Goiânia, 3 de julho de 2008

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Incrível carestia
Levei um tapa na cara
Carla Borges
Eu me senti profundamente ofendida ao saber que nossos ilustres representantes na Assembléia Legislativa embolsaram, terça-feira, R$ 3,6 mil, ou 8,67 salários mínimos, com a realização de 12 sessões extraordinárias em um período de quatro horas, das 15 às 19 horas. Cada hora de trabalho foi remunerada em 900 reais! Fiquei mais incrédula ainda ao saber que o bônus será acrescido a um salário reajustado em 29,26%, que passou de R$ 12,3 mil para R$ 15,9 mil.
O custo de não fazer
Washington Novaes
Há mais de uma década, desde quando passou a ocupar este espaço, o autor destas linhas chamava a atenção para a temeridade de permitir a verticalização e o adensamento populacional rápidos e desordenados de setores como o Bueno, Nova Suíça e Marista, antes de dotá-los de infra-estruturas imprescindíveis, principalmente redes de drenagem de águas pluviais (capazes de absorver águas em solo totalmente impermeabilizado e evitar inundações), planejamento do tráfego, licenciamento rigoroso para atividades geradoras de alta demanda de veículos e assim por diante. Da mesma forma, lembrava a necessidade de uma legislação rigorosa para a expansão urbana na Grande Goiânia, para a falta de cuidado com os rápidos avanços na expansão de áreas sem estrutura (inclusive as margens da rodovia Brasília-São Paulo), a ausência de políticas adequadas de transportes urbanos e de proteção de pedestres e outros temas. Doze anos passados, todos esses temas estão presentes diariamente na comunicação, sob a forma de graves problemas. Não se trata de reivindicar méritos. Trata-se de mostrar como são previsíveis essas questões e de como é possível evitar seu agravamento – inclusive de custos para as soluções.
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Adiamento de uma grave crise rural
Ezequiel Morais
A Medida Provisória 432, de 27/5/2008, foi apresentada como mais uma solução para reduzir o endividamento agrícola. No entanto, o governo pretende novamente adiar o desfecho de uma novela que se arrasta desde a década de 80, período em que a dívida rural passou a ser considerada preocupante. Desta vez, com um agravante: o mundo tem a necessidade premente de consumir alimentos e os países com potencial agrário são pressionados a produzir mais.