Imagem TV Tocantins

Policiais civis recolhem roupas falsificadas em Jaraguá |
Polícia apreende 10 toneladas de roupas falsificadas em
Jaraguá
Operação roupa suja terminou com 12 proprietários
de facções detidos. Várias grifes famosas eram pirateadas
Patrícia Drummond
Cerca de dez toneladas de roupas falsificadas segundo
estimativa da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon)
foram apreendidas ontem, em Jaraguá, a 139 quilômetros de Goiânia. Durante a operação
Roupa Suja foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e 12 donos de facções foram
detidos.
De acordo com o titular da Decon, José Correia Barbosa, os
policiais civis encontraram calças, calções, saias, camisas e camisetas de várias
grifes em facções de produção e depósitos espalhados por Jaraguá. O
levantamento já vinha sendo feito há algum tempo, em torno de três meses, a partir de
denúncias que recebemos. Preliminarmente, já esperávamos que o resultado dessa
operação fosse um dos mais significativos na história da Decon, nesse tipo de
pirataria, afirma.
O delegado calcula que chegue no mínimo a R$ 600 mil o valor
total das mercadorias apreendidas. Segundo ele, cada calça era repassada no atacado,
pelos falsários, a valores entre 40 e 60 reais; as camisetas, por cerca de 30 reais.
Iniciada às 6 horas de ontem, a Operação Roupa Suja constatou o envolvimento de pelo
menos cem pessoas de forma direta e indireta na produção ilegal dos
vários itens de vestuário.
Má fama
Fabiana Sabatini, advogada das marcas Colcci e Lacoste, veio de São Paulo exclusivamente
para acompanhar a operação. Ela conta que os proprietários das grifes acionaram o
escritório jurídico após receberem várias reclamações de clientes. Todos sabem
que, aqui, a falsificação rola solta. Nada mais justo que os verdadeiros donos da marca
se sintam prejudicados e solicitem ações para coibir a produção e o comércio de
roupas falsificadas, diz Fabiana.
Embora as duas marcas representadas pela advogada tenham sido
as principais requerentes da ação policial, diversas outras grifes conhecidas no mercado
foram vítimas da falsificação em Jaraguá. Para o delegado José Correia, o trabalho da
Polícia Civil não basta para coibir essa prática ilegal, que vem persistindo ao logo
dos anos no Estado.
O ideal seria que houvesse um trabalho permanente e
conjunto, entre órgãos públicos e entidades de classe, de conscientização sobre
esse tipo específico de crime, sugere Correia. Essas pessoas precisam ser
alertadas e estimuladas dentro da perspectiva de desenvolverem suas próprias marcas, em
vez de falsificarem produtos, acrescenta.
Na operação realizada ontem, atuaram 40 policiais da Decon.
A maior parte da mercadoria apreendida seria repassada a sacoleiros ou vendida para
Estados das Regiões Norte e Nordeste do País.
¤ LEIA
MAIS:
|