar os interesses comunitários com as ações e iniciativas do governo municipal.

Poderíamos citar outros casos de cidades exemplos de modernidade urbana, tanto na Europa como nos Estados Unidos, que adotam sistema parecido. Entre nós, as propostas de reformas administrativas implantadas nos municípios goianos ainda não ultrapassaram uma visão abstrata, limitada pela divisão definida por disciplinas ou áreas de atuação. Tratou-se, quando muito, de materializar intenções orçamentárias ou viabilizar a acomodação de parceiros políticos na estrutura administrativa governamental, sem o incremento da dimensão territorial.

O que pretende o prefeito de Goiânia pode ter um duplo efeito: criar condições administrativas mais adequadas e eficazes para o gerenciamento da cidade, aproximando, ainda mais, as iniciativas e ações de seu governo aos interesses dos habitantes e, ao mesmo tempo, capitalizar os efeitos políticos que esta nova experiência pode trazer. Certamente, Goiânia poderá ser vista como laboratório inovador e exemplo de organização administrativa urbana para o Brasil. Exemplo de cidade e prefeito conectados com o mundo moderno.

FERNANDO LOBO LEMES
Paris - França


Esperança com os novatos

Embora a renovação na Câmara de Goiânia não tenha atingido o índice desejável, com algumas reeleições inexplicáveis, ainda nos resta a esperança de que os novatos não se corrompam e até endireitem os viciados veteranos. É desejável também que os eleitores passem a acompanhar o desempenho diário de seus representantes.

Nesse particular, fica aqui o elogio à Justiça Eleitoral pela sua atuação no período pré-pleito e a sugestão para que e eleitor fiscalize aquele em que votou. É bom lembrar que ninguém perdeu o voto, ou seja, a legenda ou a coligação do candidato aproveitou o seu voto para eleger outro ou outros candidatos. No meu caso, aposentado e cansado de ser mal representado, vou acompanhar pessoalmente o desempenho de um dos vereadores da coligação, já que o que escolhi não foi eleito.

MACILENE RODRIGUES
Centro - Goiânia


Importância do voto

Ao analisar o resultado das eleições de 2008, vejo que a grande maioria do povo brasileiro ainda é despreparada e não tem consciência da importância do voto. Culpa também do Tribunal Eleitoral que permite candidatos sem o mínimo de escolaridade, com patrimônio declarado de 1 real ou não declarado, e o pior, com pendência na Justiça.

Aliás, essas pendências não permitem ao cidadão comum sequer prestar um concurso público. Fico triste, pois os poucos conscientes vão pagar pela irresponsabilidade dos que brincam de votar.

Pior é ler a declaração dos eleitos. Um diz que vai lutar pela reciclagem do lixo e encher a cidade de sanitários, outro vai criar campos de futebol em toda parte. Vai chegar o dia em que iremos à Câmara torcer por jogadores e ao estádio torcer por vereadores.

LUCIANO RESENDE
Setor Marista - Goiânia


Cobertura das eleições
Quando uma meta é alcançada, o crédito deve ser dado à equipe de profissionais que não mediu esforços para que o sucesso fosse completo. Constatamos a notável cobertura das eleições 2008, particularmente no tocante à entrega das urnas – operação realizada com eficiência e qualidade pelos Correios. Contamos com o trabalho brilhante de divulgação dos nossos serviços pelos competentes repórteres a serviço da Organização Jaime Câmara.

EUGÊNIO MONTENEGRO CERQUEIRA
Diretor regional dos Correios de Goiás


Exame da OAB

Quero congratular-me com o articulista Armando Acioli, pela lucidez e abrangência do seu artigo intitulado Exame perto do fim, publicado terça-feira. Com muita sapiência, seriedade e vasto saber jurídico, ele discorreu sobre o PLS nº186/06, do senador Gilvam Borges, que dispõe sobre o fim do pernicioso e indecente exame da OAB.

Todos nós, cidadãos do bem, somos favoráveis à melhoria do ensino e contrários à avareza pelo lucro fácil dos espertalhões. O que não podemos aceitar é a OAB se aproveitar da debilidade e da prostração do MEC, que não assume o seu papel constitucional, para incutir nas mentes dos incautos a necessidade da exigência descabida do Exame de Ordem.

Para provar a sua inconstitucionalidade, basta compara-lo com o disposto na Lei nº 11.760, recém-sancionada pelo presidente Lula, que dispõe sobre o exercício da profissão de oceanógrafo, cujo art. 1º diz: “É livre o exercício da profissão de Oceanógrafo aos portadores de diploma: I - devidamente registrado de bacharel em curso de Oceanografia, expedido por instituição brasileira de ensino superior oficialmente reconhecida. (....)”. Significa dizer que, doravante, todos os portadores de diploma de nível superior de oceanógrafo poderão exercer livremente a sua profissão sem serem obrigados a se submeter a nenhum tipo de exame, a exemplo do inconstitucional Exame da OAB.

VASCO VASCONCELOS
Brasília - DF


Crise econômica

A crise chegou e percebemos que Lula já sabe. Meirelles e Mantega abandonaram o discurso de que nosso sistema bancário é o mais sólido do mundo ao descobrirem que o queijo estava cheio de furos. A nossa poupança em dólar foi criada exatamente para cobrir a jogatina do subprime, caso alguma coisa desse errado. A edição da MP autorizando o Banco Central a comprar diretamente a carteira de crédito dos bancos comerciais é uma prova disso. Estava tudo pronto. É a única maneira de os jogadores não irem à falência, e dos donos das arapucas não terem de fechar as portas.

Da mesma forma que os contribuintes na Europa e Estados Unidos, nós vamos pagar o prejuízo da jogatina. Qualquer pessoa lúcida tinha certeza que seria impossível os nossos malandros não estarem presentes nesta fantástica Copa Mundial da Corrupção Financeira.

WILSON GORDON PARKER
Nova Friburgo - RJ


Dinheiro é ilusão

O papa Bento XVI disse que a crise financeira global mostra que a fé em Deus é melhor do que passar a vida buscando riqueza material. O tumulto financeiro, o pior desde a Grande Depressão, empobreceu os investidores em centenas de bilhões de dólares e quebrou instituições bancárias que, meses atrás, pareciam intocáveis.

JOSÉ RIBAMAR PINHEIRO FILHO
Brasília - DF