Goiânia, 03 de agosto de 2008

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Nos anais da polícia

O mês de julho se foi mas ficou registrado nos anais da história da capital goiana como um dos mais violentos de todos os tempos. Foram mais de 30 homicídios, casos de pedofilia, crianças torturadas pelos próprios familiares, acidentes de trânsito violentos e agora esse crime hediondo que chocou a população goianiense, praticado por um rapaz de 20 anos, que após matar uma jovem de 17 anos, esquartejou o corpo.

Esperamos que jamais tenhamos de passar por tanta tragédia como no mês de julho do corrente ano.

DINAIR JOSÉ DE SOUSA
Setor São José - Goiânia


Rotina da violência

O governador Alcides Rodrigues alardeia que a parceria com o governo federal está rendendo dividendos para Goiás. Na prática, porém, não é o que estamos notando, principalmente, em relação à segurança pública. Como informa o editorial de quarta-feira deste jornal, no último final de semana mais de dez homicídios ocorreram em Goiânia.

Bastaram alguns deputados estaduais do Partido dos Trabalhadores acusarem a Rotam de estar sendo violenta e truculenta para que o secretário de Segurança Pública, Ernesto Roller, a retirasse das ruas no período noturno. Com isso, a situação que já era grave ficou ainda pior.

O secretário disse que não ia aceitar a banalização da Rotam, que só agiria em caso de necessidade. A situação atual não é de necessidade? O interessante é não aceitar a banalização da Rotam, e aceitar a banalização da violência. A Rotam e toda força policial devem ser postas nas ruas para combater o tráfico de drogas e também os assassinatos.

REINALDO PAIXÃO
Goiás - GO


Queda de preços

A queda de preços no mercado agropecuário foi anunciada nos últimos dias. O milho caiu de 23 para 18 reais, soja de 47 para 40 reais, arroba do boi de 90 para 83 reais, feijão de 190 para 160 reais.

Isso preocupa a população que espera influência na queda da cesta básica, considerando que os itens em baixa são básicos na mesa do brasileiro.

Difícil entender a queda de preços dos itens citados, considerando que o custo de produção subiu mais de 100%. Como exemplo citaria o adubo que era700 reais a tonelada e hoje R$ 1.750,00, e o dólar em queda. A explicação com referência à queda da arroba do boi é de que o mercado está com excesso de boi em oferta ou seja, sobra boi no pasto, contradizendo o anunciado quando da alta do preço de 60 para 90 reais, que era a falta de boi e o abate excessivo de matrizes.

É preciso que o setor fale a mesma língua, afinal o prejudicado é o consumidor final.

LÁZARO JOSÉ DE ALMEIDA
Rio Verde - GO


O palco da política

Acendem as luzes do palco, começam o show, lá vem os políticos mais uma vez apresentar suas propostas enganosas. E nós, como meros espectadores, ficamos a ouvir as mesmas ladainhas de antes. São promessas, acusações uns aos outros.

O show continua, algum candidato pensa sinceramente no povo? Sabemos que vamos ser ludibriados e, no entanto, temos de ser democratas, escolher alguém. Então, vem a pergunta: que critério adotarei nesta eleição?

A interrogação continua em nossas mentes. Tudo que falaram nas eleições passadas ese repetem. Sei que o show vai acabar e o que vai restar, com certeza, será a grande decepção de termos escolhido novamente errado.

Esta festa da democracia nos deixa apenas a convicção de que, certo ou errado, temos de escolher alguém.

FRANCISCO AMORIM
Aparecida de Goiânia - GO


Melhoria do ensino

Em 1976, fui professor assistente do ensino médio na rede publica estadual, onde lutei por melhoria do ensino junto com meus colegas. Nossa pauta; melhores salários, melhores condições de trabalho, mais salas de aula, laboratórios, mais equipamentos, quadra de esporte, livros, biblioteca. A luta continua até hoje e tenho certeza que nunca vai parar.

O que me deixa triste é ver que, de lá para cá, pouca evolução aconteceu, pois o professor continua mal remunerado, as condições de trabalho pioraram, conseqüentemente o aluno de poucos recursos não tem chance de ser um cidadão no futuro, pois existe um desnível muito grande entre a escola publica e a particular.

Só para exemplificar, minha filha, na rede particular, no 5º ano, sabe ler, escrever, tabuada de multiplicar, faz redação, teatro,... O filho de meu pedreiro, na rede pública municipal do interior, sequer sabe ler, nem mesmo palavras simples, não pensa em redação, em tabuada. Neste ritmo, quando ele poderá atingir o nível superior?

O mal que estão causando a esta criaturinha é imenso. Corta o coração verificar que ele jamais terá chance de disputar o mercado de trabalho também. Espero que mudanças de atitude do prefeito de Goiânia e do presidente Lula, de transformar o ensino de primeiro grau em prioridade, tenham efeitos duradouros e mude esta triste realidade.

ALCIONE DIAS PELEJA
Setor Coimbra - Goiânia