Goiânia, 02 de julho de 2008

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Ricardo Rafael - 18.6.08

Flagrante do plenário da Assembléia em sessão recente

Assembléia: 12 extras em um só dia

Sessões garantem R$ 3,6 mil a mais para cada deputado. Gasto para os cofres públicos com legislativo no dia de ontem foi de R$ 147 mil

Núbia Lôbo

Os deputados estaduais encerraram ontem as atividades do primeiro semestre com a realização de 12 sessões extras em apenas um dia. Das 15 às 19 horas, intervalo em que foram realizadas as sessões ordinária e extraordinárias, cada deputado ganhou R$ 3,6 mil a mais no salário de julho, que subiu de R$ 12,3 mil para R$ 15,9 mil.

Apesar da pauta extensa – cerca de 90 mensagens apreciadas –, pelo regimento interno os deputados poderiam ter usado apenas uma sessão extra para apreciar todos os projetos. O líder do Governo, Helder Valin (PSDB), explicou: “Já é praxe. A gente faz uma divisão dos projetos em blocos, para a ata de cada sessão não ficar tão extensa e também para dar tempo dos outros colegas chegarem, o que garante uma participação mais ampla no processo.”

É uma tolerância que sai cara para os cofres públicos. O Estado vai gastar R$ 147 mil neste mês para pagar um dia de trabalho extra dos deputados, sendo que muitos deles usaram a sessão ordinária de ontem para discursos políticos sobre a corrida eleitoral nos municípios.

Tiãozinho Costa (PT do B) subiu à tribuna para falar que Goiânia perdeu um candidato combativo na disputa pelo Paço, com a retirada de sua própria candidatura. Depois foi a vez do Coronel Queiroz (PTB) apresentar um raio X das candidaturas de seu partido pelo interior do Estado. Evandro Magal (PSDB) também usou a tribuna para falar das articulações que levaram seu nome à disputa em Caldas Novas. Logo a sessão foi encerrada para abertura da primeira extra.

Projetos
As votações começaram com maior volume da primeira sessão extra em diante. Projetos como a LDO e a recriação de Ciretrans no interior foram aprovados em plenário, junto com outras 86 propostas dos parlamentares. Helder Valin esclarece que todas essas sessões foram necessárias para esgotar a pauta da Assembléia. “Só ficaram os projetos que precisam de votação em segundo turno.”

Na pauta que exigiu o esforço extra, constavam propostas para instituição do Dia do Vendedor Ambulante, Dia do Agente de Saúde, além da inclusão dos eventos CocoBambu e Babado Elétrico no calendário oficial do Estado. Votações que poderiam ter acontecido ainda em junho, quando a Assembléia ficou uma semana sem sessões ordinárias por falta de quórum.

Também foram votadas em segundo turno as propostas de reposição salarial para o Tribunal de Justiça (TJ) e Tribunal de Contas do Município (TCM), além da recomposição de cargos do judiciário.

Secretário
O deputado Hélio de Sousa (DEM), presidente da Comissão de Adequação Constitucional, entregou à mesa diretora o anteprojeto que ajusta a Carta do Estado à Constituição Federal. Ao ganhar a palavra, ele foi anunciado pelo presidente da Assembléia, Jardel Sebba (PSDB), como o “novo secretário de Saúde do Estado” (leia reportagem na página 10).

O deputado Luis César Bueno (PT) conta que houve um acordo entre lideranças da Casa para esgotar a pauta ontem. O peemedebista José Nelto confirma: “É um esforço concentrado.”

O único projeto votado em regime de urgência foi a recriação das Ciretrans no interior do Estado. A votação da LDO também é necessariamente realizada antes do recesso, mas poderia ter sido concluída na quinta-feira passada, se os deputados estivessem presentes na sessão.

“Apesar de o painel registrar número suficiente para a votação, no plenário não havia o número de parlamentares presentes”, justificou Helder Valin naquele dia.

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