Goiânia, 3 de julho de 2008

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Wildes Barbosa

Luiz Cláudio durante julgamento no 1º Tribunal do Júri

CASO ELIANE HONÓRIO

Condenado acusado de participar de homicídio

Marília Costa e Silva

O farmacêutico Luiz Cláudio de Souza Penha, acusado de participação na morte de Eliane Honório, ex-mulher do seu pai, o bispo da Ordem Sacerdotal Apostólica do Brasil, Luiz Carlos de Oliveira Penha, foi condenado ontem pelo 1º Tribunal do Júri. Ele terá de cumprir 26 anos de prisão em regime fechado.

Luiz Cláudio alegou, durante o julgamento presidido pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, que é inocente. Apesar de ter insistido que estava em uma revistaria na Avenida T-63 no dia do homicídio, ele foi o quinto acusado considerado culpado do crime, ocorrido no dia 25 de abril de 2001, em uma chácara às margens do Rio Meia Ponte, nas proximidades do Recanto das Minas Gerais, na Vila Galvão.

Este é o segundo julgamento de Luiz Cláudio, que está preso há 7 anos. O primeiro, realizado em dezembro de 2006, foi anulado por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na mesma ocasião da morte do bispo. Apontado como idealizador e autor do crime, ele não chegou a ser julgado pelo caso.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Eliane viveu durante 14 anos com o bispo. No dia do crime, a vítima, que estava abrigada com os três filhos no Centro de Valorização da Mulher (Cevam), foi atraída por comparsas do religioso até a Vila Pedroso. Depois de ser torturada na sede da igreja comandada pelo bispo, onde estava Luiz Cláudio, Eliane foi levada ao local do crime num carro que foi alugado pelo farmacêutico.

Conforme os autos, algemada em frente a Luiz Carlos, ela se recusou a lhe dar um “beijo de despedida”. O bispo se enfureceu, empurrando-a no Rio Meia Ponte, onde morreu afogada. O motivo seria o fato de Eliane querer a separação.

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