| Vantagens para vereadores Com surpresa, vimos na edição de domingo que a Câmara de Goiânia
deseja pagar o 13º salário para os vereadores. Entendemos que eles não merecem, porque
quando se candidataram sabiam que não teriam essa vantagem e a razão da candidatura
seria para servir a comunidade e não para tirar proveito dela.
Aproveitando a oportunidade, gostaria de saber se quando o
vereador se aposenta ele aufere o equivalente à última remuneração recebida e as
demais vantagens. Com isso, podemos comparar a vantagem do vereador em relação ao
trabalhador que, no setor privado, se recebia o salário de R$ 10 mil, na inatividade a
remuneração passa a ser, no máximo, de um terço do que recebia antes.
Seria interessante que os próprios vereadores de Goiânia
iniciassem uma campanha para sensibilizar os deputados estaduais, federais e senadores
para que sejam feitas as equiparações a todos os trabalhadores brasileiros, sem
distinção se públicos ou privados. Aí sim, Goiás estará dando o exemplo para o
Brasil de como tratar o eleitor e trabalhador brasileiro.
JOSÉ SIMÃO NETO
Setor Oeste Goiânia
¤ A
preocupação do novo presidente da Câmara de Goiânia em manter o 13º para os
vereadores trata-se de um começo decepcionante dos trabalhos da Casa. Além disso,
envolve uma pretensão imoral que vem mostrar a inutilidade da insistência do povo em
mudança, pois sai um, entra outro. O objetivo da maioria desses políticos é sempre o
mesmo: bamburrar com o dinheiro do povo, que deveria estar sustentando a precária saúde
pública e não abarrotando os cofres dessa gente.
Na verdade, aparentemente identificados com os interesses do
povo, alguns dos eleitos maculam seus convenientes conceitos de honestidade usados como
bandeira de campanha, para se entregarem ao deslumbramento do poder assim que assumem. A
partir daí, a esperança do povo que se dane.
BENEVIDES DE ALMEIDA
Goiânia - GO
Transporte coletivo
Excelente a reportagem deste jornal sobre o transporte
coletivo na região metropolitana. Fica evidente que um grupo controla o sistema e o
usuário que sustenta essa rede não tem sua contrapartida, como terminais adequados,
seguros e confortáveis. A situação é caótica. A decisão da Metrobus de fechar o
cerco aos vendedores de vale-transporte é abominável, pois, amplia o desemprego e
aumenta a insegurança dos usuários no Eixo-Anhanguera.
O Setransp também peca em não ampliar os pontos de vendas,
seja, nos bairros periféricos ou em centros comerciais como shoppings. Com isso, o
usuário fica amontoado próximo ao motorista, exposto a riscos de acidentes e forçado a
ir até um terminal, pois, no trajeto não se vê um vendedor. Da forma como está é
impossível conquistar mais pessoas para o transporte coletivo. Aliás, quem o usa
diariamente, sonha com outra alternativa para deixar de depender do ônibus.
MURILO MACEDO
Goiânia GO
Vagas em shopping
O Flamboyant, mais uma vez, dá um tiro no pé. Bruno Thomaz,
gerente operacional da Sia Parking, empresa que administra o estacionamento do Shopping
Flamboyant, afirmou que não sabia explicar o índice de 20% de reajuste e argumentou que,
desde que a empresa iniciou a cobrança, em março de 2007, o Flamboyant não reajustou o
preço do serviço.
Eu pergunto: que tipo de serviço é prestado? Só se for o
serviço de exploração de clientes, pois o shopping vende produtos e serviços ligados
ao entretenimento e não vaga de estacionamento. Espero, ansiosamente, que algum prefeito
recupere o centro histórico de Goiânia, tornando-o um verdadeiro ponto turístico, de
comércio e de lazer, bonito e com segurança para que possamos abandonar este shopping.
MARCONI DE MORAIS PROVAZZI
Setor Bueno - Goiânia
Ilha de prosperidade?
Os EUA se gabaram de ser uma ilha de prosperidade nos oito
anos do governo Reagan, quatro de Bush (pai) e oito de Bill Clinton. Entretanto, no
governo Bush (filho), a grande potência do Hemisfério Norte começou a entrar em
decadência com o maior atentado terrorista da história, de 11 de setembro de 2001,
contra as torres gêmeas, símbolo do capitalismo.
Agora, com a bolha imobiliária detonada em razão da farra
dos créditos, a grande nação norte-americana entrou em recessão, com ameaça de
depressão. A crise se espalhou pelo resto do mundo, em virtude da globalização e pelos
EUA serem responsáveis por 25% do PIB mundial. O Brasil, embora não esteja imune à
crise, tem sentido-a em menor proporção, por estar mais preparado em relação às
outras economias, em razão de uma política monetária preventiva e responsável, adotada
por nossos governantes.
Nos EUA, além dos bancos terem conseguido, com autorização do Congresso, uma ajuda de
US$ 750 bilhões, outras grandes empresas também aproveitaram o momento para recorrer ao
governo no sentido de conseguirem recursos financeiros dos contribuintes, como as
montadoras de automóveis, que não souberam se adaptar.
No Brasil, grandes empresas como a Vale do Rio Doce, têm
anunciado fechamento de unidades produtivas e dispensa de trabalhadores, e a Votorantim
anuncia férias coletivas para 500 trabalhadores, como forma de pressionar o governo para
conseguir empréstimos. O paradoxal, no presente caso, é que somente se tem observado
choradeira, com pedido de socorro aos cofres públicos, dos endinheirados, que
não se satisfazem em ganhar pouco ou menos, ameaçando demitir justamente os mais
prejudicados, os trabalhadores, que não têm a quem recorrer.
Inobstante a crise, Deus sempre coloca o remédio ao lado da
dor. Assim, o Brasil com aumento do preço do barril de petróleo no mercado mundial para
algo em torno de US$ 145,00, desenvolveu novas fontes energéticas como o biocombustível,
aumentou a produção de álcool e descobriu novas e grandes bacias petrolíferas,
tornando-se, dessa forma, auto-suficiente.
CEUMAR JOSÉ DE FREITAS
Vila Alvorada Goiânia
Foco de dengue
O Jóquei Clube de Goiás que, durante algum tempo,
proporcionou bons momentos a muitos de seus sócios, hoje vive uma realidade diferente e
muito triste. O clube, além de enfrentar vários problemas relacionados a questões
administrativas, financeiras e judiciais (e provavelmente em razão disto), teve seu
funcionamento e sua manutenção paralisados há algumas semanas.
Tal desleixo vem causando o acúmulo de água parada em
vários lugares no clube, como nas piscinas e em objetos que possibilitem o acúmulo da
água da chuva, principalmente próximo à área que foi demolida e devastada para a
construção de uma faculdade. As águas das piscinas, por exemplo, estão sujas, com uma
coloração esverdeada e bastante escura, sem a aplicação diária de cloro.
Esse descuido pode levar a área do Jóquei Clube a ser um
grande foco de dengue, o que poderá trazer graves consequencias a boa parte da
população goianiense, tendo em vista a localização central do clube. Os órgãos
responsáveis e o Ministério Público devem tomar as medidas e providências cabíveis
para o caso.
RAUL ALEXANDRE RIBEIRO
Goiânia GO |