Goiânia, 3 de julho de 2008

HOME

ÚLTIMAS
NOTÍCIAS

EDITORIAS
Capa
Opinião
Cidades
Política
Economia
Mundo
Esporte
Magazine

CLASSIFICADOS
Vrum
Lugar Certo

COLUNAS
Giro
Direito e Justiça
Coluna social
- Arthur Rezende
- Spot
Memorandum
Crônicas e
outras histórias

SERVIÇOS
E-mail
Cartas dos leitores
Assinatura
Acontece
Na telinha
Cinema
Horóscopo
Guia do Assinante
Central
do Assinante

CHARGE

ESPECIAIS
Minimaratona 2007
Maratoninha 2007
Pensar 2007
Prêmio Propaganda

SITES
OJC
Tv Anhanguera
Goiasnet
Jornal do Tocantins
Fundação J. Câmara
Rede Anhanguera
97FM
Executiva FM

Anuncie

 

Cristiano Borges

Leonardo Dias Mendonça coloca goma de mascar na boca durante audiência na Justiça

Traficante quer
’contas’ de bens

Preocupado com informações
de que as fazendas seqüestradas
teriam sido dilapidadas, Leonardo
Dias Mendonça recorreu à Justiça

Waldineia Ladislau

Dos bens avaliados em mais de R$ 25 milhões, em 2005, que incluem fazendas, mansões, apartamentos e lotes, pertencentes aos integrantes de uma das maiores quadrilhas de tráfico de drogas já descoberta no País, a maioria dos bens seqüestrados são de Leonardo Dias Mendonça. Por isso, ele requereu na 5ª Vara Federal em Goiânia, que determinou o seqüestro dos seus bens, que verificasse, principalmente, a situação das fazendas no Pará.

Ontem, durante a tarde toda e início da noite, os administradores e depositários fiéis dos bens tiveram de prestar contas numa audiência de justificação presidida pelo juiz federal substituto Marcelo Meireles Lobão. As denúncias de Leonardo vão desde sumiço de 3 mil cabeças de gado a preço aviltante da arroba de boi vendido em uma das propriedades, até valores pagos por aluguel de pastos.

Alguns dos administradores disseram que começaram a cuidar dos imóveis há poucos meses e confirmaram que eles não estavam em boas condições. O juiz federal salientou que a solução mais viável seria a venda dos bens e o depósito em conta judicial remunerada dos valores obtidos, o que estava sendo providenciado pela Vara, mas o leilão foi suspenso por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (sede em Brasília).

A suspensão dificultou a manutenção dos imóveis, principalmente as fazendas de gado e de cacau no Pará. Como o TRF foi provocado pelo próprio Leonardo, que não queria a venda de seus bens, a situação, salientou o juiz, se complicou, diante da dificuldade em manter a administração de bens que estão tão distantes da sede da Justiça Federal.

Parte honesta
Ouvido na audiência de ontem, o traficante admitiu envolvimento com tráfico de drogas, mas salientou que “boa parte” de seus bens foram adquiridos de forma lícita, e estão devidamente declarados no Imposto de Renda.

Leonardo Mendonça é apontado como líder de quadrilha investigada pela Polícia Federal (PF) na Operação Diamante. Depois de dois anos de investigações, com base em inquérito policial, o Ministério Público Federal denunciou 37 pessoas, das quais, 33 foram condenadas por participação em esquema de tráfico de drogas no Suriname, Venezuela e Colômbia, com o uso de aviões pequenos e de pistas clandestinas, trazendo para o País algumas toneladas de cocaína. Leonardo foi condenado a 43 anos de reclusão, teve diminuição em 5 anos, e responde, ainda por tráfico de drogas em outros Estados. Já tem uma condenação também em Mato Grosso.

Bom comportamento
Apesar da pena de 38 anos, Leonardo Mendonça fez questão de levar na Justiça Federal, a certidão carcerária 809/ 08, que informa sobre bom comportamento. Além disso, a certidão demonstra que, desde sua prisão, em 2003, tem trabalhado costurando bolas e que já trabalhou 993 dias. Segundo a legislação, ele já tem direito a remir, no momento, 331 dias de pena.

A sentença condenatória ainda não é definitiva, e caso venha a ser absolvido, todos os bens teriam de ser devolvidos a ele. A não ser que seja processado e condenado por lavagem de dinheiro, que é outro caso, ainda sob investigação da PF.

Anterior | Cidades | Próxima