Goiânia, 6 de janeiro de 2009

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Vantagens para vereadores

Com surpresa, vimos na edição de domingo que a Câmara de Goiânia deseja pagar o 13º salário para os vereadores. Entendemos que eles não merecem, porque quando se candidataram sabiam que não teriam essa vantagem e a razão da candidatura seria para servir a comunidade e não para tirar proveito dela.

Aproveitando a oportunidade, gostaria de saber se quando o vereador se aposenta ele aufere o equivalente à última remuneração recebida e as demais vantagens. Com isso, podemos comparar a vantagem do vereador em relação ao trabalhador que, no setor privado, se recebia o salário de R$ 10 mil, na inatividade a remuneração passa a ser, no máximo, de um terço do que recebia antes.

Seria interessante que os próprios vereadores de Goiânia iniciassem uma campanha para sensibilizar os deputados estaduais, federais e senadores para que sejam feitas as equiparações a todos os trabalhadores brasileiros, sem distinção se públicos ou privados. Aí sim, Goiás estará dando o exemplo para o Brasil de como tratar o eleitor e trabalhador brasileiro.

JOSÉ SIMÃO NETO
Setor Oeste – Goiânia

¤ A preocupação do novo presidente da Câmara de Goiânia em manter o 13º para os vereadores trata-se de um começo decepcionante dos trabalhos da Casa. Além disso, envolve uma pretensão imoral que vem mostrar a inutilidade da insistência do povo em mudança, pois sai um, entra outro. O objetivo da maioria desses políticos é sempre o mesmo: bamburrar com o dinheiro do povo, que deveria estar sustentando a precária saúde pública e não abarrotando os cofres dessa gente.

Na verdade, aparentemente identificados com os interesses do povo, alguns dos eleitos maculam seus convenientes conceitos de honestidade usados como bandeira de campanha, para se entregarem ao deslumbramento do poder assim que assumem. A partir daí, a esperança do povo que se dane.

BENEVIDES DE ALMEIDA
Goiânia - GO

Transporte coletivo

Excelente a reportagem deste jornal sobre o transporte coletivo na região metropolitana. Fica evidente que um grupo controla o sistema e o usuário que sustenta essa rede não tem sua contrapartida, como terminais adequados, seguros e confortáveis. A situação é caótica. A decisão da Metrobus de fechar o cerco aos vendedores de vale-transporte é abominável, pois, amplia o desemprego e aumenta a insegurança dos usuários no Eixo-Anhanguera.

O Setransp também peca em não ampliar os pontos de vendas, seja, nos bairros periféricos ou em centros comerciais como shoppings. Com isso, o usuário fica amontoado próximo ao motorista, exposto a riscos de acidentes e forçado a ir até um terminal, pois, no trajeto não se vê um vendedor. Da forma como está é impossível conquistar mais pessoas para o transporte coletivo. Aliás, quem o usa diariamente, sonha com outra alternativa para deixar de depender do ônibus.

MURILO MACEDO
Goiânia – GO

Vagas em shopping

O Flamboyant, mais uma vez, dá um tiro no pé. Bruno Thomaz, gerente operacional da Sia Parking, empresa que administra o estacionamento do Shopping Flamboyant, afirmou que não sabia explicar o índice de 20% de reajuste e argumentou que, desde que a empresa iniciou a cobrança, em março de 2007, o Flamboyant não reajustou o preço do serviço.

Eu pergunto: que tipo de serviço é prestado? Só se for o serviço de exploração de clientes, pois o shopping vende produtos e serviços ligados ao entretenimento e não vaga de estacionamento. Espero, ansiosamente, que algum prefeito recupere o centro histórico de Goiânia, tornando-o um verdadeiro ponto turístico, de comércio e de lazer, bonito e com segurança para que possamos abandonar este shopping.

MARCONI DE MORAIS PROVAZZI
Setor Bueno - Goiânia

Ilha de prosperidade?

Os EUA se gabaram de ser uma ilha de prosperidade nos oito anos do governo Reagan, quatro de Bush (pai) e oito de Bill Clinton. Entretanto, no governo Bush (filho), a grande potência do Hemisfério Norte começou a entrar em decadência com o maior atentado terrorista da história, de 11 de setembro de 2001, contra as torres gêmeas, símbolo do capitalismo.

Agora, com a bolha imobiliária detonada em razão da farra dos créditos, a grande nação norte-americana entrou em recessão, com ameaça de depressão. A crise se espalhou pelo resto do mundo, em virtude da globalização e pelos EUA serem responsáveis por 25% do PIB mundial. O Brasil, embora não esteja imune à crise, tem sentido-a em menor proporção, por estar mais preparado em relação às outras economias, em razão de uma política monetária preventiva e responsável, adotada por nossos governantes.
Nos EUA, além dos bancos terem conseguido, com autorização do Congresso, uma ajuda de US$ 750 bilhões, outras grandes empresas também aproveitaram o momento para recorrer ao governo no sentido de conseguirem recursos financeiros dos contribuintes, como as montadoras de automóveis, que não souberam se adaptar.

No Brasil, grandes empresas como a Vale do Rio Doce, têm anunciado fechamento de unidades produtivas e dispensa de trabalhadores, e a Votorantim anuncia férias coletivas para 500 trabalhadores, como forma de pressionar o governo para conseguir empréstimos. O paradoxal, no presente caso, é que somente se tem observado “choradeira”, com pedido de socorro aos cofres públicos, dos endinheirados, que não se satisfazem em ganhar pouco ou menos, ameaçando demitir justamente os mais prejudicados, os trabalhadores, que não têm a quem recorrer.

Inobstante a crise, Deus sempre coloca o remédio ao lado da dor. Assim, o Brasil com aumento do preço do barril de petróleo no mercado mundial para algo em torno de US$ 145,00, desenvolveu novas fontes energéticas como o biocombustível, aumentou a produção de álcool e descobriu novas e grandes bacias petrolíferas, tornando-se, dessa forma, auto-suficiente.

CEUMAR JOSÉ DE FREITAS
Vila Alvorada – Goiânia

Foco de dengue

O Jóquei Clube de Goiás que, durante algum tempo, proporcionou bons momentos a muitos de seus sócios, hoje vive uma realidade diferente e muito triste. O clube, além de enfrentar vários problemas relacionados a questões administrativas, financeiras e judiciais (e provavelmente em razão disto), teve seu funcionamento e sua manutenção paralisados há algumas semanas.

Tal desleixo vem causando o acúmulo de água parada em vários lugares no clube, como nas piscinas e em objetos que possibilitem o acúmulo da água da chuva, principalmente próximo à área que foi demolida e devastada para a construção de uma faculdade. As águas das piscinas, por exemplo, estão sujas, com uma coloração esverdeada e bastante escura, sem a aplicação diária de cloro.

Esse descuido pode levar a área do Jóquei Clube a ser um grande foco de dengue, o que poderá trazer graves consequencias a boa parte da população goianiense, tendo em vista a localização central do clube. Os órgãos responsáveis e o Ministério Público devem tomar as medidas e providências cabíveis para o caso.

RAUL ALEXANDRE RIBEIRO
Goiânia – GO