Goiânia, 4 de julho de 2008

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Sem bafômetros para a fiscalização
A discussão sobre álcool e direção tem chamado a atenção da sociedade, no entanto, parece que os órgãos responsáveis pelo trânsito não atentaram para a relevância da situação. A SMT, por exemplo, não tem sequer um bafômetro e nem pessoal para trabalhar, sendo que se houvesse rigor na sua atuação haveria maior benefício para a sociedade, com menos gente embriagada no trânsito e mais dinheiro de multas.

A SMT tem 400 policiais prestando serviços há quatro anos e, mesmo sabendo que isso era ilegal, não realizou concurso. Agora, o MP de Goiás está em vias de exigir a saída deles e o órgão ficará com 160 agentes para atender ocorrências de acidente, fiscalizar os locais em que ocorrem infrações e controlar locais de conflito de trânsito. E ainda terá pessoal para fiscalizar os casos de embriaguez?

MARINALVA OLIVEIRA LIMA
Aparecida de Goiânia - GO


Travessia perigosa
Gostaria de agradecer ao governo municipal e, principalmente, ao coronel Sanches, da SMT, pela instalação do sensor eletrônico na esquina da T-4 com T-61, no Setor Bueno, antiga reivindicação dos moradores vizinhos do Shopping Buena Vista.

Antes do sensor, os veículos que ali trafegavam não respeitavam o sinal vermelho, tornando perigosa e quase que impossível a travessia no referido local.

Gostaria de solicitar a mesma providência da SMT no sinaleiro entre a Polícia Federal e o Parque Areião, onde quase não há tempo de pedestre e os motoristas não respeitam as faixas, fato este ainda agravado com as obras do viaduto da Praça do Chafariz, o que aumentou muito o fluxo de veículos nas imediações.

RENATA DOS SANTOS
Setor Bela Vista- Goiânia


Avestruz Master
Ex-funcionária da Avestruz Master, gostaria de obter informações sobre quando a Justiça vai autorizar o pagamento aos ex-funcionários da empresa. Afinal, já foi realizado o leilão e arrecadado o dinheiro. Gostaria de saber também o motivo da demora.

SONILDA QUEIROZ SANTANA
Jardim Europa - Goiânia


Saúde pública
Em carta publicada sábado neste jornal, o deputado estadual Daniel Goulart mostrou-se sensibilizado com o drama da pequena Tuane Maria da Silva Sá, de 3 anos, que teve 40% do corpo queimado em um acidente doméstico. Para isso, escolheu o caminho mais fácil e conveniente, segundo seu palanque político: criticou a Secretaria Municipal de Saúde por não ter recursos suficientes para liberar dinheiro pedido pelo Ministério Público para o tratamento.

Segundo ele, “o município recebe, periodicamente, repasses milionários da União”, e “devem prevalecer todos os direitos constitucionais brasileiros, que garantem à população o direito à saúde”.

Belas palavras, mas que partem de quem quer transferir para outros uma responsabilidade que é devida constitucionalmente a outro, o que ele muito bem deveria saber, como parlamentar que é. Muito teria feito o deputado pela saúde de Goiás, por exemplo, se tivesse exigido do governador anterior, que é de seu partido, que cumprisse exatamente o que determina a Constituição, que é o Estado aplicar 12% em saúde.

Isso aconteceu no governo do partido dele? Não. O governo anterior, e o atual, aplicam entre 6% e 7%, muito aquém do exigido pela Carta Magna. Os dados estão lá, no site do Ministério da Saúde, para quem quiser conferir – e ele deve conhecê-los, porque na época também era deputado.

Mesmo sabendo que a criança é de outro município (Hidrolândia), e não de Goiânia, a Secretaria de Saúde Municipal deu assistência, por sentimento cristão, por espírito público apartidário e porque era necessidade urgente.

Poderia ter feito mais, não fosse boa parte dos recursos do município terem de ser usados para cobrir a ausência do Estado, que ele apóia e que, infelizmente, não recebe da parte dele a mesma cobrança veemente. Em vez de usar o drama da pequena Tuane como palanque politiqueiro, bem que o deputado poderia, por exemplo, exigir do atual governo – já que não o fez dos governos de seu partido –, também apoiado por ele, que faça a sua parte e cumpra com sua obrigação constitucional.

Assim poderemos ajudar Tuane e tantos outros cidadãos vítimas de dramas semelhantes, e que não têm a sorte de ter um deputado que defenda a saúde com a seriedade que o assunto exige, e não como receita de demagogia hipócrita e oportunista.

PAULO RASSI
Secretário de Saúde de Goiânia


Lista da OAB
O STJ negou, por maioria de votos, o mandado de segurança impetrado pela OAB contra indefinição da lista tríplice de indicados para a vaga de ministro do STJ. O que aconteceu com a OAB é, simplesmente, o que eles fazem com os bacharéis em Direito.

Não querem que eles passem nos exames. Para isso, aplicam provas cheias de pegas e longe da realidade acadêmica. No caso da negativa da lista por parte do STJ, foi simplesmente porque eles não queriam aqueles indicados, já que todos preenchiam os requisitos da lei.

CÉLIO OLIVEIRA DE SOUZA JÚNIOR
Jardim América - Goiânia


Ensino fundamental e superior no Brasil
As considerações da professora Sandra Sueli Ferreira Nunes são justas e oportunas. No entanto, é preciso ressaltar que não só o advogado e professor Jônathas Silva, mas qualquer outro cidadão preocupado com a qualidade do ensino superior, tem conhecimento da falta de empenho do Ministério da Educação para dar qualidade ao ensino fundamental no Brasil.

Por óbvio, não se alonga nesse detalhe. Por outro lado, ninguém, em sã consciência, vai alardear que esse absurdo – a má qualidade do ensino fundamental – seja apenas um detalhe. Não é atribuição da Ordem dos Advogados do Brasil consertar as mazelas deste País. Denunciá-las sim. A péssima qualidade do ensino fundamental seria motivo para a criação de tantos cursos superiores?

Já foi dito que um erro não justifica outro. Sendo de má qualidade o ensino fundamental, é óbvio que as chances de um aluno pouco esforçado ingressar em uma boa instituição de ensino superior são bastante reduzidas.

Já naquelas instituições, digamos, mercantilistas, as chances de aquele aluno obter ingresso serão bem maiores. O que a sociedade pode esperar desse profissional?

RAIMUNDO NOGUEIRA DE SOUZA
Setor Aeroporto - Goiânia


Vapt Vupt
Criado no início do governo Marconi Perillo, o Vapt Vupt presta relevantes serviços à comunidade, com agências instaladas em vários setores da capital. Subordinado à Secretaria da Fazenda, o órgão representa o Detran, Secretaria de Segurança Pública, Celg, Saneago, Ipasgo, Corpo de Bombeiros, Espaço Virtual e agência do Banco Itaú.

Na Avenida T-4, Setor Bueno, funciona uma agência do órgão, ocupando o primeiro andar do Shopping Buena Vista, próximo ao Parque Vaca Brava. Ali, 75 servidores atendem a clientela com eficiência e rapidez, especialmente a atenção dispensada aos idosos e deficientes.

No final, os usuários são convidados a registrar a avaliação sobre o atendimento recebido. Muito justo.

GERALDO GAMBIRÃO
Setor Bueno - Goiânia