Goiânia, 11 de outubro de 2008

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O menino de Campo Formoso

::BARIANI ORTENCIO

Marrequinho – O Menino de Campo Formoso, trabalho autobiográfico de Francisco Ricardo de Souza e registro antológico da nossa música caipira e sertaneja, relata sua vinda para Goiânia, suas realizações na arte de compor e de cantar. Ninguém poderá pesquisar a nossa música sem consultar este magnífico compêndio, de linguagem primorosa, registrando, desde o advento de Goiânia, os pioneiros do rádio e do disco, primeiros a enfrentarem um microfone de rádio: Zé Micuim, meu compadre (Jorge Batista Ribeiro), Chico Onça (Rosaldo), Tiburtino (Henrique Cezar da Veiga Jardim) e Tiburneco, indo até os que vieram depois.

São 50 capítulos vivos, bem narrados, a música sertaneja goiana abrindo o seu caminho glorioso para as gravadoras paulistas. Apresentadores famosos, como Moraes Cezar e Claudino Silveira, com os programas Nossa Fazenda e No Moeirão da Porteira (Radio Anhanguera e Difusora). O fenômeno Goiá (Gerson Coutinho da Silva), quebrando a norma das letras caipiras para o português correto. Goiá chegou de Minas (Coromandel) com o nome artístico de Rouxinol e formou o Trio da Amizade, com Zé Micuim e Goiazinho (José Ignácio), os primeiros a gravarem discos sertanejos (Columbia do Brasil).

Marrequinho fala dos seus sucessos, principalmente, a guarânia Pranto do Adeus, com sucessivas gravações. Faz, também, trajetória dos violeiros, cantadores sertanejos que elegeram São Paulo o paraíso da música sertaneja. Quem quisesse se realizar, fazer sucesso, teria que se bandear para a capital paulista, sendo o ponto tradicional de encontros, o Café Caboclo, no Largo Paissandu, esquina com a Avenida São João. Suas várias parcerias, mormente com um dos mais famosos compositores populares, Ubirajara Moreira, de Uruana. Todas as folias gravadas por Melrinho & Belguinha e demais foliões, tiveram, como embaixador, o Marrequinho, algumas vezes, o Adolfinho (das Velhas).

No capítulo 15 conta a sua passagem pelo nosso Bazar Paulistinha, por quatro anos, onde foi secretário particular, auxiliar de escritório, motorista da família e “testador” de candidatos a gravarem discos em São Paulo. Conservo, ainda, o gravador Philips, de rolo, com o microfone “cara de gato”. Conta que, num ato impensado, pediu demissão, que foi concedida, prontamente. Acontece que eu nunca segurei e nem seguro empregado que pede demissão, porque, se ele continuar, nunca vai ser o mesmo.

Discute a evolução ou deturpação da música caipira, passando por Sertaneja Raiz, Sertaneja Urbana, Urbaneja, Sertaneja Universitária, Sertaneja Popular Brasileira, seus compositores e intérpretes. Na Campininha, os primeiros pontos de encontros: Nosso Bar, Pensão da Brasilina e o Bazar Paulistinha. Os seus 20 anos afastado da música e motorista-entregador na firma Alô Brasil. Tem, como herdeiro artístico, o filho Chico Júnior que, com o parceiro Robson, faz sucesso nas noites goianas.

Em 1999 foi homenageado pela Agepel, com um livro e um CD – Projeto Marrequinho – Uma Vida, Uma História. O seu novo trabalho será Marrequinho – 50 Anos de Música – 1958/2008.

O autor orizonense tem conterrâneos ilustres na área da cultura, sendo alguns, entre outros, Dom Antônio Ribeiro de Oliveira, Benedito Silva, Sônia Maria Ferreira, Terezinha Miranda (Tê Miranda), Geraldo Vale, José Pereira da Costa (Zequinha da Costa), que deve estar se revirando no túmulo devido a nova reforma ortográfica...

Macktub!